quinta-feira, maio 25, 2017

O que o gótico (ainda) é

quinta-feira, maio 11, 2017

Ministério do Tempo

 

Sempre que a televisão portuguesa se lança na produção de um género ficcional mais arriscado, eu acompanho com muita atenção. O mesmo aconteceu com este “Ministério do Tempo”, a história de um ministério secreto do governo português que tem por missão certificar-se de que a História não é alterada. A partir das revelações de um rabino do tempo de D. João II (se não me engano), os governantes de Portugal sempre tiveram acesso às portas do tempo que, como diz o nome, permitem aos agentes do ministério viajar entre séculos quando surge uma ameaça ou alguém mal intencionado que quer mudar a História.
Logo aqui, podíamos começar já a fazer perguntas existenciais: não mudar a História?! Raios, o que deviam fazer era precisamente mudar a História, começando logo por impedir D. Sebastião de partir para a tragédia nacional que foi Alcácer Quibir e que colocou o Império Português em mãos espanholas e de mão beijada!
Mas cá estou eu a pensar muito. Esta série, que promete abordar a História de Portugal como nunca foi abordada, não é para pensar muito. Na verdade, é preciso desligar metade do cérebro antes de ver, o que é pena, porque tinha potencial dramático que não foi aproveitado.
Sou toda a favor do humor! Confesso que me ri da primeira vez que apareceu a piada de “ir chatear o Camões” literalmente. Foi giro. À segunda vez é que já não teve graça nenhuma. O espectador tem metade do cérebro desligado, mas o cérebro ainda lá está para apanhar uma piada repetida que perde a graça. Depois de alguns primeiros episódios em que dei o benefício da dúvida, o meu medo era que o humor se transformasse em palhaçada. Desgraçadamente, o episódio do Napoleão andou mesmo pela piada revisteira do “cozinho, cozinho, cozinho todos os dias”, e não havia mesmo necessidade de desaproveitar o talento da actriz Carla Andrino dos “Malucos do Riso” numa piadola pior do que os “Malucos do Riso” numa série que não precisa disto para existir. Não havia necessidade, realizadores da série, porque o vosso público alvo não é este! O vosso público alvo é inteligente, culto e exigente, um público que lê fantasia, fantástico, ficção científica, terror. Não é o grupo alvo que se ri das piadolas do Quim Barreiros.
Nesta tentativa de agradar a todos com um género que reconhecidamente só interessa a uma minoria, aconteceu o que eu mais temia: a série, por alguma razão emitida em horário nobre na RTP1, não se leva a sério. E todos os problemas desta série andam em torno desta mesma enfermidade que a sabota a partir de dentro: a série não se leva a sério. Nem ao enredo nem aos personagens. O que é pena, porque as melhores partes do “Ministério do Tempo” acontecem quando as personagens finalmente ganham profundidade e nos começamos a identificar com elas, como numa série a sério. Pena que esta não seja uma série a sério e que os fãs deste género sejam tratados pela série como idiotas que pouco se importam se entra este e sai aquele sem qualquer motivo, se o enredo dá meia volta e deixa de fazer sentido, se o vilão do princípio do episódio é o grande amigo nos últimos cinco minutos sem que nada tenha acontecido para isso, e outras que tais.
(Pessoalmente, achei o episódio do Eusébio de mau gosto. Não vos parece muito cedo? A mim parece.)
Em suma, gostava de poder apreciar mais esta série, com menos palhaçada, com mais pés e cabeça, mas a série não me deixa. Continua a tratar-me aos pontapés. E lamento, porque tinha potencial para ser uma série de culto (como o “Duarte & Companhia”, assumidamente humorístico) e vou lembrá-la como uma manta de retalhos de um produtor que queria fazer alguma coisa diferente mas tinha medo das audiências e resolveu “apimentar” com piadas de mau gosto e um enredo atabalhoado que insulta a inteligência dos potenciais espectadores.
As séries são como as pessoas. Ninguém gosta delas se não gostarem de si próprias, e esta série tem grandes problemas de auto-estima.


Deixo uma dica sobre o realismo dos cenários. Em todas as cenas em tempos passados, especialmente na Idade Média, as pessoas e casas aparecem muito limpas e a cheirar a novo. Já estive em tascas no Bairro Alto mais sujas e peganhosas do que certas tabernas que aparecem na série. Por uma questão de realismo, não custava nada melhorar isto.

