quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Crítica ao conto "Miasma", de D. D. Maio - por o.chefdoslivros (Instagram)

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🍃Review “Miasma”🍃 Olá Booklovers hoje trago-vos um conto da Autora D. D. Maio “Miasma”. Este conto é uma continuação ao livro “Nepenthos” que irei ler brevemente dado a ter ficado fascinado com esta leitura, graças a @book.serotonin com quem fiz leitura conjunta e que me indicou a Autora. Agradeço desde já a @book.serotonin e a @katrina_a_gotika . - Gostam de leituras conjuntas? - Conhecem esta Obra? Foto e edição: Mário Silva©️ Neste Conto Temos Eric que acompanhado pela sua Prima ( creio que é uma Bruxa verde🤫) retorna ao seu Castelo pois pensa que este esta assombrado por uma força Maligna, por isso mesmo solicitou ajuda à Prima Hildegaard que prontamente embarcou nessa viagem. Ao que parece erros do passado assolam a alma de Eric e isso revela-se no seu Castelo. Adorei as Personagens contidas neste conto toda a atmosfera que o rodeia, a Autora cria no leitor um suspense e cativa com personagens marcantes como Eric e Hildegaard da qual eu gostei muito mesmo. Há romance e Drama neste conto com toda uma atmosfera Medieval. Viajamos na época da caça às Bruxas, às tradições pagãs e a toda uma Época Medieval e seus costumes. Mal posso esperar para começar a ler o “Nepenthos” e ir ao início conhecer o passado do Eric e da sua Prima Hildegaard. Eu gostei muito mesmo da escrita de D. D. Maio espero que vocês também venham a gostar, pois é cativante a maneira como nos embala na sua História. Nota:⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️/5⭐️ O livro está para venda no site da @bubokpt e quanto aos contos também estão por lá em versão ebook e o melhor de tudo são grátis. Só boas razões para adentrares neste mundo da Autora e da sua Obra. Ig da Autora @katrina_a_gotika para quem quiser dar uma força a mais uma Autora Portuguesa. * * * * #ochefdoslivros #bookserotonin #ddmaio #miasma #ebook #bubok #contos #livros #review #resenhaliteraria #opinião #autoresportugueses #literaturanacional #drama #suspense #medieval #bruxas #bookcomunity #bookstagramportugal #booklovers #amantesdelivros #grandesobras #portugueses #fatwoman writers

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domingo, 18 de outubro de 2020

Crítica ao conto "Miasma", de D. D. Maio - por book.serotonin (Instagram)

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🌫Review🌫 Olá livrólicos! Mais uma review por aqui, pois uma pessoa não aguentou esperar! Esta review é do "Miasma" de D.D.Maio! Miasma é mais um conto no mundo de "Nepenthos" e de "Solstício" e passa-se após o "Nepenthos" e antes de "Solstício". É tão bom voltar a acompanhar a personagem de Eric, o imperador, e de ver as pequenas pontes entre as 3 obras e como tudo funciona na perfeição! Para mim, foi uma nova autora que conheci este ano mas que já se tornou uma autora favorita e que, quero imenso comprar os livros em físico. Neste conto, Eric pede à sua prima para ir visitar o castelo, pois acredita que está a ser assombrado por algo a que chama de "Miasma". A prima, apesar de estar muito contra a lá ir, decide ajudá-lo, e é aí que tudo começa...mais não posso dizer. Na minha opinião este conto reforça imenso certos tópicos como o luto, a solidão, a tolerância, a culpa, como se tem que lidar com as consequências dos nossos actos, e a esperança. É um conto delicioso, com pitada de suspense que eu adorei. A escrita da autora é, na minha opinião, muito bonita, com um incrível equilíbrio entre a descrição e os diálogos e chega a ser melódicamente profundo. Tenho pena que seja, possívelmente, o último conto no mundo de Nepenthos, que seja a última vez que leio mais destas personagens e a última vez que recordo com carinho algumas das outras personagens, tal como Eric se recorda delas neste conto de forma tão bonita. Apesar de uma leitura breve, fiz esta leitura em conjunto com @o.chefdoslivros...a quem agradeço. Este conto está disponível em formato físico e ebook no site da @bubokpt , sendo o seu ebook (tal como o ebook de "Solstício")gratuito. 🌫 Gostam de contos? Qual o último que leram? . . . . . . . . . . #bookserotonin #bookstagramofportugal #bookstagramportugal #readmorebooks #review #bookreview #shortstory #shortstories #miasma #solstício #nepenthos #ddmaio #bubok #portugueseauthor #autoresportugueses #lowfantasy #lowfantasybooks #literaturaportuguesa #conto #contos #fantasiaportugal

