quinta-feira, março 14, 2013

Gotika: arquivos Abril 2004

abril 08, 2004

Memnoch the Devil - o livro

De Anne Rice.

Foi difícil sair do estado de choque. Não é todos os dias que nos fazem pensar. “Memnoch the Devil” fez-me pensar porque o tema - agora tenho a certeza absoluta! - é de uma importância fundamental para a minha existência.
Contemplei o horror. Não o medo. Pior do que medo, o choque, depois o horror, e por fim a repugnância. Questionei, ah! pois questionei, porque não pude deixar de o fazer.
Há duas teorias que me arrepiam. Uma, a de que Deus não existe porque não há provas. Como se a electricidade não existisse antes de haver provas de que existia. Essa posição só revela a mesma atitude de avestruz da outra atitude que diz “Deus existe porque sim”.
E a verdade é que ninguém tem provas de que Deus existe e ninguém tem provas de que Deus não existe. Facto.
Logo, ateístas e fundamentalistas são avestruzes de cabeça enterrada na areia. COBARDES. Ambos têm medo de questionar, e se?... E se?... E eu questiono-me, todos os dias, questiono-me. Prefiro a horrível verdade à doce certeza.

Aqui há tempos, dizia-me o Mangas, do Tapor: “Deus tem mais em que pensar do que no teu gato”.
É interessante como as coisas vêm e vão.
E se for pior que isso? Muito pior que isso?

Afinal, o que diz Memnoch? Memnoch é o verdadeiro nome do Diabo, e é o Diabo que conta a história. E nesta história, o Diabo é o bom da fita. Mas esse facto é irrelevante. A teoria é de Anne Rice ou, pelo menos, foi exposta por ela. É a teoria que me perturba.
E o que diz o livro de tão assustador? Diz isto:

1, Deus existe.
2, Deus não quer saber de nós para nada.

Vou contar, para que se perceba. Deus existe e criou a Matéria. Foi uma experiência. A Criação foi uma experiência. E a Terra transformou-se num bonito jardim, e Deus e os anjos observavam e gostavam do que viam. Dos vegetais a evolução passou aos animais, e a Natureza mostrou o seu ciclo de vida e morte, de presas e predadores, e de sofrimento. Mas de repente os seres viventes tinham rosto, como os Anjos (as criaturas foram criadas à imagem de Deus), e as criaturas morriam e os Anjos inquietavam-se. E Deus observava o resultado da experiência. Por fim, as criaturas evoluíram ao ponto que nós chamamos homo sapiens sapiens - nós - e as criaturas continuavam a sofrer e a morrer. E Deus observava o resultado da experiência.
Os Anjos começavam a ficar perturbados com o sofrimento que testemunhavam na Terra. Mas de repente aperceberam-se de algo pior. A matéria tinha gerado algo de invisível que era a alma. Os seres humanos tinham desenvolvido uma alma. E quando morriam na carne, essa alma recusava-se a morrer e ficava a pairar em torno da Terra. Algumas almas não sabiam que estavam mortas. Outras sabiam, e sofriam. Outras arranjavam maneira de voltar a comunicar com os vivos, através de seres humanos mais dotados para o espiritual, que falavam por elas.
Outras ainda, conseguiam voltar a nascer, matando o espírito da criança em quem reencarnavam - Alan Kardec deve estar a dar voltas no túmulo como eu estou a dar voltas à cabeça...
Outras almas pura e simplesmente se desvaneciam e desapareciam para sempre.
Foi Memnoch, o anjo que mais tarde se tornou o Diabo, quem chamou a atenção de Deus para o assunto, de que haviam almas a sofrer à volta da Terra. Resposta de Deus: “E porque é que eu me havia de importar com isso?” Para Deus, tudo o que evoluía da sua Criação fazia parte da Natureza. Até as almas. E a Natureza é cruel mas o importante é o efeito geral, a beleza de toda a Criação.
Na Terra, os seres humanos sentiam que havia um Deus, e adoravam-no. E pediam-lhe misericórdia através de sacrifícios. Sacrifícios de carneiros, sacrifícios de crianças... Sacrifícios para adorar a um Deus de quem não sabiam nada excepto que o sentiam. Sacrifícios para o apaziguar. E Deus observava os resultados da sua experiência.
Os Anjos observavam com horror o acumular das almas dos mortos em redor da Terra, almas perdidas, desesperadas, sem rumo. Mas a magnificência da Criação sobrepunha-se a tudo o resto. E continuavam a adorar o Criador de todas aquelas maravilhas.
Alguns anjos, contudo, vieram mais à Terra e aperceberam-se do sofrimento dos homens que morriam e não tinham nenhuma esperança excepto vaguear em torno da Terra, na escuridão, quando eles, os Anjos, tinham o Paraíso para onde voltar. E tiveram pena das almas. E puseram o caso perante Deus.
Deus tomou o pleito como um desafio, e chamou ao Anjo que tinha mais pena das almas o seu Acusador (Satanás), o próprio Memnoch. Mas autorizou-lhe que fosse buscar algumas almas desses mortos para o Céu. Mais uma experiência.
Memnoch encontrou almas tão dilaceradas pelo sofrimento que amaldiçoavam o dia em que tinham nascido. E algumas outras almas em pura contemplação e desespero. Mas quem é que ele escolheu para convencer Deus a levar as almas dos humanos para o Paraíso? As almas dos mortos que contemplavam a Criação com gratidão, sem pedir nada, sem questionar nada, simplesmente as almas que estavam felizes por terem o privilégio de ter vivido alguns anos na Terra e se darem por contentes.
Ou seja, as almas dóceis e gratas, as almas que não questionavam, as almas que aceitavam o estado de coisas e davam graças pela Criação. Essas almas foram admitidas no Paraíso.
Quem é Deus aqui? Um Ser arrogante, despótico, regalado com a contemplação da sua Obra como um desses pintores que se acha um génio e corre a pontapés quem o critica.
Mas, calma, há pior!... Depois de ter aberto as portas do Céu a essas primeiras almas, Deus aceitou o desafio do diabo (porque nessa altura já tinha expulso Memnoch do Céu porque “não confias em mim, meu anjo”) e veio à Terra feito homem, o Cristo.