E por último, se deveras quiserdes continuar a usar o vós, usai-o bem. Estudai as formas verbais! Fica aqui um sítio fiável e grátis onde podeis consultá-las à vontade antes de escreverdes os diálogos:

conjuga-me.net



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segunda-feira, maio 01, 2017

Aftermath


Estranhamente, esta série não é má. Estranhamento, porque a estrambólica mistura de elementos assim o sugere: meteoritos, vulcões, vórtices misteriosos que sugam pessoas para o céu, pragas apocalípticas, skin walkers (espíritos que possuem pessoas), metamorfos (espíritos que tomam o aspecto de pessoas), dragões, seres mitológicos… Que série é esta? É o fim do mundo ou é o “Sobrenatural”?
O enredo vai fazendo cada vez menos sentido. A cada episódio um novo mistério é introduzido. E a cada novo episódio eu ia-me perguntando se era desta vez que desistia de ver a série. Estranhamente, a catadupa de elementos novos e imprevisíveis (de tão absurdos) mantiveram-me a ver. Episódio após episódio, semana após semana, lá estava eu à espera do que ia acontecer desta vez. E por isso a série nunca me aborreceu e não é má.
Acredito que a excelência da realização também tenha a ver com isto. Ao contrário de outras produções de baixo orçamento, e o orçamento desta não pode ter sido muito maior, os efeitos especiais e, principalmente, a fotografia, funcionam e provocam momentos de realismo belo e terrível como o daqueles fragmentos da Lua a avançarem no espaço em direcção à Terra. Há muitos outros, e igualmente agradáveis aos olhos. No que o enredo e as personagens não convencem, a envolvência compensa.


Vista a primeira temporada, a explicação pseudo-científica aparece muito de repente e sem grandes fundamentos. (Devo ter sido a única pessoa a gostar do fim de “Lost”, assim que se afastou do lamaçal de pseudo-ciência em que andou atolado.) Mas o facto é que a série me entreteve até ao fim. Se gostaria que fosse renovada? Sinceramente, não. Se continuaria a ver, se renovassem? Por curiosidade, sim, mas o enredo e o ingrediente de sucesso que foi o “factor  surpresa” já foram esticados até ao limite e não acredito no que viria depois.


Aftermath não deixa de ser uma série curiosa que se vê sem grandes profundidades e sem grandes exigências. Mas tendo em conta os elementos que envolveu podia ter sido muito pior e só por ter conseguido que resultasse já não é uma série medíocre.



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sábado, abril 22, 2017

Victoria


Admito que conhecia muito pouco da vida pessoal da rainha Vitória, à parte as máculas da era a que se viria a chamar vitoriana.
(E dos vestidos, é claro! Os vestidos! E os decotes! E as capas! E os coletes! E as gravatas! E as cartolas!... Mas vou tentar controlar-me.)
Desde já tenho um grande elogio a fazer a esta série: a precisão histórica que tentou sempre respeitar. Isto não devia ser um elogio, devia ser um requisito obrigatório quando se trata de uma série de ficção que pretende retratar a vida de personagens históricas e reais, mas ultimamente os argumentistas enveredaram pela mania irritante de alterar pessoas e factos ao serviço do que consideram (na cabeça deles) um enredo mais “chocante”. Exemplos: Os Tudors, Os Borgias... Não só não há qualquer necessidade, como há quem deteste estas liberdades, como há outras maneiras de contar uma história diferente da realidade (Fantasia, meus amigos, Fantasia!).
Não é doença que tenha contagiado esta “Victoria”, e nem que fosse só por isso já teria amado a série. Adorei, no fim de cada episódio, ir pesquisar sobre cada uma das personagens que me chamaram a atenção e descobrir que foram efectivamente reais e que a vida desta gente foi muito mais interessante do que eu tinha imaginado. (George III, avô de Vitória, teve 15 filhos legítimos da mesma mártir consorte, dois dos quais foram reis, mas por capricho do destino a descendência feminina de dois dos herdeiros à coroa quase tornava inevitável que fosse uma rainha a chegar ao trono, como aconteceu, como já tinha acontecido antes, como acontece agora. Destino da Inglaterra?...)

