quinta-feira, julho 24, 2008

Eu numa lista

Há algum tempo li num blog uma lista chamada "Os livros que me fizeram a cabeça" e fiquei cheia de inveja. Fiquei cheia de inveja porque o autor conseguiu fazer a lista (e já agora, era uma lista impressionante). Comecei a ensaiar fazer uma lista para mim e esbarrei num obstáculo tão inesperado como frustrante: mesmo que quisesse, não me lembraria (e em alguns casos não admitiria de livre vontade).
Mesmo assim, decidi fazê-la por duas razões. Primeiro, para me não me esquecer do que não me esqueci. Segundo, porque algumas pessoas me têm feito perguntas sobre as minhas referências. Ora aqui estão elas.
Por uma questão de método, decidi fazer a lista não ordem alfabética mas, mais difícil ainda, pela cronologia aproximada em que entrei em contacto com a fonte. No caso dos livros, deixei de fora tudo aquilo que não li pessoalmente. No caso dos filmes, às vezes importa mais um nome ou um estilo do que um título em especial. No caso da música, então, tornou-se tão complicado listar tudo que o título só aparece se for único.
Logo, esta lista é não apenas incompleta mas também injusta. Incompleta porque Platão e George Orwell, só para dar dois exemplos, não estão contemplados, o que não quer dizer que os seus pensamentos não me sejam familiares. E no caso em que um livro se tornou um filme decidi citar o que me fez mais impressão, se não ambos.
Esta lista estará em permanente actualização. Espero que seja útil.


Livros e autores que me marcaram

Hans Christian Andersen
Selecções Reader's Digest "Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico"
A Bíblia
Aventuras de "Astérix", BD
Florbela Espanca, sonetos
Bram Stoker, "Dracula"
Léon Bloy, "A Mulher Pobre"
Mary Shelley "Frankenstein"
Boris Vian
Franz Kafka
Colecção série B, editora Estampa
Edgar Allan Poe, contos
Marion Zimmer Bradley "As Brumas de Avalon"
Allan Kardec, "O Livro dos Espíritos"
Anne Rice, Vampire Chronicles
J. R. R. Tolkien, "O Senhor dos Anéis"
H. P. Lovecraft, contos


O jornal
Blitz (Saía às 3ªs feiras e era o nosso único contacto, em português, com a imprensa alternativa.)


Filmes que foram fazendo mossa

A Noite dos Mortos Vivos
The Haunting
O Exorcista
Aliens
David Lynch (realizador)
todos os filmes de terror dos Hammer Studios e filmes de terror e ficção científica série B dos anos 50, 60 e 70, como "Godzilla" ou "A mosca"
Lost Boys
David Carpenter (realizador)
The Doll Maker
Uma Paixão no Deserto
A Lista de Schindler
A vida é bela
Entrevista com o Vampiro (filme)
Queen of the Damned (filme)
Os Outros


Séries que de facto me fizeram pensar

Twin Peaks
The X-Files
Lost


Música (caso não especificado, entenda-se "tudo ou quase")

anos 60
The Doors (por motivo de ter nascido depois da morte de Jim Morrison, só conheci nos anos 80)

anos 70
Não havia música nos anos 70.

anos 80
All About Eve
Bauhaus
B52's, "Bouncing of the Satelites"
Christian Death
Dead Can Dance
Depeche Mode
Echo & the Bunnymen
Fields of the Nephilim
Golden Palominos
Joy Division
Le Mystère des Voix Bulgaires
Mão Morta
Miranda Sex Garden, "Fairytales of Slavery"
Nick Cave & the Bad Seeds
Paradise Lost, "One Second"
Peter Murphy
PJ Harvey
Red Lorry Yellow Lorry
Rubicon
Sinéad O'Connor, "The Lion and the Cobra"
Siouxsie & The Banshees
The Cult / Death Cult
The Mission
The Sisters of Mercy
The Smiths
Violent Femmes
U2, "The Joshua Tree"

anos 90 
Alice in Chains
Marilyn Manson
Moonspell
Nephilim
Nirvana
Offspring
Rammstein
Soundgarden
The Creatures
Throwing Muses, "Limbo"

2000
Adrian Alexis
?

A conclusão é que não se resume uma vida numa lista mas se um dia me esquecer de quem sou é por aqui que devo procurar. :)

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9 Comentários:

Blogger skunk disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

24/7/08 14:43  
Blogger skunk disse...

