sexta-feira, junho 24, 2005

Do que este blog precisa é de SEXO

Absolutamente pondo de parte merdas que não interessam mais ser abordadas, porque o que não tem remédio remediado está, vou mudar de assunto.
Já chegaram àquela fase de pensar que nunca mais vão sentir desejo por ninguém? (Não pergunto aos mais novos porque obviamente a resposta é "não": as hormonas falam mais alto. Esta pergunta é sobretudo dirigida aos mais velhos.)
Quando eu penso que não, que as chaves para o meu desejo estão irremediavelmente perdidas, eis que aparece uma criatura excepcional que me dá a volta à cabeça. E ao resto também.
Vamos lá ver, eu sou bissexual. Pode ser um homem ou uma mulher. Mas ultimamente têm sido elas a provar-me que afinal há "esperança".

No domingo fui à praia com a minha mãe. Até era para ir no sábado mas só consegui levantar-me às 5 da tarde. Adiante. Estava eu na praia quando reparei na criatura à minha frente. A princípio não consegui perceber se era homem ou mulher. Era de tal modo andrógina. Ombros relativamente largos, costas direitas, coluna saliente, cabelos compridos e ondulados apanhados num rabo de cavalo... Apesar de estar em top less (como eu), os seios eram tão pequenos que colocavam a dúvida. Mas o rosto!... O rosto era de um anjo de Boticelli. E usava óculos escuros como eu.
E sabem que mais? Tinha calças battle wear. Forte como um soldado em tronco nu. Alta como eu. Forte como eu. Sexy como eu. Descontraída como eu. O mundo era dela, como é meu.
Caramba eu podia amar aquela mulher! Raramente encontramos, como se diz em inglês, "a match". Não posso pensar em melhor expressão.
Ironia das ironias, também estava acompanhada de uma mulher mais velha, possivelmente a mãe ou a tia ou a avó. Porquê? Porque "a match" não se encontra todos os dias.
Reparei que ela tinha sinais nas costas brancas. Eu podia beijá-los um por um. Eu podia pôr-lhes nomes.
Eu não queria mudar nada. Eu queria o que estava a ver. Isso, sim, é raro.

Depois percebi que era espanhola. E foi-se. Para sempre.
É a tempera. Caramba!

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Se vais começar com conversas dessas eu vou-me embora. Que nojo!*

Sim, vai, miúda, isto não é para a tua idade. Estás a fazer um trabalho excelente. Mas isto não é para a tua idade.




*A voz em itálico é a minha criança interior. Não façam caso que é pequenina. É muito inteligente mais ainda não atingiu a puberdade.

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