Série histórica à antiga
A série segue a vida da jovem Victoria desde o momento em que se torna rainha. Muito do encanto desta personagem se deve à interpretação da bela e talentosa Jenna Coleman, que ajuda a transformar esta história num verdadeiro conto de fadas. Por opção, a realização opta pelo estilo estético da época, o Romantismo em todo o seu esplendor, sem que tal retire qualquer realismo à narrativa histórica. Não podia ter sido uma melhor decisão!
Não contente com isso, a série desenvolve em paralelo algumas das histórias dos criados do palácio. O contraste é brutal. Aqui já temos o Realismo de Dickens (ainda um Realismo muito Romântico, na minha opinião), nas ruas esquálidas, sujas, escuras e nevoentas por onde estes se movimentam fora do ambiente palaciano, ruas onde crianças roubam e pedem esmola e vendem fósforos e mulheres sem escolha se prostituem nos cantos e becos mal iluminados, ruas onde se adivinha a passagem de um Jack Estripador, casas frias e miseráveis e roupas gastas até ao farrapo. Tudo isto era a outra face do Romantismo, a outra face do progresso que arrancou aos campos toda esta massa de indigentes cuja melhor oportunidade na vida seria uma posição como criados da casa real. É esta grande ambição que consegue Ms. Skerrett, personagem mais interessante, talvez, do que a própria Victoria, que confrontada entre a promessa de amor romântico (e incerto) e a independência financeira invejável como camareira da rainha, opta por desconfiar do amor e apostar na carreira, uma opção inteligente mas ainda assim amarga. Ms. Skerrett, e outras como ela, não se podiam dar ao luxo de acreditar no Romantismo.


Como num conto de fadas, a série termina com o nascimento da primeira filha de Vitória e Alberto, esposos amantíssimos e felizes para sempre. Desconheço, de momento, se há intenções de renovar a série, mas seria uma excelente ideia. O reino de Victoria foi longo e cheio de acontecimentos, e eu sempre gostaria de ver se a continuação permite o mesmo Romantismo do início ou se, forçosamente, se lhe sobreporá o iminente Realismo que se segue.


Depois de escrever este texto, descobri que a série foi mesmo renovada. A ver vamos, então.



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sábado, abril 15, 2017

A Cabana/The Shack, de WM. Paul Young


Cheguei a este livro pela curiosidade que me causou a sinopse, prova de que uma boa capa e uma boa sinopse podem prometer mais do que vem na embalagem. Parece que este livro é um best seller, e nem todos os leitores vão enganados como eu.
O começo até é interessante. Um homem, cuja filha de seis anos é barbaramente assassinada por um serial killer, recebe um bilhete (aparentemente) de Deus a marcar um encontro na cabana onde as roupas ensanguentadas da menina foram encontradas.
Toda a parte do romance que relata a viagem de férias em que a menina foi raptada é intensa e envolvente. Conseguimos compreender muito bem a angústia daquele pai que perde a filha (talvez a preferida), e aqui o romance assemelha-se ao policial. Da mesma forma, identificamo-nos com o desgosto, o luto e a culpa dos meses posteriores, em que Mackenzie, o pai, mergulha em profunda depressão.
Um dia, Mackenzie encontra um bilhete dactilografado na caixa do correio, supostamente de Deus, a convidá-lo para o tal encontro na cabana de montanha onde a sua filha foi assassinada. Mackenzie pensa que o bilhete pode ter três origens: uma brincadeira de mau gosto, um desafio do próprio assassino, ou uma autêntica mensagem divina. Todavia, Mackenzie decide ir ao encontro, e ir armado. Todo este enredo é de um suspense irresistível.
Não é todos os dias que se recebe um bilhete de Deus. A questão é, e ELE aparece?



