Dois amigos e sócios vão a Moscovo vender uma app de sua autoria e roubam-lhes a ideia. Isto é muito mau, mas o pior é quando alienígenas invadem a Terra e exterminam 99% da população mundial logo nas primeiras horas.
Antes de irmos à análise, é preciso não confundir este título em português "A Hora Mais Negra" com o outro "00:30 A Hora Negra" ("Zero Dark Thirty", que é sobre a captura de Osama Bin Laden e não tem nada a ver com isto).
Voltando a "The Darkest Hour". Achei este filme principalmente desequilibrado. A primeira parte é realmente aterradora. Os alienígenas são seres de energia que caçam os humanos procurando os seus campos electromagnéticos e emitindo um raio que os desintegra em instantes, mas os personagens não sabem disto e são chacinados a torto e a direito. Os dois amigos da app, outras duas turistas americanas e o gajo que lhes roubou a app conseguem esconder-se durante três dias na despensa de um bar. Quando saem, a cidade está destruída e deserta e toda a gente foi transformada em cinzas. Há uma cena num parque de estacionamento que me lembrou os melhores momentos do início do apocalipse zombie de "The Walking Dead". Há pânico e motivo para pânico. Qualquer pessoa pode ser obliterada a qualquer momento.
Já na segunda parte, tudo se torna muito fácil à Hollywood. Os personagens descobrem num instantinho como se proteger e até como contra-atacar, aparecem milícias que aparentemente se organizaram em três dias (antes de poderem ter informações suficientes para saberem o que fazer) e um cientista que inventou uma arma em casa sem conhecer nada dos alienígenas. É quase um final "e (os sobreviventes) viveram felizes para sempre". Isto é pena, porque o filme estava a ir muito bem no que ao terror diz respeito e de repente se tornou mais num filme de acção. Nesta fase até as mortes perderam o impacto que deviam ter.
Em suma, a premissa é muito boa e teria sido um filme bastante perturbador se tivessem querido ir por aí, mas a certa altura decidiram que o filme estava a ficar muito pesado e que precisava de ser mais levezinho. Isto não vai ser surpresa para ninguém, eu preferia que tivessem seguido a primeira opção.
13 em 20 (porque a primeira parte merece)
Gotika
Diário pessoal do terror quotidiano.
domingo, 14 de junho de 2026
The Darkest Hour / A Hora Mais Negra (2011)
terça-feira, 9 de junho de 2026
domingo, 7 de junho de 2026
Talamasca: The Secret Order (2025)
A Talamasca é uma organização secreta e milenar que estuda o sobrenatural, nomeadamente as bruxas e vampiros do universo de Anne Rice. A Talamasca sempre foi fascinante, mas descobrir a sua verdadeira origem, nos últimos livros das Vampire Chronicles, tornou-a ainda mais interessante. (Um nome apenas: Gremt)
Fiquei muito entusiasmada quando descobri esta outra série criada a partir dos livros da autora. A Talamasca é uma organização que vamos conhecendo ao longo das Vampire Chonicles e Mayfair Witches e, ao contrário destas, não tem nenhum livro que lhe seja dedicado. Isto permite uma liberdade criativa única. Os argumentistas podem desenvolver personagens dos livros ou, pelo contrário, criar personagens e histórias completamente novas.
Foi o que aconteceu neste caso. Guy Anatole, um jovem advogado com poderes telepáticos, é abordado por Helen, uma operacional da Talamasca, para que se junte à organização. Guy não tem qualquer motivo para fazê-lo até perceber que a sua mãe, que ele julgava morta, era na verdade uma agente da Talamasca que por alguma razão teve de fugir e esconder-se. Guy aceita a missão na tentativa de encontrar a mãe, o que o leva à sede da Talamasca em Londres, onde o vampiro Jasper usurpou o poder. Jasper e Helen andam à procura do misterioso 752, que poderá ser um livro, ou um microfilme, ou um artefacto completamente diferente, que reúne todo o conhecimento que a organização compilou durante séculos.
