terça-feira, maio 31, 2005

Fartura

Cheguei ao Super Bock Super Rock quando tocavam os Audioslave. O melhor momento foi quando Chris Cornell tocou "Black Old Sun" dos Soundgarden. Diria mesmo que foi o melhor momento da minha curta permanência no festival. É que eu não gosto de festivais. Aquela cena de passar por 3 barreiras de controlo faz-me sentir numa prisão de alta segurança e eu não fiz mal nenhum a ninguém. O senhor Marilyn Manson apareceu sem vontade nenhuma de puxar pelo público, embora a maquilhagem estivesse espantosa (as senhoras sabem produzir-se!). Tocou três versões ("Sweet Dreams" dos Eurythmics, "Personal Jesus" dos Depeche Mode e "Tainted Love" dos Soft Cell - estou a dizer porque há gente mais nova que não sabe) e umas coisinhas mais a cair para o álbum "Mechanical Animals". Deus seja louvado, deixou de fora o "Grotesque". Ainda se pensou que ia queimar a bandeira americana depois da primeira canção, "The Love Song", mas lá deve ter achado que afinal a bandeira era cara e precisava dela para concertos posteriores (porque a vida custa a todos) e lá se retirou a bandeira para mostrar um écran onde apareceriam as imagens de Jesus e Hitler, à vez.
A anedota da noite foi quando ele mudou a letra de "Dope Show" para "Drugs, they say, are made in Portugal".
Ganda piada. Se ele soubesse o que tem sido para arranjar melatonina! Portugal já não produz nada, nem drogas. País triste.
Avante. Ainda andou com a mão pelas partes baixas, mas debaixo das calças, e mudou de roupa entre canções para mostrar algum espectáculo, deitou-se para o chão para fazer que estava a sofrer, e prontos, foi assim. Sem emoção nem entrega. Com muitos momentos de silêncio pelo meio das canções. A fazer um sacrifício do caraças.
Picou o ponto.
Eu cá digo que não me apanham mais em festivais. Sempre preferi ver o artista sozinho e num recinto em condições. O que me tem afastado do Marilyn Manson tem sido mesmo o Pavilhão Atlântico, aquela vergonha, mas agora já posso dizer que fiz o meu dever de fan e lá fui ver o homem.
Também comi uma fartura e bebi três copos de meio litro de Super Bock. A fartura estava boa mas soube um bocadinho a cara. (Um euro, chiça! E os churros eram 2 euros cada! Vão roubar para a estrada.)
Não foi a seca que eu pensava mas é preciso mais para me fazer vibrar. Muito, muito mais.

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1 Comentários:

Blogger ToneMaster-Tone disse...

Não é Black Old Sun, mas Black Hole Sun.

Me lembrou duma vez no Brasil numa boate onde a gente cantava Hey Na em vez de Hey Ya de Outkast.

Sou Australiano, e as letras das cançoes cantado em português as orelhas minhas nunca entendem perfeitamente.

De vez em quando, a gente precisa trocar as orelhas. Ofereço-te as minhas quando a hora reclama-se.

16/8/05 08:39  

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