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sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Crítica ao conto "Miasma", de D. D. Maio - pelo autor Armando Frazão

Directamente do blog de Armando Frazão:


Miasma – Livro de D.D. Maio

Li este livro, de uma amiga escritora, há uns dias.

É um livro pequeno que se consegue ler de uma assentada. Nem por isso deixa de ter o seu toque de suspense, a sua dose de inesperado e revelação. Bom para nos aproximar das personagens deste universo criado pela autora nos 2 livros anteriores: Nepenthos e Solstício.
Cumpriu ou até excedeu ligeiramente as expectativas.

Podem encontrar mais informações e onde comprar ou fazer download neste link:

https://ddmaio.blogspot.com/2020/09/miasma-novo-conto-de-d-d-maio.html

Deixo-vos as palavras da própria autora:

Quando Eric desconfia que existe uma presença maligna no castelo, Hildegaard aceita visitá-lo para lhe assegurar que está a imaginar coisas. O que encontra apanha-a desprevenida. Mais difícil do que enfrentar uma entidade das trevas é assumir o conflito no seu próprio coração.

“Miasma” é um conto em Low Fantasy, dramático e romântico, com elementos de sobrenatural.

 

 

domingo, 11 de outubro de 2020

Dawn of the Dead / O Renascer dos Mortos (2004)


Não vi “Dawn of the Dead” mais cedo porque sempre pensei, pelo título, que este era o filme de 1978. Afinal é um remake, desta vez dirigido por Zack Snyder. Até parece que George A. Romero não teve nada a ver com este filme, apesar de ser mencionado nos créditos como escritor do original. O filme de 1978 é um clássico, mas na minha opinião tão mauzinho, comparado com o fantástico “Night of the Living Dead” (1968), que nunca me passou pela cabeça que quisessem fazer um remake.
Não sei o que teria pensado deste filme de 2004 se o tivesse visto na altura. É oficial, “The Walking Dead” estragou-me todos os filmes de zombies que já vi depois da série. A qualidade de “The Walking Dead” deteriorou-se, é verdade, e a série actualmente tem dificuldade em viver à altura das primeiras temporadas, mas essas primeiras temporadas foram tão marcantes, e deixaram uma mitologia tão bem estabelecida, que tudo o que se fez antes e depois me faz encolher os ombros.
Com a excepção do primeiro dos filmes, “Night of the Living Dead”, de 1968, a preto e branco, que ainda prefiro não ver sozinha porque aquilo é mesmo de meter medo.
Este “Dawn of the Dead” de 2004 é mais um para ver e esquecer. Primeiro que tudo, este foi um daqueles em que alguém achou que os zombies metiam mais medo se fossem mais rápidos. Isto deu em “zombies de corrida”, como já disse aqui mal suficiente em “World War Z”. Neste filme os zombies também correm e saltam (de esconderijos no tecto, ainda por cima) atrás dos sobreviventes. A certa altura parecia que estavam a ser perseguidos por um bando de gente enfurecida em vez de zombies. Ora, por alguma razão o filme de 1968 foi tão eficaz. Porque os zombies são lentos, aparentemente pouco perigosos e acéfalos, mas quando são muitos é que a porca torce o rabo. “The Walking Dead” percebeu isto desde logo, que o clássico é que era bom, e foi assim que se tornou um clássico também.
“The Walking Dead” foi buscar outra coisa à mitologia de “Night of the Living Dead”, e explorou-a. Todos têm o vírus, todos se transformam em zombies depois de mortos. Isto agora já me parece tão óbvio que fiquei desapontada quando neste filme de 2004 só os mordidos por zombies se transformam em zombies. Assim é muito menos perigoso. Em “The Walking Dead” não há mortos “seguros”. Todos têm de levar uma facada no cérebro, até amigos e família, para aumentar o drama.
Mas “The Walking Dead” foi buscar coisas a este filme também, em que uma meia dúzia de sobreviventes se refugiam num supermercado à espera que os venham salvar. Em frente ao supermercado há um prédio onde um jovem está a observar tudo do telhado, com binóculos, e a dar conselhos aos outros sobreviventes. Este jovem, não há volta a dar, pareceu-me o Glenn que salva a vida a Rick Grimes em Atlanta.
Por outro lado, “The Walking Dead” não esconde as suas influências. Em “Dawn of the Dead” os sobreviventes escrevem nas paredes: HELP ALIVE INSIDE. O que se torna, no hospital onde Rick Grimes acorda do coma, no enigmático:

DON’T DEAD
OPEN INSIDE

Já a deixar antever que esta não ia ser apenas mais uma série de zombies em que não era preciso pensar muito, como começava a ser expectável dos filmes do género pós-“Night of the Living Dead”.


Diria mesmo que o melhor que o remake “Dawn of the Dead” conseguiu foi dar ideias a “The Walking Dead”. De resto é um filme esquecível. Um filme até a querer mais ser um slasher do que um filme de zombies, como mostra a parte da serra eléctrica, completamente dispensável. Personagens estereotipados, alguns até pouco credíveis não obstante o estereótipo, os bons e os maus e os heróis, um enredo previsível. No fim, como num bom slasher, morrem todos à mesma, apesar dos grandes esforços para escapar, ou pelo menos é isso que se dá a entender. Mas a verdade é que não há aqui um único personagem por quem a gente se interesse, e aquele que ainda nos interessa mais já tem o destino traçado ainda antes da fuga final. Isto não é bom drama, nem o pretendia ser. Mas o público já estava preparado para mais do que isto, e “The Walking Dead” teve o mérito de ir explorar os personagens em vez dos zombies, a sociedade a desmantelar-se em poucos dias em vez das serras eléctricas. O público estava preparado para “The Walking Dead”.
Ver “Dawn of the Dead” agora parece-me um exercício injusto, um filme que mirrou à sombra de uma série que o suplantou. Recomendo apenas aos grandes fãs do género. A quem quiser ver um filme antigo de zombies que mete mesmo medo, recomendo “Night of the Living Dead” (1968).

14 em 20 (mais alguns pontos porque deu tantas ideias a “The Walking Dead”)



domingo, 4 de outubro de 2020

The Walking Dead [décima temporada]


[contém spoilers; não revela o final;
nem podia revelar porque, no momento em que escrevo, o último episódio ainda nem foi filmado]