Jasper também tem estado a criar uma espécie de vampiros "imperfeitos", mais "zombificados" e acéfalos, que Anne Rice introduziu no primeiro livro, "Entrevista Com o Vampiro". Anne Rice desinteressou-se deste tipo de vampiro, aparentemente, porque nunca mais o retomou, e se calhar fez muito bem porque os temas das Vampire Chronicles são mais profundos do que isto, mas o facto é que estes monstros resultam muito bem na televisão.
Do que sei, sem ter lido as Mayfair Witches, e do que vi nas críticas, são todos personagens novos (excepto dois, que só entram em curtas passagens, que também aparecem em "Interview With The Vampire"). O subplot de Helen recorda vagamente o enredo das gémeas e de Jesse Reeves em "The Queen of the Damned", mas apenas como paralelismo. A série desenrola-se como uma história de espionagem/policial, sem que isso interfira com o aspecto sobrenatural das personagens. E gostei, gostei muito, mesmo sem conhecer os personagens de lado nenhum.
Fiquei sinceramente chocada e perplexa quando soube que a série foi cancelada após apenas a primeira temporada. De todo o universo de Anne Rice adaptado pela AMC, "Talamasca: The Secret Order" era a série que tinha mais potencial de desenvolvimento. Como disse, a Talamasca é uma organização que estuda o sobrenatural há mais de mil anos. Os personagens podiam ser novos ou conhecidos, ou uma mistura de ambos, interagindo igualmente com os imortais dos livros ou outros que viessem a ser apresentados, incluindo até flashbacks a outros séculos. Só o manancial de criaturas e fenómenos sobrenaturais que podiam ser abordados é inesgotável. Basta pensar que a Talamasca é uma mistura de X-Files com os Homens de Letras de "Sobrenatural", mas com todo um requinte académico e britânico, e que os próprios membros da Talamasca incluem vampiros, espíritos, bruxas, telepatas e outros mortais com poderes especiais. Acresce a isto que a Talamasca tem casas-mãe em várias partes do mundo, o que até daria panos de fundo diversificados e internacionais se fosse esse o objectivo.
Não sei o que aconteceu, se "Talamasca: The Secret Order" não teve audiência suficiente ou se a AMC estava com problemas de orçamento e preferiu investir nas Vampire Chronicles ou nas Mayfair Witches. Não encontro nenhuma razão para cancelar esta série, fosse com um enredo derivado da primeira temporada ou adoptando um formato de antologia nas seguintes. Com uma organização como a Talamasca, até o monstro-da-semana resultava (embora eu, muito pessoalmente, esteja farta desse formato e não o recomende). A questão é que não faltavam histórias, opções e personagens. E nem sequer estou a falar de Gremt, mas adorava tê-lo visto.
ESTA SÉRIE MERECE SER VISTA: 1 vez
PARA QUEM GOSTA DE: Anne Rice, Vampire Chronicles, Mayfair Witches, vampiros, bruxas, sociedades secretas, espionagem, policial, sobrenatural, terror
terça-feira, 2 de junho de 2026
domingo, 31 de maio de 2026
Automata (2014)
Tempestades solares transformam a Terra num deserto radioactivo. Devido à diminuição da população, a civilização depende de robôs para executar todas as tarefas. Um dia, os robôs ganham consciência de si. Mas terão desenvolvido também empatia, ou serão um perigo para os seres humanos? Para evitar este perigo, os robôs têm instalados dois protocolos: nunca fazer mal a um ser humano e nunca se alterarem a si próprios. Quando eles começam a fazer upgrades a si próprios, terão igualmente ultrapassado o primeiro protocolo?
Ou seja, estamos perante um filme "Terminator", ou outra coisa? Não vou responder porque seria estragar o filme todo. Isso é o que tem de descobrir o investigador Jacq Vaucan (Antonio Banderas), agente da corporação responsável pelo modelo de robôs que são apanhados em flagrante a proceder a reparações em si próprios e a modificarem peças. O perigo da Inteligência Artificial está aqui muito presente, e não de forma abstracta. Estes robôs, conscientes de si como "espécie", têm de facto a capacidade de dizimar a raça humana se entenderem que esta é uma ameaça para eles. E nós sabemos que somos uma ameaça para eles, ainda antes de eles o terem percebido. Será que os robôs têm o mesmo instinto de sobrevivência preemptivo que levou os seres humanos a controlar a Natureza, ou serão capazes de uma coexistência pacífica?