***CONTÉM SPOILERS***

E a Justiça, Senhor?
Eu nunca tinha ouvido falar de "ficção cristã", mas agora que ouvi vou fugir dela como o Diabo da cruz. Não porque eu seja o Diabo, mas porque, a avaliar por este exemplo, é uma literatura muito má, tendenciosa e acrítica. O que me parecia uma boa premissa, o encontro entre Deus e um pai enraivecido e revoltado, perde-se num instante assim que Deus aparece. Sim, Deus aparece ao encontro! Li algumas críticas ao livro, que não conseguiram passar desta parte: a manifestação física de Deus. Que Deus não é assim, que não é assado. Eu quero lá saber como é que Deus se manifesta fisicamente, eu queria era saber o que Ele ia dizer àquele pai!
Ficção cristã ou não cristã, quando um autor se mete na aventura de falar por Deus, das duas uma: ou é brilhante, ou se espalha ao comprido. WM. Paul Young espalhou-se ao comprido. Assim que Deus aparece, acontece um efeito sedativo em Mackenzie, a quem, de repente, já não apetece estrangular Deus pela injustiça e crueldade que Este permitiu que acontecesse à sua filha. Fica grato, fica contente, fica eufórico de alegria. O que até faria sentido se Deus (este Deus de WM. Paul Young) conseguisse explicar a velha questão que atormenta toda a gente que pensa nestas coisas: porque é que um Deus de amor permite que o Mal aconteça? Este Deus de “A Cabana” é efectivamente um Deus de Amor, que proclama o afecto e prega o perdão. Mas então e a Justiça?
O resto do livro, que me recusei a abandonar, não passa de uma fantasia mística de um homem que parece estar numa trip de ácidos a ver Jesus, o Espírito Santo, uma rave de auras iridescentes das almas já partidas e um coro de anjos. Mackenzie, o homem revoltado em quem eu tinha posto tantas expectativas de conseguir colocar a Deus as perguntas difíceis, parece que fica pedrado no êxtase divino. Só porque Deus diz: “Eu gosto de ti”.
Ah sim? E Missy? A menina assassinada? Que justiça existe para Missy? Mas não faz mal, diz “Deus”, porque agora Missy está no Céu, com Jesus, e não podia estar melhor. Ah sim? Não podia estar melhor? Então o que é que andamos cá a fazer? Eu também quero ir para Jesus! Vamos todos suicidar-nos para irmos para Jesus mais depressa! E não se preocupem, se “Deus” perdoa o homem que matou uma menina de seis anos (e sabe-se lá que mais lhe fez) também perdoa um suicídiozinho.
Fiquei doente e deprimida durante uma boa semana depois de ler este livro. Não aconselho este livro a ninguém, especialmente a pessoas inteligentes. Faz mal ao cérebro e faz mal à alma.

O livro que recomendo, embora às vezes se perca em explicações pseudo-científicas que não faziam lá falta nenhuma, é “Conversations with God”, de Neale Donald Walsch (sim, os três volumes!). Não finge que é um romance, faz pensar, apresenta respostas lógicas, abre-nos a mente para outras perspectivas, e, acima de tudo, põe-nos um sorriso nos lábios.




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sábado, janeiro 28, 2017

Andrew Eldritch prometeu novo álbum se Trump fosse eleito

Já não é exactamente uma notícia fresquinha, mas pode ser que a eleição de Donald Trump ainda nos dê uma alegria (?????...). Exactamente! Como diz o título, Andrew Eldritch prometeu que os Sisters of Mercy lançariam um novo álbum se Donald Trump fosse eleito. Será?...
Eu cá esperava sentada, mas sei que os Sisters of Mercy têm suficiente trabalho não publicado para um novo álbum da qualidade dos anteriores (já ouvi, é excelente!). Os novos temas têm sido tocados nas muitas digressões desde "Vision Thing", embora a banda se recuse a editar por considerar que actualmente a música não produz lucro que compense o custo.

Um bom artigo sobre o assunto no Side Line:

(By Mandy Coldrun) Many people have been perturbed by the fact that the Sisters of Mercy band is not in the business of recording albums anymore. The last recording ever done by this group in a real studio happened sometime in the 90s. 25 years down the line, the group still sings but won’t release an album whatsoever. The reason why they chose to go radio silence – no one knows. Even their fans know nothing as to why this group has never released an album even though they command the attention of the world wherever they go.