E assim aconteceu que o apocalipse zombie durou tanto tempo que foi atropelado pelo apocalipse Covid. Mas não percamos a esperança. Já aí está o Covid. Talvez ainda venham os zombies.
Comecei a ver esta temporada sem saber que não tinham conseguido filmar o último episódio devido à pandemia. Curiosamente, quando acabou o penúltimo episódio também não me preocupei muito que não existisse o próximo. A qualidade da série melhorou, sim senhor, a olhos vistos, depois da saída de Scott M. Gimple (que foi estragar “Fear the Walking Dead”). Mas já tenho muita dificuldade em acompanhar o que se passa e, principalmente, em importar-me com as caras novas que só conheço há meia dúzia de episódios. Para fazer esta crítica estou a usar a cábula dos resumos dos episódios do IMDB, porque assim de repente nem me lembro de nada. Quando uma série atinge este ponto (e uma série que já foi inesquecível) é doloroso falar dela.
Pois a Michonne lá se foi embora também, o que não é um spoiler para quem acompanha as notícias em torno da série. Michonne não morreu. Simplesmente abandonou os filhos (Judith e o pequeno Rick Jr.) em Alexandria e foi atrás de uma ténue pista de que Rick possa estar vivo. Alguma vez a Michonne que eu conheço agiria assim, abandonar dois filhos no meio do apocalipse zombie? Mas nem pensar. A Michonne que eu conheço ficou enlouquecida quando o filho dela morreu. Não ia abandonar os filhos por uma pista obscura.
As personagens vão tendo flutuações de personalidade conforme o enredo (e os contratos) obrigam, e a certa altura até as personagens que já conhecemos há muito tempo começam a agir “out of character”. Isto cria um fosso, uma dissonância entre o espectador e as personagens, como se subitamente elas fossem possuídas por extraterrestres (mas menos interessante), em que já nem as reconhecemos. Este novo “Walking Dead” é uma série diferente, e até compreendo a necessidade de evolução, mas transformar as personagens numa coisa que elas não são arranca-nos a última âncora que nos agarrava à história. Hoje em dia vejo “The Walking Dead” e já não sei muito bem o que estou a ver.
Muitos problemas foram resolvidos com a direcção de Angela Kang, mas alguns dos mais irritantes persistem. O mais irritante de todos, julgo que é opinião unânime, é a mania de pôr os personagens a fazer coisas estúpidas para avançar o enredo.
Sim, as pessoas cometem erros e os personagens ficcionais não são diferentes, mas os acessos de estupidez momentânea dos personagens de “The Walking Dead” já são lendários. Desta vez calhou a sorte a Carol (uma das personagens mais respeitadas exactamente por estar sempre um passo à frente dos outros) de se comportar como uma imbecil. Isto porque perdeu o outro miúdo, Henry, a quem deviam dar um prémio qualquer por ter conseguido ser o personagem mais estúpido de todo o cast de “The Walking Dead”, e não apenas momentaneamente (o miúdo era constantemente imbecil). Mas Carol é uma personagem que já perdeu muito, que já perdeu tudo, e aguentou-se. Que não ia perder a cabeça agora, a esta altura do campeonato. Foi doloroso de assistir.
E depois temos Negan, uma batota completa. O Negan que nós conhecemos era um sociopata sem remorsos. Este Negan está cada vez mais bonzinho. Querem à força que a gente esqueça como ele esmagou à cacetada os crânios de Abraham e de Glenn com a Lucille. Aliás, já nem se fala da Lucille, para as pessoas não se lembrarem. E como se não bastassem os homicídios e a megalomania, ainda houve aquela vez em que ele queimou vivo um médico só porque desconfiou que este se andava a fazer a uma das suas “esposas”, “esposas” estas todas obrigadas a serem esposas de Negan, mercê de ameaças às famílias delas. E é este o personagem que querem reabilitar. Negan não tem redenção possível. A única vez que concordei com Carol nesta temporada foi quando ela disse: “O Negan também podia desaparecer”. Ah, se podia. Esta é que é a Carol que eu gosto. Admito que o Negan tenha uma qualidade redentora. Sempre foi bom com miúdos e adolescentes, o que se manifestou logo quando ele interagiu com Carl. Isto faz parte da personagem como ela nos foi apresentada. O resto é fabricação para ver se conseguimos começar a suportá-lo. (Ó Rick, para onde te levou a senhora da lixeira, que não vens enfiar um balázio na cabeça deste gajo?)