Nunca é muito bem explicado, mas a certa altura aparece um lugar tão radioactivo, devido à utilização de armas nucleares, que os seres humanos não poderão lá entrar durante milhões de anos. Jacq Vaucan, um homem a viver um limite existencial na sua vida privada, representa a espécie humana neste outro limite existencial colectivo. Até que ponto merecemos um habitat que já destruímos com a nossa arrogância de predador dominante? Será que o nosso tempo já passou, como diz um dos robôs, e que a espécie humana será substituída pelas máquinas que criou, o único legado humano que restará numa posteridade de que já não fará parte?
"Automata" não aborda exactamente temas originais nem pretende ser uma grande obra filosófica, mas é um filme sensível com uma mensagem de auto-reflexão que me impressionou. E impressionou-me sobretudo porque as máquinas não são capazes de empatia, mas algumas pessoas também não, então devíamos mesmo ponderar o que significa realmente ser humano. E não é ter uma inteligência superior. Isso as máquinas também têm e até nos ultrapassam. O que é que nós temos que as máquinas não têm? E quando as máquinas desenvolverem uma Empatia Artificial superior à nossa, que desculpa nos resta para justificar a nossa sobrevivência às custas do planeta e de outras espécies?
Numa das cenas fulcrais alguém pergunta ao protagonista "como é que pudeste atraiçoar a tua gente?", ao que ele responde "vocês não são a minha gente". "Automata" quer fazer-nos pensar que tipo de gente nós somos.
15 em 20
terça-feira, 26 de maio de 2026
domingo, 24 de maio de 2026
The Witcher (2019 - ?) [quarta temporada]
Depois de elogiar aqui a terceira temporada pela maior clareza do enredo, aborrece-me ter de dizer que a história de "The Witcher" continua a estar mal contada. Durante esta quarta temporada andei tão perdida e confusa que acabei por ir à internet apanhar o fio à meada.
Admito que possa ser culpa minha. Primeiro que tudo, não li os livros. A história não é de todo desinteressante mas nunca me agarrou a ponto de ver com muita atenção. Depois houve o interregno da pandemia e esqueci bastante das temporadas anteriores. As personagens são às catadupas e, tirando um ou outro caso, são tão bidimensionais que não me ficam na memória. O próprio formato da série, que oscila entre episódios focados em personagens e/ou desenvolvimento do enredo, mas muitas vezes empata em monstros-da-semana, também não ajuda. A quarta temporada, por exemplo, não avançou um milímetro na narrativa. Geralt, Yennefer, Vilgefortz e Emhyr andam à procura de Cirilla, e no fim continuam todos sem imaginar onde ela possa estar. Isto não me incomoda pessoalmente. Eles é que sabem a quantidade de enredo que têm e quantos chouriços precisam de encher, e "The Witcher" é uma série de Fantasia que se vê exactamente para encher o olho.
O que me confundiu muito foi o enredo de Emhyr, imperador de Nilfgaard. Na temporada anterior já tinha suspeitado que ele era o pai de Cirilla, suspeita que nesta se confirma. O que não me tinha passado pela cabeça é que ele quisesse Cirilla para casar com ela, devido a uma qualquer profecia de que o filho de ambos vai ser um homem muito poderoso que vai conquistar os reinos todos e trazer glória a Nilfgaard, etc. Isto confundiu-me tanto, e a série explica tão mal, que fui pesquisar para ficar a saber de uma vez por todas. Deixo aqui um resumo escorreito do que descobri, para não ter de ir pesquisar novamente.