(Belo tema pascal, não?)

Mas mesmo no seu martírio, Deus nunca esqueceu que era Deus. Deus nunca percebeu como o ser humano vive e morre sem esperança. Deus sabia que após a morte voltaria a ser o Todo-Poderoso.
Pior. Deus aproveitou toda a mitologia humana do deus que era morto e renascia na primavera para a incarnar Ele próprio. Tal como o babilónio Marduk, o egípcio Osiris e o romano Dionísio, Deus foi morto e ressuscitou. Deus alimentou-se dos mitos humanos para provar a sua teoria. E a Sua teoria é que o sofrimento é bonito como um pôr-do-sol e que o homem só chega a ele - só se aperfeiçoa - através do sofrimento. E pôs ali o exemplo, em Cristo.
Mas Memnoch contesta. E contesta porquê? Porque muitas das almas dilaceradas pelo sofrimento estão demasiado revoltadas no momento da morte para apreciarem a Criação Divina. E, o que é mais grave, este Deus não é justo. Entram no Paraíso aqueles que lhe derem graças pela sua magnífica Criação, independentemente das suas acções aqui na Terra.
O assassino e a vítima, o explorador e o escravo, entram aqueles que o bajularem e se curvarem diante dele.
Não há Justiça. Não há Justiça absolutamente nenhuma.


Descobri a minha natureza
Foi aqui que me passei. Foi aqui que o vampiro Lestat começou a enlouquecer. Porque ele próprio esperava o castigo. O vampiro Lestat era um descrente que no fim do livro continua a dizer que tudo o que viu foi uma ilusão, apesar de não ter a total certeza... Imaginem o que isto faz a um crente!
Não há Justiça? De repente isto atingiu-me como uma faca na barriga.
É uma possibilidade. E agora percebo que aquilo de que tenho fome e sede é de Justiça.

