quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Há coisas que não se aguentam sem um copo... ou dez. Três frentes de batalha. Qualquer pessoa de bom senso sabe que precisa de fugir, se tiver para onde. Isto é lá coisa que se aguente!
E depois vem o outro dizer que não sou "resiliente"! Por um dia que fosse, gostava de ver o mundo ao contrário, e toda a gente na minha situação. O que eu não me ia rir. Ou talvez não me risse. Nunca gostei de ver a desgraça dos outros. Talvez por essa mesma razão as pessoas (as que se interessam, é claro) não consigam ver a minha real situação porque lhes dói demasiado.
Mas exijo que me acreditem pelo menos nisto: se houvesse para onde fugir, se houvesse a mais ínfima luz ao fundo do túnel, não seria eu que a desperdiçaria. Tudo o resto é insultarem a minha inteligência e isso não admito a ninguém.

Foda-se!

Bazar "Animais de Rua"


Mais informações: www.animaisderua.org

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Novo blog no horizonte negro

E merece post de introdução porque é do nosso caro ebola. A princípio ele queria que fosse secreto, mas como já não é, façam a maldade(zinha) de o visitar. ~grin~
Happy Clow With Bad Ideas

Quanto a mim, continuo bem aconchegada no meu mundo interior com projectos pessoais e intransmissíveis.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O que se está a passar é que sinto que partes de mim morreram para sempre. Direi mesmo a maior parte delas. Pouco resta. E também pouco resta mais a dizer.
É natural que as pessoas que me conhecem pessoalmente não se apercebam disto. Quando estou com elas, é a única altura em que ainda me sinto "desperta".
Assim que desaparecem, como na canção "I don't exist when you don't see me", o que não deixa de ser irónico porque a canção refere-se a coisas muito diferentes, regredi a um ponto em que só encontro refúgio na fuga e no isolamento.
É por isso também que cada vez falo menos aqui.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O sentido

Estive a pensar porque é que as pessoas bebem. Não me refiro à bebida social mas à outra, a insidiosa e perigosa que toma conta de um vida. Falo dos bebedores. Não gosto da palavra alcoólicos. Parece que todos nós temos um alcoólico dentro de nós mas só alguns despertam, ou melhor, adormecem, e se deixam levar.
Não acredito que as pessoas bebam (assim) só por uma razão. Por causa disto ou por causa daquilo. Acho que é por causa de tudo. Acho que é por falta de verem um sentido.
É por isso que não compreendo os Alcoólicos Anónimos e o seu lema "um dia de cada vez". Um dia de cada vez para fazer o quê? Para dar um sentido à vida da pessoa, cuja vida tinha perdido o sentido, que é "hoje não vou beber". Portanto a pessoa não tinha sentido na vida e hoje tem, que é o de não beber, o que funciona como a chibata do monge.
Não devia ser ao contrário? Primeiro encontrar o sentido e só depois parar de beber? Para quê parar de beber sem um sentido que valha o sacrifício? E se há um sentido, para quê beber de todo? E porque é que se precisa do lema? Não é o sentido lema suficiente?
Isto lembra-me aquela célebre introdução o filme "Trainspotting": "choose life". Mas porque raio se há-de escolher a vida se esta não tem sentido? Se tivesse sentido, as pessoas não se tornavam dependentes do álcool nem da droga. Pensavam melhor. Pensavam duas vezes. Pensavam em tudo o que se deixa para trás.
O problema é quando não há nada que deixar para trás. E se não há nada para deixar para trás, para que serve um dia de cada vez? Um dia para chegar ao fim e pensar "foi mais um dia"? Um dia de quê? Se for um dia feliz, ainda se compreende. Se não for, não vejo o sentido.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Às vezes dou comigo a pensar como a Psiquê. Nos dias que correm uma pessoa deve sentir-se agradecida por ter um emprego, qualquer emprego, por frustrante que seja. É preciso muita coragem para se continuar a sujeitar, dia após dia, a um trabalho que se despreza, e ainda ter a obrigação moral de estar contente. De alguma forma, esta é uma violência psicológica.