A história é longa e cabeluda. Muitos anos antes, Emhyr, também conhecido por Lord Urcheon ou Duny, salvou a vida ao avô de Cirilla, rei de Cintra, e invocou como recompensa a Lei da Surpresa. Esta surpresa foi a Criança-Surpresa Pavetta, filha do rei de Cintra e da sua esposa, a rainha Calanthe. Entretanto, Emhyr foi amaldiçoado para se transformar em porco-espinho. É este Porco-Espinho que conhecemos como Duny na primeira temporada, a quem Geralt ajuda a quebrar a maldição. Em troca, Geralt também invoca a Lei da Surpresa. Duny/Emhyr reclama Pavetta e casa-se com ela, desta união nascendo Cirilla. Cirilla é assim a segunda Criança-Surpresa, para confundir ainda mais, a quem Geralt tem direito. Alegadamente (agora questiono o que realmente aconteceu), Duny/Emhyr e Pavetta morreram num naufrágio, mas afinal Emhyr sobreviveu. Como é pretendente ao trono de Nilfgaard, deixa Cintra, nunca mais quer saber da filha Cirilla e decide ir tomar a coroa que lhe pertence. Anos mais tarde, já imperador de Nilfgaard, ataca Cintra de surpresa, sem que (aparentemente) ninguém o reconheça como Duny, marido de Paveta, pai de Cirilla, apenas alguns anos passados do casamento com Pavetta.
Ora, isto levanta-me tantas perguntas a que "The Witcher", já na quarta temporada, insiste em não responder. Começo pela mais óbvia. Como é que ninguém em Cintra reconheceu Emhyr como imperador de Nilfgaard? Não houve um espião, nem um mercador, nem um viajante, que tenha passado por Nilfgaard e pensado "caramba, este fulano é mesmo cuspido e escarrado a cara do pai da princesa Cirilla!". Só essa curiosidade teria levado as pessoas a falar do assunto. Mas não. Ou, pelo menos, na série, ninguém sabia que Duny e Emhyr eram a mesma pessoa. Nem sequer Geralt, um homem tão viajado, que conhece outros homens tão viajados.
Segundo, Emhyr não deve ser muito esperto. Sendo pai da única herdeira ao trono de Cintra, não teria sido muito mais lógico e eficiente ter-se aproximado da filha, talvez até para a controlar e manipular e tornar-se regente de Cintra quando chegasse a altura? Talvez até para a convencer da tal profecia? Não era muito mais prático ter anexado Cintra dessa maneira em vez de invadir o reino pela força? Nem sequer é uma questão de maquiavelismo, é apenas senso comum. Porque é que ele fingiu que estava morto se lhe era muito mais conveniente ser o pai da princesa de Cintra?
A partir daqui é especulação. Será que Emhyr já conhecia a profecia antes de casar com Pavetta? Será que o naufrágio não foi um acidente? Será que Emhyr nunca quis conhecer Cirilla como criança para não ter problemas em casar com ela depois? Quem tem de responder a isto é a série, e até agora o enredo principal tem saído a conta-gotas. O que me aborrece é que as gotas não estavam a fazer sentido e tive de ir pesquisar para perceber o que se estava a passar. Também não ajuda que Geralt pareça muito mais novo do que realmente é (na série, supostamente, Geralt tem cem anos ou mais) e não me lembro nada da cara de Emhyr quando era Duny o Porco-Espinho. Não me incomoda que o enredo se desenvolva lentamente mas chateia-me quando as coisas não fazem sentido e a história de Emhyr não faz sentido. Ou então o personagem é mesmo muito burro, o que também dava uma boa história, mas não me parece que a série o esteja a retratar assim.
Não sei quantas temporadas vêm a seguir, mas durante estes oito episódios Geralt andou em vão à procura de Cirilla, arranjou uma espécie de "Irmandade do Anel" com dois anões, um gnomo, o bardo, a rapariga da floresta e um vampiro, contou-se a história deles, a irmandade desfez-se a meio do caminho porque alguns decidiram ir à vida deles, Geralt descobriu que afinal nem sabia onde estava Cirilla, e acabou assim. Mas tivemos uma batalha de bruxas e magos com muitas bolas de energia, isso tivemos, e uma batalha numa ponte a lembrar a ponte de Khazad-dûm com uma espécie de Balrog e tudo, e se calhar não é para pedir mais, mas, ao mesmo tempo, esta série podia ser tão melhor se resolvesse os problemas de narrativa. Até dá dor de alma.
Adorei Laurence Fishburne como vampiro, por esta não esperava. Era capaz de ver uma série inteira só com os vampiros lá do sítio, mas vocês já me conhecem.