Voltemos ao livro. Anne Rice foi criada católica desde pequena. Como muitos intelectuais educados no Catolicismo - sei lá o que fazem às crianças na catequese! - algo ali correu mal.
Primeiro, Anne Rice, como um bom católico, não distingue Deus de Jesus Cristo. Anne Rice fala de ter imaginado, em pequena (pela voz de Lestat), serem-lhe cravados os pregos nas mãos e nos pés, como a Jesus. E isto bateu-me forte. Bateu-me forte porque tive uma amiga - ok, namoradita - que me disse, quando eu lhe perguntei porque é que ela acreditava em Deus, “Imaginas o que é pegarem num prego e espetarem-to nas mão direita, e depois na mão esquerda, e depois nos pés juntos, assim...?” - e fez a posição dos pés de Cristo na cruz. Lembro-me de ter ficado estupefacta. Não, nunca tinha pensado nisso. Ela fez-me pensar. E de repente, anos, mas muitos anos depois, volto a ler o mesmo no livro de uma americana muito mais velha do que a minha amiga.
Mas que raio? O que raio dizem às crianças na catequese?... Estou horrorizada! Mas evidentemente que essas pessoas só podem crescer a odiar Deus!
Porque raio a minha amiga e Anne Rice imaginaram que os pregos eram cravados nas mãos delas? Eu já imaginei muitas formas de morte, também, mas nunca a de Cristo!
E agora acredito - no sentido de concordar - que as crianças não devem ser carregadas com religião. Têm tempo de a descobrir por si se assim quiserem, depois de adultos. A religião é uma coisa de adultos. Jamais admitirei que impinjam religião às crianças, jamais!
Se bem que há crianças como eu que pedi aos meus pais para ter aulas de Moral e Religião na escola primária, porque EU queria. Assim é outra história. Deixaram-me tê-las, e ainda bem. Porque eu tinha curiosidade. Porque, como já devem ter percebido, o sobrenatural atrai-me como o íman atrai o ferro. Mas isso sou eu. Eu entro e saio da religião quando quero. Sempre foi assim. Cuidado com as vossas crianças. A religião não é para todos!

Por esta altura devem estar a pensar “mas no que raio é que esta gaja acredita?”...
E agora percebo que acredito em tudo. OK, é uma forma de falar. Quero com isto dizer que tenho a mente aberta. Admito todas as possibilidades. Admito que depois da morte possa não haver nada. Absolutamente NADA. Admito que depois da vida possa haver outra vida. Admito a hipótese neste livro, e daí o choque, a revolta, o murro na barriga que me pôs a ver estrelas.
Claro que tenho as minhas suspeitas. E digo “suspeitas” porque nesta matéria ninguém pode ter certezas. Escusam de vir para os comentários dizer que Deus não existe e que Deus existe porque perdem o vosso tempo.
NÃO HÁ PROVAS. Admitam e poupem-me aos argumentos batidos.
As minhas suspeitas estendem-se no sentido da teoria da reencarnação. Adorava dizer-vos porquê. Acontece que tem sido um acumular de leituras e experiências ao longo da vida - e nessa altura não tinha um blog, logo, não registei... :)
No entanto, sou Católica, baptizei-me depois de adulta, e não penso que a teoria da reencarnação colida de alguma forma com a doutrina católica. Quando dizem, no Credo, “acredito na ressurreição da carne”, o que é isso senão a reencarnação?... Quem é que ressuscita na carne? Quantos ressuscitados na carne já viram? Jesus? Mas Jesus é um caso especial. E mesmo assim, não sabemos se ressuscitou na carne, nem importa. De outra forma, estamos a falar de quê? Do Dia do Juízo Final? Quando todos os mortos se levantaram das campas? (Oh, o horror!)
Por acaso tenho muitas dúvidas aqui atravessadas quanto ao Dia do Juízo Final, o Armagedão e a Segunda Vinda de Cristo. Dúvidas que a Igreja Católica diz que são Mistérios. O que não me satisfaz. Porque eu questiono. Podem excomungar-me à vontade. Continuarei a questionar.
Isto interessa-me. Falem-me de modo racional. Continuam a falar-me em Mistérios e eu continuo a sorrir para mim mesma, pensando “Sabem tanto ou menos do que eu”. Acontece que eu quero mesmo saber. Toda a vida quis saber.
Mas a teoria da reencarnação, faz sentido. Faz mesmo TODO o sentido.
De resto, a religião em que se adora Deus, é irrelevante.
E é nisto que eu acredito - acreditar no sentido de “concordar”.