domingo, 28 de junho de 2009

Hoje tive de passar numa estrada... Não gosto nada daquela estrada. Já não é a primeira vez que encontro um gato atropelado. Mas sou obrigada a passar pela estrada. O de hoje ainda estava quente. Devia ter sido há pouco tempo, há muito pouco tempo mesmo. Estava deitado no asfalto, mesmo no meio da via, mas parecia vivo, adormecido e em dores... em dores nas quais morreu. O sangue estava derramado numa poça líquida de cerca de 30cm de largura, e ainda nem tinha coagulado. Os olhos estavam vidrados. Apalpei-lhe a barriga, não mexia. Peguei-lhe pelas patas da frente e coloquei o corpo, respeitosamente, na berma. Fiquei com a mão cheia de sangue. Tirei um lenço da mala e limpei-a. Não custa nada.
Não sei como é que há quem atropele um animal e continue a conduzir. Não sei como há quem volte a passar-lhe por cima até ficar tipo "tapete". São daquelas coisas que me repugnam.
E pronto, era só isto.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rock Like An Animal


No próximo dia 3 de Julho a ABRA (Associação bracarense amiga dos animais) em colaboração com a Rosavelho Associação (Associação de eventos e espectáculos musicais) iram realizar um concerto com 5 bandas do panorama metal português. São elas Holocausto Canibal, Daemogorgon, Coldfear, Equaleft e Insanus. O objectivo deste concerto tem uma causa nobre, a angariação de fundos para a ABRA. O concerto terá inicio às 20h30 e a entrada será de 4€. Este é o primeiro acto, os próximos actos deste Festival têm ainda data por anunciar.


Mais info em www.myspace.com/rosavelho

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Só existe uma coisa pior do que a ressaca. A sobriedade.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Exorcist: The Beginning (2004)


Depois de perder a fé, devido ao que assistiu na Alemanha nazi, em 1949 o padre Merrin tinha renunciado ao hábito e feito da arqueologia a sua profissão. É nesta qualidade que aceita a missão de partir para o Quénia, onde os colonizadores britânicos descobrem uma improvável igreja do século quinto, datada de mil anos antes de os missionários terem chegado a África, com o objectivo de recuperar um ídolo pagão supostamente encontrado no local. É de origem Suméria e representa o demónio Pazuzu. Este enredo podia parecer digno de Indiana Jones mas depressa se compreende que se assemelha mais ao universo lovecraftiano, o que não deixa de ser uma agradável surpresa. Esta igreja teria sido, afinal, construída sobre o local mitológico em que Lúcifer caíra na Terra após a guerra nos Céus de onde foi expulso.
Gostei particularmente da cena inicial. Não é todos os dias que se vê Cruzados crucificados de cabeça para baixo, e muito menos uns pelos outros. Este é um local de extrema malignidade, razão pela qual a igreja foi soterrada assim que construída. Os trabalhos de escavação trazem à superfície o Mal escondido debaixo da areia, e o Diabo anda à solta. Este não é o Diabo subtil do primeiro e terceiro Exorcista, porque neste sítio em especial, que é Dele, causa doença, loucura, morte e violência a seu bel prazer, o que não é muito inteligente de um Diabo porque em breve o local tem de ser soterrado outra vez.
É, pois, um filme que questiona a essência do Mal dentro do próprio ser humano, acredite-se ou não no Diabo, e um daqueles que dá prazer ver de novo. Uma boa sequela, portanto.
Tendo em conta o enredo (o local onde Lucífer caiu) este é também um óptimo filão a explorar, em filmes de época remontando a tempos imemoriais (porque não medievais ou mesmo Sumérios?), e só posso esperar que alguém tenha semelhante ideia, com ou sem Padre Merrin. Valia bem a pena!
O único ponto fraco deste filme, sob todos os outros aspectos irrepreensível, são ironicamente as cenas do exorcismo, com efeitos especiais exagerados, e tão copiadinhos do Exorcista II, que é de fazer fugir o próprio Diabo (se calhar por isso é que fugiu). Eu, pelo menos, ao ver uma coisa tão mal feita num filme por todos os motivos tão espectacular, só me apetecia fugir. É por isso que não leva o 20. Mas 19 dá uma uma boa ideia do que penso no geral: é para ver, para guardar, e para pensar.

19 em 20