Pelo menos não sou a única que não esquece. Aaron e alguns outros habitantes de Alexandria também não esquecem. Negan só está vivo porque eles estão a honrar a “última vontade” de Rick, a quem julgam morto, de que Negan deve ser preso e não executado sumariamente, porque eles são “melhores do que isso”.
Estranhamente, Negan e Alpha foram protagonistas da cena de sexo mais explícita que já se viu na série toda. Uma cena pervertida como só podia acontecer entre Alpha e Negan, mas aconteceu. Até os vimos aparentemente nus, ao longe. “The Walking Dead” nunca quis perder tempo com isso, mas nesta última temporada temos algumas cenas de sexo, incluindo entre duas lésbicas. Definitivamente, a série está mesmo a mudar com uma mulher ao leme.
Por falar em sexo. Outra batota, o padre Gabriel. Onde é que este personagem é o mesmo que a gente conheceu na temporada cinco? Andar com a Rosita deve ter-lhe feito muito bem à auto-estima. O homem agora parece um autêntico Rick Grimes. Até manda e fala grosso.
E por falar em Rosita, que tem uma filha com Siddiq. O que aconteceu a Siddiq foi uma manobra bem orquestrada como eu já não via há muito tempo em “The Walking Dead”. Não estava mesmo à espera daquilo, se bem que o espião dos Whisperers me tenha parecido uma pessoa implausível de sofrer uma lavagem cerebral por parte da Alpha. Mas os Whisperers, percebemos nesta temporada, já não eram simplesmente um grupo de sobreviventes, eram acima de tudo um culto. E nós sabemos o que os cultos fazem à cabeça das pessoas, e aquela Alpha era sinistramente carismática, portanto até vou admitir que deu a volta à cabeça ao médico Dante.
A nível de choques, penso que o Siddiq foi mesmo o choque da temporada. Conseguiram que a gente gostasse dele (não havia muito para não gostar, tirando o facto de que foi praticamente responsável pela morte de Carl por causa de um disparate de matar walkers para respeitar uma crença da mãe de Siddiq de que matar zombies era libertar-lhes as almas). Conseguiram que tivesse impacto. Isto acontece cada vez menos em “The Walking Dead”.
Do mal o menos, o nosso Daryl continua o mesmo de sempre. O disparate de adulterar a personalidade das personagens consoante convém ao enredo ainda não o atingiu. (Mas temo que venha a atingir.) Algumas das melhores cenas são entre Daryl e Carol, os veteranos da série, a conversar e a fumar um cigarro e a mandar bocas um ao outro como nos velhos tempos. O que só nos lembra de como esta série era boa quando o núcleo de protagonistas era sólido e coeso, mas já não é nada disso.
Houve alturas em que tive de fazer um esforço para me lembrar de quem era aquela cara que ali aparecia, de tal maneira já nem sei quem é que está na série e quem é que já morreu ou se foi embora. Por exemplo, não me lembrava nada que a Enid e a Tara tinham morrido na última “leva”, na temporada anterior, de tão insignificantes se tornaram os seus papéis. (Ou se calhar foram as actrizes que pediram para sair.)
O penúltimo episódio podia chamar-se “O gato que traiu Alexandria”. Sim, houve um gato, e ficou muito mal explicado como é que o Beta percebeu que o gato significava onde estavam os sobreviventes. Boo! Má escrita! Devíamos ter visto que havia um espião exclusivamente designado para espiar o gato, e aquele gato, pela sua importância, devia ter sido um personagem mais desenvolvido. Por exemplo, qual é a relação do gato com a Carol, com o Daryl, com o cão do Daryl, Dog? Como é que o Beta sabe que o gato é amigo de Lydia? Ou será que não é? A Lydia falou do gato de forma tão ambígua que eu fiquei na dúvida. E o Negan, a quem a Lydia falou do gato, o que é que ele sente pelo felino? Despertar-lhe-á pesadelos com Shiva, a tigra, que em tempos lhe comeu bastantes Salvadores? Tudo mal explicado. Aquele gato nunca se tornou um personagem tridimensional. Mal o deixaram dizer um mio. Nem sabemos se o vamos ver outra vez. Oportunidade desperdiçada de mergulhar na mente do cão do Daryl e de aprofundar o conflito com o gato, cujo nome deve ser Cat.
E assim acabamos mais uma temporada de “The Walking Dead”, que não chegou a terminar, na paródia. Já não dá para ver de outra maneira. É aceitar ou procurar outra série. Mas os zombies de Nicotero continuam tão bons, é difícil parar de ver.