Nem acredito que existe outra pessoa com o "Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico" das
Selecções Reader's Digest. Eu costumava chamar-lhe Livro dos Fenómenos do Sobrenatural e Inexplicável...Tinha de trepar uma cadeira e meio móvel para o conseguir tirar da prateleira. E para descer era lindo: punha o livro na cabeça e agarrava-o com uma mão e depois descia. Depois era só ir para trás do sofá e dos cortinados e ler :D
A primeira vez que tomei contacto com certos assuntos foi através desse livro: criogenia, jack o estripador, vampirismo e uma estranha doença a ele associada, a família Romanov...

Mesmo assim, nessa altura, esse livro e as histórias do Julius Verne estavam mais ou menos no mesmo patamar.

Cumprimentos e até um dia destes.

24/7/08 14:44  
Blogger skunk disse...

desculpa pelo comentário removido anteriormente, mas tinha escrito "amis" em vez de "mais".

bye

24/7/08 14:46  
Blogger gotika disse...

Sim, também foi a primeira vez que tomei contacto com certos assuntos que nunca mais me largaram, especialmente com o mito do vampiro. A partir daí foi fartar vilanagem.
UPS! Esqueci-me de uma outra enciclopédia do sobrenatural que também li/tive. Não sei se ainda tenho ou onde anda e como se chama.

25/7/08 03:00  
Blogger Fernando disse...

Excelente gosto em livros. Eu também li o Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico! O meu pai teve o bom senso e bom gosto de o adquirir e agora está aqui em casa. Lembro do Jack Pés-de-Mola, do navio-fantasma Mary Celeste (que inspirou os NWW), de um túmulo nas Caraíbas em que os caixões se moviam sozinhos, da entrevista visionária ao Isaac Asimov, etc, etc.

Quanto a não haver música nos anos 70, permite-me discordar: Leonard Cohen, Tom Waits, David Bowie, Nico, Nick Drake, Lou Reed, John Cale. Só para mencionar os que merecem aceitação mais generalizada. Gostar deles não envergonha uma gótica. Bem pelo contrário...

Ainda nos anos 70, há duas peças de música dita erudita obrigatórias para um(a) gótico(a): "The Sinking of the Titanic" de Gavin Bryars e Sinfonia nº3 (Symphony of Sorrowful Songs) de Henryk Górecki.

27/7/08 23:11  
Blogger gotika disse...

Pois, não gosto de nenhum dos nomes que citaste.
Quanto à música erudita, só gosto de algumas excepções e não sou de facto apreciadora.
Sinceramente, nem sei do que falas. ;)
Esta lista está muito incompleta, mesmo em relação ao que eu gosto muito e que é fundamental.

29/7/08 01:00  
Blogger gotika disse...

Contudo, música clássica/erudita nunca será fundamental do ponto de vista do meu gosto pessoal. Seria totalmente irrelevante colocar aqui uma Tocata e Fuga em Ré Menor. Não foi ela que me influenciou/formou, apesar de inegavelmente ser uma peça de música de que gosto. É a tal história do Platão. Claro que faz parte da minha cultura, da minha e de toda a civilização ocidental (se não mais) mas não posso dizer que aquilo tenha "batido" forte, porque não bateu. Forte foram "As Brumas de Avalon", etc.

29/7/08 01:03  
Blogger Ruela disse...

Excelente lista.

30/7/08 00:15  
Blogger Tuga Em Dublin disse...

Anos 70... Das decadas mais antigas a decada de 70 foi das mais creativas... Depois veio o "disco" e f****u tudo....
A nivel de rock as melhores bandas sao dos 70...sem duvida....
Assim de repente uma musica que no meu ver tem um cariz muito gotico apesar de ser de uma banda de hard rock/metal é esta:
Black Sabbath-Black Sabbath (priemira musica do primeiro album Black Sabbath). Nao sei se este album por acaso foi editado em 69 ou 70... mas pronto...
E claro tens estes monstros do rock (o verdadeiro, antes de se terem tornado comerciais, o que aconteceu depois de 75)
Deep Purple
Led Zeppelin
AC/DC
Fischer Zed
E os carismaticos
David Bowie
Iggy Pop

3/8/08 13:31  

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