Speculations on whether or not they may release an album this time round
No one understands the reason behind this group going on strike against their record label. It is actually hard to get them recording an album, despite their fans complaining about it. It has actually come to a point where people can bet about it, and those who say that the group won’t release an album in the next couple of years will always win.Waiting for this band to release an album is like betting against the odds of a slot machine random number generator. You will always lose money when you say this group will finally record an album.
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quinta-feira, janeiro 12, 2017

(falta de) Literatura fantástica em Portugal

segunda-feira, janeiro 02, 2017

Festival Entremuralhas 2017

Já tem data marcada e um cartaz que é uma obra de arte!


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quarta-feira, dezembro 21, 2016

SOLSTÍCIO


Sempre quis escrever uma história de Natal.
Isto pode surpreender os leitores que me têm acompanhado por aqui porque já não é a primeira vez que eu digo, e repito, ODEIO O NATAL. Odeio o Natal com uma paixão que nem o Mr Scrooge do Dickens conseguiria igualar!
Deve ser por isso, porque tudo o que se odeia com paixão é uma paixão também, que sempre quis escrever uma história de Natal.

Mas já lá vamos, porque entretanto lembrei-me de que me esqueci de vos contar, ou não encontrei uma boa oportunidade de o fazer antes, que tenho andado a escrever. Sim, todo este tempo em que tenho andado  "desaparecida" aqui do blog, tenho andado a escrever. Histórias. Romances. Narrativa. Chegou a um ponto em que tive de arranjar um pseudónimo para a minha outra escrita, como poderão ver na capa que alguém sugeriu que eu fizesse para este conto de que vos vou falar.
E como não me apetece falar da minha escrita toda agora (isso será, talvez, ou talvez não, matéria para outro post), vamos lá ao conto.

Sempre quis escrever sobre o Natal. Escrever ficção sobre o Natal, para dessa forma "transformada", "segura", "distanciada", expressar a minha ambivalência sobre esta altura do ano que paira no horizonte imediato.
Porque é assim, e toda minha vida me custou a compreender, até ao dia em que se fez luz: odeio o Natal mas celebro o fim de ano, e agora sei porquê. Já não tento explicar, agora que sei porquê, mas consegui fazer melhor. Consegui criar a partir do que era para mim uma época do ano temível e temida. Não mudei de ideias, mas integrei-as.

Solstício é um conto em que personagens do meu universo celebram a noite mais longa do ano, esta noite que propositadamente escolhi para vos oferecer esta história.
Ainda pensei publicá-la aqui, capítulo a capítulo, mas não acho que este seja o lugar mais indicado para ela e criei-lhe outro lar. (E com fundo branco e letras pretas, para ajudar à leitura.)

Solstício pode ser lido, integralmente, aqui.

Quem preferir, e tiver conta, pode ler no Wattpad, uma plataforma que permite ler no telemóvel, também offline.


Deixo-vos com uma citação, melhor compreendida no contexto:

E Eric voltou a baixar os olhos, uma sombra de amarga inveja a endurecê-los. Era sempre assim, por aquela altura do ano. Todos tinham uma família, todos tinham quem os esperasse. Todos, excepto uma outra, a sua antiga serva, tão infeliz, a que só no seu abrigo encontrara o primeiro lar que tinha conhecido. Reena, pobre Reena, como estaria ela, tão longe? Sim, ela agora tinha uma família. Sim, ele agora tinha uma família. Por quanto tempo, não sabiam. Não era essa a família que lhes faltava, que sempre lhes faltaria. A primeira família. Aquela que nem sabiam o que era. Reena também não sabia, como ele não sabia. Mas dois órfãos não são dois irmãos.

in "Solstício", por d. d. maio


Dedico esta história a todos os que compreendem esta citação, a todos os que conhecem intimamente esta primeira família que lhes falta, pela sua ausência. Dois órfãos não são dois irmãos, mas não precisamos de andar sempre a fingir que somos como os outros.

Um bom Solstício para todos!





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quarta-feira, novembro 16, 2016

Blood

(Dean) Why you letting mommy dearest tie you into knots?

(Crowley) Because we're family. We’re blood.

(Dean) That's not the same thing. A wise man once told me, “family don't end in blood”. But it doesn't start there, either. Family cares about you, not what you can do for them. Family's there, through the good, bad... all of it. They got your back, even when it hurts. That's family. That sound like your mother?

In Supernatural, Season 10, Episode 7, “Inside Man”



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