Quem conhece este blog sabe que geralmente não vejo nem gosto de filmes de acção, mas este tem um pano de fundo dramático. E, para começar, há duas grandes razões para o ver: Jeffrey Dean Morgan e Robert De Niro.
Jeffrey Dean Morgan (John Winchester, Negan) é Vaughn, funcionário de casino, que tem uma filha a precisar urgentemente de uma operação que o pai não consegue pagar. Em desespero de causa, vai pedir um empréstimo ao patrão, Robert De Niro, que lhe diz que o casino é um negócio e não uma caridade. Pior um pouco. Quando Vaughn se exalta, apelando à lealdade que sempre demonstrou no seu emprego, o patrão despede-o. Robert De Niro faz o papel de um mafioso do piorio a quem chamam The Pope (papel que De Niro faz de perna às costas, há que dizê-lo) que usa o casino para lavar dinheiro (para que outra coisa serve um casino?).
Sabendo disto, Vaughn e alguns colegas decidem roubar o casino, no que seria um trabalho fácil e “interno”, mas as coisas correm mal e os assaltantes têm de fugir sequestrando um autocarro que ia a passar e todos os seus passageiros. (No fim questionamos se o aparecimento deste autocarro foi mesmo uma coincidência ou se fazia parte do plano mas… spoiler.)
Perseguidos pela polícia e pelos capangas do casino, bem como por um polícia corrupto a soldo de Pope, um dos assaltantes quer começar a matar reféns, no que é detido por Vaughn, a voz da calma e da razão. Afinal, ele precisa mesmo de sair dali com o dinheiro para salvar a vida da filha.
“Heist” não é uma obra-prima (apesar da presença do peso-pesado Robert De Niro) e muitas vezes parece demasiado “Velocidade Furiosa” para o meu gosto, mas é interessante e vê-se bem. Quando dão diálogos de jeito aos actores, tanto Jeffrey Dean Morgan como Robert De Niro mostram o que valem. Achei o final um pouco irrealista e “conto de fadas”, mas ninguém quer ver o herói fracassar, pois não?
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terça-feira, 25 de fevereiro de 2025
Heist / Autocarro 567 (2015)
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