§


Já depois de escrever este artigo li a notícia de que ”The Walking Dead” tem finalmente uma data marcada para acabar, lá para 2022 se a pandemia não atrapalhar. Talvez isto seja bom. Talvez a série desenvolva, agora que há um fim à vista. 
Também li por alto que estão planeadas mais spin offs, mas já houve tantos anúncios neste sentido, sem que se concretizassem, que nessas só acreditarei quando as vir.


quinta-feira, 1 de outubro de 2020

“Correntes”, um conto de Patrícia Morais

Ada já tem problemas de sobra ainda antes de se cruzar com o sobrenatural. Vítima de violência doméstica, o seu grande objectivo é conseguir a custódia dos dois irmãos mais novos para os livrar dos maus-tratos de um pai desempregado e alcoólico que descarrega nos filhos as suas frustrações. Mas se a situação de Ada é má, as coisas ainda vão ficar piores. Crianças têm vindo a desaparecer na vizinhança e ninguém sabe o que lhes acontece.

O que gostei mais nesta história foi o lado humano. Todo aquele ambiente de violência doméstica é muito realista e eu já estava tão interessada no drama familiar que, por mim, não me importava que o conto nem envolvesse o sobrenatural.

Mas “Correntes” é um conto curto no género Fantasia Urbana / Sobrenatural / Young Adult, e é desta forma que deve ser lido. A acção é relativamente rápida e privilegiada em detrimento de um maior desenvolvimento dos personagens secundários (que me agradaria mais), mas a protagonista é bastante tridimensional. É muito fácil empatizar com esta personagem.
“Correntes” é uma história no universo da série começada por Patrícia Morais com “Sombras” e revela os acontecimentos que levaram Ada a ter contacto com a organização Diabolus Venator.

O conto encontra-se disponível a partir da página da autora: patricia-morais.com/livros



quarta-feira, 23 de setembro de 2020

"Miasma", novo conto de D. D. Maio

 
 
“Miasma”, novo conto de D. D. Maio, está disponível em papel e ebook para download gratuito (formato epub).

Link: www.bubok.pt/livros/12808/Miasma


Os capítulos iniciais de "Miasma" podem ser lidos AQUI. 

 

Sinopse
Quando Eric desconfia que existe uma presença maligna no castelo, Hildegaard aceita visitá-lo para lhe assegurar que está a imaginar coisas. O que encontra apanha-a desprevenida. Mais difícil do que enfrentar uma entidade das trevas é assumir o conflito no seu próprio coração.


“Miasma” é um conto em Low Fantasy, dramático e romântico, com elementos de sobrenatural. 

A história passa-se após os acontecimentos de “Nepenthos” e antes de “Solstício”.


domingo, 20 de setembro de 2020

The Hunger Games / Os Jogos da Fome (2012)

 

