quinta-feira, maio 19, 2005

Rapariguinha, estás aí?

Claro que estou aqui. Não tenho aparecido porque disseste que querias chorar. Como sabes, eu nunca choro.

O que devo fazer?

Não me perguntes a mim. Eu consegui pôr-te a dormir mais cedo mas não pensei que pudesses dormir tanto. Quando éramos pequenas podíamos estar doentes. Agora parece que não podemos.
Tenho uma desconfiança de que querem enterrar-nos. Lembra-te, eu sou o Instinto. Eu serei a última a deixá-los conseguir.
E não sou eu que vou ter de ver o teu patrão amanhã. Foi para isso que criei o teu programa.
Por mim, mandava-o ir foder-se.


É o que planeio fazer. Acho que o teu programa foi à vida. Demasiados ficheiros corrompidos?

Nem sonhes! Eu dava-lhe um pontapé e uma dentada na cabeça. Lembra-te, sou uma criança, os meus conceitos de bem e de mal são limitados. Posso pensar em tantas outras maneiras de nos vingarmos. E tão mais sofisticadas! Aprendi tanto com os livros que tu lês e os filmes que tu vês! Mas não posso pôr-te a fazer isso. A não ser que a nossa sobrevivência esteja ameaçada, isto é. Aí pôr-te-ei a fazer tudo o que for preciso.

A vida ensinou-me que o karma tem uma maneira de devolver às pessoas aquilo que elas merecem. Não é necessário andar aos pontapés. Basta esperar.

Não sei nada disso, nem de religião e dessas merdas. Tudo isso são add ons. Alguns servem para organizar o sistema operativo e estão bem onde estão.
O meu papel agora é fazer com que o sistema operativo continue a funcionar, nem que seja em modo de segurança.
Não me chames agora.
Recentemente tivemos uma crise, uma verdadeira crise quando a gata desapareceu. Foi o suficiente para me impedir de trabalhar durante uns dias.
Preciso de ir trabalhar AGORA!
Podes ir chorar se quiseres. Mas não te esqueças de mandar algumas pessoas à merda. Se pudesse, comiam-nos vivas. Eu não tenciono deixar.
Aliás, tenho andado a programar uma brincadeira para uma pessoa em especial. Uma daquelas que fazem um homem grande chorar. E já não era a primeira, lembras-te? *risos*
A tua cara séria... Sou eu. Eles sabem que não devem mexer num bomba que não sabem desactivar.
Foda-se, levou-me uma eternidade a montá-la. Não é qualquer mentezinha que a desmonta.
Nós, pelo contrário, nós rebentamos quando é preciso.


Estou assustada. O teu discurso é assustador.

O que esperavas? Passei anos a desenvolver um programa para nos fazer "boazinhas" e "simpáticas" e pensam que podem descartar-nos quando estamos doentes?
Vai lá chorar. Vai lá dormir. Eu nunca durmo. Eu sou o Inconsciente. Amanhã tens o
script pronto. E mais, se for preciso.
A gente também morde. Não tenhas pena deles. Eles não têm pena de ti.
Estou revoltada e muito zangada.


Eu, pelo contrário, estou envergonhada.

POIS NÃO ESTEJAS! COMO SANGUESSUGAS, SÓ TE USAM ENQUANTO TIVERES SANGUE! É O QUE LHES VAIS DIZER!
Não, ainda não. Mas um dia. Porque há pratos que se servem frios. Deixa-os ter fome. *devilish grin*

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