Curiosamente, o actor que faz de Geralt mudou e não notei que isso tivesse afectado negativamente a temporada. Notei que Geralt diz muito menos "fuck" do que dizia, o que é decepcionante.
ESTA SÉRIE MERECE SER VISTA: 1 vez
PARA QUEM GOSTA DE: Fantasia, Lord of The Rings, Game of Thrones, magia, vampiros
terça-feira, 19 de maio de 2026
domingo, 17 de maio de 2026
Mayhem / Pandemónio (2017)
Um vírus que retira as inibições provoca uma epidemia de violência extrema. Quando uma firma de advogados sem escrúpulos fica em quarentena, os infectados fazem justiça pelas próprias mãos sabendo que vão beneficiar de impunidade.
Ao ler a sinopse, e ainda mais quando vi Steven Yeun (o Glenn de "The Walking Dead"), pensei que ia ser uma coisa do tipo "28 Days Later". Mas não é. É um filme de acção e comédia que satiriza as grandes corporações de advogados, uma espécie de "Um Dia de Raiva" provocado por um vírus.
Derek Cho é um executivo em ascensão tramado pela colega incompetente que está nas boas graças do dono da firma. Infectado e sem nada a perder, Derek Cho decide mostrar aos accionistas quem tem razão, quer eles queiram quer não. Mas Derek Cho até é boa pessoa. Os sócios da firma, impiedosos de natureza, e igualmente sabendo que o vírus lhes trará impunidade, não hesitam um instante em recorrer ao homicídio.
Violência há de sobra, resta saber se há comédia. Pessoalmente, não achei engraçado. É claro que dá sempre gozo ver esta gente velhaca a pagar pelos seus crimes, mas não há muito mais a esperar daqui.
"Mayhem" é um filme que entretém, em que a violência é demasiado irrealista para se levar a sério, sem conseguir ser tão engraçado como queria ser.
12 em 20
terça-feira, 12 de maio de 2026
Culatra - "Capítulo Primeiro: 1985-1989 / Sombras e Fantasmas" (Pós-80's label)
Segundo o press release, os Culatra foram "provavelmente a primeira banda portuguesa assumidamente gótica". Com actividade entre 1985 e 1992, nunca chegaram a gravar um disco. Esta colectânea, pela Pós-80's, reúne "os registos raros e inéditos do material gravado entre 1985-1989, provenientes de uma maquete, ensaios e um tema ao vivo no RRV".
Não tenho qualquer lembrança dos Culatra (o que não significa que nunca tenha ouvido falar deles). Estou impressionada com a qualidade desta banda de Lisboa que merecia mais reconhecimento, e lamento que tenham acabado sem deixar discografia. A diferença que o Bandcamp teria feito naquela altura! Nestes registos, finalmente trazidos à luz do dia em 2026, encontro influências do melhor da época: Joy Division, Bauhaus, Sisters of Mercy e outras referências pós-punk incontornáveis. Este é o som que eu recordo do Rock Rendez Vous. A qualidade das gravações é que é fraquinha, como seria de esperar de ensaios, maquetes e música ao vivo.
Para descobrir agora no Bandcamp, já que esta música esperou tanto tempo entre sombras e fantasmas.
According to the press release, Culatra were "probably the first explicitly Portuguese goth band". Even though they were active between 1985 and 1992, a record was never released. This compilation by the Pós-80's label brings together "rare and unreleased recordings from 1985 to 1989, taken from demos, rehearsals, and a live track at the RRV [Rock Rendez Vous]".
I have no recollection of Culatra (which doesn't mean I've never heard of them). I'm impressed by the quality of this Lisbon band, which deserved more recognition, and I regret that they disbanded without leaving a discography. The difference Bandcamp would have made back then! In these recordings, finally brought to light in 2026, I find influences from the best of the era: Joy Division, Bauhaus, Sisters of Mercy, and other inescapable post-punk references. This is the sound I remember from Rock Rendez Vous. The recording quality is weak, as one would expect from rehearsals, demos and live music.
After waiting so long amidst shadows and ghosts, Culatra’s music can finally be discovered on Bandcamp.
pos-80s.bandcamp.com/album/cap-tulo-primeiro-1985-1989