De volta ao livro
Posso dizer-vos que quando acabei de ler - e foi uma leitura frenética, obcecada (já deu para ver que eu sou de obsessões), ininterrupta, febril, até dolorosa - só pensava em tudo de contrário que tinha lido na Bíblia. Aliás, durante a leitura, por minutos parava, de olhar perdido na parede e alma violentada, e dizia a mim própria: “Não pode ser. Não é isto que diz a Bíblia.” E ao mesmo tempo, toda a minha inteligência me dizia que a Bíblia foi escrita por homens, homens supostamente sob inspiração divina, mas que nada me garantia que não fossem apenas homens alucinados a tentar acreditar num Deus Bom, no Deus em que eu acredito. E se fosse tudo imaginação? E se eu também imagino?
“Quem beber de Mim terá a Vida Eterna”. “Venham a mim os que têm sede de Justiça”.
O pior não é Deus não existir. O pior é Deus existir e não querer saber da sua Criação. Porque nós, humanos, amamos a nossa descendência, os nossos filhos. Não nos passa pela cabeça a ideia de um Deus que não ama os seus filhos. E no entanto... quem nos garante? Deus nem sequer é humano!
Aí está o horror, o grande horror! “Feitos à semelhança de Deus”, mas até que ponto? E se for, como diz o livro, “feitos à semelhança de Deus” no sentido antropomórfico, de ter cabeça, corpo e quatro membros? E de resto, mais nada?...
E se Deus for mais insensível do que eu? Do que nós?... E se Deus for um Deus como sugere o Mangas, que não só tem mais que fazer do que pensar no meu gato mas também em nós todos... E nós somos para ele como o meu gato é para a maioria das pessoas... É a Natureza.
Todos nós, abandonados, criados e abandonados pelo Criador.
Quem nos garante?... Nada nos garante. Facto.
Estou a disposta a lutar pelos factos. Não pelas quimeras, por isso nem tiro o cu do sofá, mas pelos factos.
E se a Criatura ultrapassou Deus em Ética? E se a Criatura tem mais Moral do que o Criador?


Anne Rice e o Deus Louco
Voltemos à “Rainha dos Malditos”. Como em qualquer saga, só se compreende o todo se se ler o princípio e o fim. E o meio.
Tal como já disse, é difícil perceber “A Rainha dos Malditos” sem ler os primeiros dois livros. Mas lendo este livro é ainda mais fácil.
Imaginem que são vampiros. Como tal, a vossa existência está dependente do primeiro vampiro. Se esse vampiro morrer, vocês morrem. Imaginam agora que esse primeiro vampiro quer destruir-vos. Têm duas escolhas: destrui-lo e morrer ou não o destruir e morrer também. Akasha, a Rainha dos Malditos, é uma criatura estúpida, que quer utilizar a mitologia humana para se fazer passar pela Rainha dos Céus, a Deusa pagã, a Maria cristã, para ser adorada, quando ela não passa de um assassina hipócrita que quer fazer crer que a sua violência é um meio de impor o Bem. Para isso, é preciso eliminar 99% dos seres humanos de sexo masculino para pôr termo à violência. Mas ela esquece-se de uma coisa: não há paz imposta pela guerra. Ela é uma espécie de George Bush e de Al-Quaeda ao mesmo tempo. A personificação de todos os pesadelos. Quem manda em nós é estúpido que nem uma porta.
Não há escolha. Há aceitação. Há uma deusa poderosa e destruidora à solta e apenas podem aceitar o vosso destino. É a vossa história de terror.