É difícil não gostar desta história. Algures numa sociedade autoritária, uma revolta dos oprimidos foi esmagada pela elite opressora. Como castigo e “lembrança”, esta elite organiza jogos de morte escolhendo à sorte dois jovens de cada distrito insurgente. Este ano, a lotaria fatal calhou à irmã mais nova de Katniss, que parece não ter mais de 13 anos. Katniss, a irmã mais velha, voluntaria-se para ir aos jogos em seu lugar. Logo aqui temos de empatizar com a protagonista, uma irmã mais velha que se oferece em lugar da irmã mais nova sabendo que muito possivelmente irá morrer em vez dela. Katniss é corajosa mas não acredita nas suas hipóteses de derrotar os outros adversários. Começa um jogo mortal, transmitido na televisão para a elite organizadora, em que só um dos adversários pode ser vencedor. Todos os outros terão de morrer.
Digo que é difícil não gostar desta história porque é difícil não torcer pelos fracos e oprimidos. Mas depois de ouvir falar tanto de “The Hunger Games”, esperava muito mais daqui. Esperava algo que me chocasse, talvez. Mas se calhar depois de ver “Spartacus”, amargo e sangrento, já pouco me consiga chocar.
Ou se calhar os livros são melhores do que o filme, ou se calhar os filmes seguintes são melhores do que o primeiro e ajudam-nos a criar um laço mais forte com os protagonistas? Confesso que não queria ver a miúda morrer, mas tirando o facto de ser uma miúda a lutar pela sobrevivência não consegui senti-la como personagem tridimensional. Quem é Katniss quando não está a ser perseguida pelos campos? Não sei. Talvez os filmes seguintes me esclareçam.
“The Hunger Games” faz parte de uma série de Young Adult distópico que tem tido muito êxito recentemente. (Outro exemplo é “Divergente”, um filme que eu já vi e não gostei, de que nem me apetece fazer a crítica. Tenho o livro e perdi qualquer vontade de o ler.) Não me espanta que as gerações mais novas estejam fascinadas com distopias. Eu sempre estive, desde os clássicos “Farenheit 451” de Ray Bradbury e “1984” de George Orwell (que ainda não li mas está na lista), só para citar os que me ocorrem mais à memória. Durante uns tempos o gosto pela distopia parece ter-se esbatido, mas voltou em força. Não me admira nada porque estas são as primeiras gerações (a começar pela minha) que vão ter um nível de vida abaixo do que os seus pais tiveram. À medida que as desigualdades se aprofundam, regressa o interesse no modelo máximo da sociedade de elites e oprimidos, a sociedade distópica.
Isto para mim não é novidade nenhuma. A desigualdade é o estado normal do mundo segundo o conheço. Sempre cresci tão rodeada de pobreza, crueldade, indiferença, insensibilidade, hipocrisia (como a daquelas pessoas que ganham 5000 euros por mês e “sentem-se bem” a comprar comida para os pobrezinhos no supermercado duas vezes por ano, mas se calhar já não se “sentiam bem” se lhes pedissem para abdicar de quatro quintos do salário para o distribuir pelos trabalhadores explorados de forma mais justa para que estes já não fossem pobres, porque aí os pobres já são pobres porque são estúpidos, coitadinhos, e quem ganha 5000 euros por mês é porque os merece) para me comover com uma Katniss ficcional. Katnisses conheço eu muitas, de carne e osso, todos os dias a lutar pela sobrevivência e a engolir exploração e humilhações (quando não são coisas piores) porque precisam do ordenado mínimo para subsistir. Os verdadeiros Jogos da Fome.


14 em 20

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Crítica ao livro "Nepenthos", de D. D. Maio - por book.serotonin (Instagram)




✨ Review de "Nepenthos" de D. D. Maio ✨ Olá livrólicos! Sei que falei já um pouco desta obra nos meus stories, mas finalmente tenho aqui a review! Deixarei a sinopse nos comentários! 💖 Que livro FANTÁSTICO! Tenho tanta pena que seja tão pouco falado! que livro incrível, que viagem maravilhosa e personagens verdadeiramente muito bem construídas! Vemos uma realidade tão verdadeira nos pensamentos de certas personagens. As marcas interiores e psicológicas das mesmas. Sinto que me liguei a tantas personagens e adorei esta incrível viagem. É um livro que a meu ver, retrata a maldade existente neste mundo, a falta de empatia nesta sociedade doente, a falta de compaixão e também retrata o inverso de tudo isso. Retrata o poder de superação, mesmo que ainda com todas as feridas abertas e por sarar. Retrata a força destas personagens tão reais. Há personagens que, com toda a sua fragilidade notória, não se deixam afectar pela maldade dos outros para com ela, continuando a ser tão bondosa como sempre foi. É um livro onde vemos o amadurecer de alguns personagens, como abrem os olhos a certos erros do passado e as conseguem corrigir, mesmo levando sempre consigo o peso da culpa que teima em não largar aqueles corações. Daqueles livros que nos trazem todo o tipo de sensações: eu chorei, eu ri com algumas personagens, eu desesperei, eu aliviei e eu torci tanto pela maioria das personagens! Acho que é daqueles livros que as personagens permanecem connosco para sempre. Sem dúvida alguma um livro por momentos mais pesado, mas um livro que recomendo IMENSO! não tenho palavras para o descrever porque é mesmo incrível. ✨ Ficaram com curiosidade por este livro? ✨ Qual o último livro que vos destruiu emocionalmente? . . . . . #bookserotonin #opiniaoliteraria #review #bookreview #opiniao #fantasybook #fantasy #nepenthos #ddmaio #bubok #bubokpt #lowfantasy #bookishreview #bookishphotography #booksandcandles #bookandcandle #booklover #under10k #bookishphoto #portugueseliterature #portugueseauthor #autoresportugueses #literaturaportuguesa #literaturalusófona
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