Com este Deus louco e insensível de Memnoch, Anne Rice coloca-nos a todos debaixo da mesma história de terror. E se?... Quem é que vai garantir que não?
Poupem-me, já vos disse, os comentários batidos. Não me torturem com os argumentos que já toda a gente ouviu.
E se Deus for um cientista genial mas avesso às críticas ao Seu trabalho? Deus nos livre! Deus nos livre de Deus! Porque nesse caso, como diz Lestat, “estamos entregues a seres loucos!”.
Lestat que acaba perdido de doido no fim do livro. Nem sequer é um crente. Mas é como vos digo. Se isto é inferno para os descrentes, é o rasgar ao meio do coração dos crentes.
Um Deus que não se importa? Que se importa menos com o sofrimento da sua Criação do que nós choramos pelos nosso filhos? Não é humano! Mas Deus não é humano. E tudo isto pode bem ser verdade. E tudo isto é demasiado horrendo para acreditar, e no entanto, antes a verdade que a doce ilusão.
Não gosto de ser surpreendida, muito menos gosto de ter surpresas desagradáveis. Deste modo, terei muito mais prazer em qualquer coisinha melhor do que eu imaginava. Mas jamais imaginei tamanho horror. E vai-me levar um tempo a lembrar porque tenho fé em Deus.
Hoje fui ao meu jardim ver o pôr-do-sol, contemplar a Criação, e acabei por rezar. Conhecem melhor sítio? Não pedi sinais. Tal como não corri para a Igreja, nem voltei a ler os evangelhos como me apeteceu. Como vos disse, foi tudo escrito por homens. Não é por aí que serei convencida. Nem foi isso que me convenceu. Vai demorar algum tempo a lembrar-me do que me fez ter fé.
Este livro abalou a minha fé. Este livro abalou-me.
Por isso, é certamente um bom livro. E viva o Jardim Selvagem de Lestat onde só a Beleza e a Arte são leis indiscutíveis. Se ao menos eu pudesse acreditar nisso... Mas eu quero Justiça. Tenho sede de Justiça. Se não acreditasse na Justiça, seria um monstro como Lestat é um monstro. É por isso que gosto tanto dele e me identifico tanto com o personagem? Pobre de mim!... É mesmo por isso! Sem fé, eu seria mais um monstro neste Jardim Selvagem.
Mas não me conformo. Não, não me conformo. Mesmo que nós seres humanos, por ironia do Destino que Anne Rice tenha exposto a Verdade sem querer, não passemos de fantasmas revoltados, estou disposta a lutar pela Justiça Aqui e Depois, e Sempre, não porque isso dê sentido à minha vida, mas porque é o correcto a fazer.
As leis éticas que me regem estão dentro de mim, não fora. Não em qualquer credo ou religião. Mas dentro de mim. Nasci para o Bem. Ponto final.


É verdade... No fim do livro, a nossa hárpiazinha, Armand, e apesar de saber tudo que aqui expus, Armand converte-se a Cristo. Era uma consciência demasiado pesada. Eram demasiados crimes e demasiado Mal para ele carregar - até ele! Fico feliz por ele ter admitido. Não fico feliz pela forma como se converteu. Como eu disse, eu nasci para o Bem. Acho que aprendi a amar um inimigo.
E não posso dizer mais nada sem revelar o fim do livro. Se fosse uma obra muito conhecida, poderia dizê-lo. Sendo assim, não faço aos outros o que não gostaria que me fizessem a mim.

Enfim, acho que já perceberam, é um livro que aconselho a ler.

Publicado por _gotika_ em 09:07 AM | Comentários: (11)


Comentários: filmes e livros e livrarias

Mas diz-me uma coisa em relação ao "Queen of The Damned": suponho que o argumento do filme tenha fugido imenso ao livro, verdade? (...)Enviado por jesusrocks em abril 7, 2004 02:33 PM

Não vi o filme. Pelo que vi do trailer, no site do filme (link no post anterior), e pelos comentários do produtor posso dizer que sim, que o filme é uma pálida imagem do livro. Mas compreendo que tenha que ser assim. “A Rainha dos Malditos” é um livro muito extenso, que explora a vida de muitos personagens em grandes espaços de tempo. Era preciso resumir. É claro que se cometeram erros imperdoáveis. Não havia necessidade de atribuir a criação do vampiro Lestat ao vampiro Marius. Quiseram cobrir também um pouco do livro “O Vampiro Lestat” e falharam. Ou melhor, atabalhoaram. E também não era necessário construir uma história de amor entre Jesse e Lestat quando a grande paixão de Lestat é por Louis... Ah, pois é!
Continuo a pensar que quem não leu os dois livros anteriores não percebe nada do que se passa na “Rainha dos Malditos”. As vampire chronicles são uma saga, como “As Brumas de Avalon”. Acho que isto diz tudo.
E eu tenho uma certa queda por sagas...

Geralmente não gosto das traduções (por exemplo a do "Dracula" de Bram Stoker não está nada bem conseguida) e encontrar livros na língua inglesa por aqui é complicado. Enviado por jesusrocks em abril 7, 2004 02:33 PM

Não sei onde moras mas em Lisboa tens a Livraria Buchholz e a Livraria Britânica. (Se alguém conhece sítios onde encontrar livros na língua original - de preferência baratos ou em segunda mão - faz favor de dizer nos comentários) Mesmo por causa disso, resolvi pedir um cartão de crédito (nunca na vida tinha tido necessidade dele) para encomendar compras do estrangeiro através da internet. Parece estranho mas acaba por sair mais barato, o que não deixa de ser sintomático...

Publicado por _gotika_ em 04:29 AM | Comentários: (3)

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