quinta-feira, outubro 22, 2015

Guerra dos Tronos (primeira parte)


Sei que já cheguei tarde a esta série, só depois de terminar a quinta temporada, mas é como se diz, às vezes mais vale tarde do que nunca. Quando estreou, não tive disposição mental para uma imitação do “Senhor dos Anéis”. O poster promocional com o actor que interpretou Boromir (em cima) foi contraproducente e transmitiu-me a ideia de “imitação” que a série até não é, mas foi o que passou. Devo dizer que não sou fã de fantasia. Também não sou fã de dragões “só porque sim”, e quando tomei conhecimento de que havia dragões à mistura ainda tive menos vontade de ver. Os leitores mais “idosos” lembrar-se-ão do filme infanto-juvenil (mais infantil do que juvenil) “The Never Ending Story”. (Lembram-se? O dragão branquinho, felpudo, fofinho? O príncipe e a princesa? A música do Limahl?) Pois, estas coisas pesam para toda a vida e aventuras com dragões lembram-me toda essa fase da puberdade com o Limahl e os Duran Duran e aquilo a que tínhamos acesso nos telediscos da altura (incluindo o teledisco do Limahl com a princesa e o dragão, porque não me lembro de alguma vez ter conseguido ver o filme todo). Hoje temos nostalgia, mas garanto que a vida antes do gótico não é nada de que tenha saudades.
Já me dispersei. Falava de quê? Pois, a Guerra dos Tronos. Nunca, como este, um título em português deve ter sido mais feliz do que o título original. Porque também o título me dissuadiu de ver. “Game of Thrones” lembrou-se de outros divertimentos de que também não sou fã, Dungeons & Dragons, Magic the Gathering (?) e jogos que tais, coisas de que nunca gostei e de que nunca senti o apelo. A minha ideia da série era uma fantasia bastante adolescente e vazia, e nunca ninguém me disse o contrário.
Está explicado porque deixei passar cinco temporadas sem uma única espreitadela. Só muito recentemente comecei a ouvir rumores que me despertaram a curiosidade a ponto de dar uma hipótese à história. Comecei a reparar no guarda roupa, que é um espanto, e a ponderar a longevidade da série, que não podia ter durado tanto sem motivo, e… Oh, quem é que eu quero enganar?! Foram os white walkers, claro que foram! Um artigo por aí na net, uma imagem, e eu que tinha de saber quem eles eram! Desde o primeiro episódio, desde a primeira cena, fiquei logo agarrada por causa dos white walkers! Bastavam os white walkers e os gajos da Muralha, nem era preciso mais história nenhuma, e já bastava para me viciar!
Mas já lá vamos aos pormenores.

O sadismo está na moda?
A série não me desiludiu. Esperava uma guerra dos tronos e é uma guerra dos tronos. Longa, sangrenta e implacável. Nesse aspecto, não fui ao engano. Mas, por outro lado, considerando o sucesso da série, e que é baseada em livros e não somente num argumento televisivo, esperava mais complexidade do enredo. Não li os livros, e do que vejo da série também não tenciono ler (se os livros são melhores a série já os estragou para mim), pelo que não posso comparar diferenças e este comentário vai ser só sobre a série. (O que não importa, porque uma adaptação deve ser uma obra completa em si própria, e se não o for não é uma boa adaptação, e até me irrita um bocadinho quando leio comentários de pessoas que teimam em cruzar as histórias dos livros e dos filmes/séries como se fossem o mesmo enredo. Não é!)
Tenho ouvido dizer que a história é complicada. Não, a história é muito simples: há um trono e todos o querem, ponto final. Dizer que a história é complicada é uma crítica à má gestão dos personagens, (propositada, eu sei, mas não a torna boa por ser propositada), alguns que caem ali de pára-quedas nem sabemos de onde, outros que são mal apresentados ou caracterizados, outros que morrem ou desaparecem tão cedo que nem percebemos o que é andaram lá a fazer. Posso dizer que cheguei ao fim da primeira temporada, a mais confusa de todas, sem perceber muito bem que Theon Greyjoy não era um dos filhos do Stark, e, se não era, porque é que parecia que era. E ainda hoje, após cinco temporadas, se me perguntarem assim de repente quantos filhos tem/teve o patriarca Stark, não consigo responder sem pensar um bocadinho e se calhar esqueço-me de um ou outro. Muitos filhos, muitas personagens, muitas referências a outras personagens, presentes e passadas, todas despejadas no primeiro episódio. Coitada desta espectadora, quem é julgou que eu (alguém?) era capaz de associar tantas caras a tantos nomes? A primeira temporada foi toda assim e só na segunda comecei a perceber quem era quem.
O maior problema desta série, efectivamente, são as personagens. Quase em todos os episódios morre uma personagem principal. Aqueles espectadores que gostam de se agarrar a uma personagem preferida (ou odiada) não vão ser nada felizes a ver esta série. Eu não sou desses espectadores. Podiam morrer todos, mesmo todos, e eu ainda ia querer saber quem é que vai ficar no Trono de Ferro. É claro que com o desenrolar da acção vão aparecendo favoritos e menos favoritos, mas para mim é sempre a história que importa. O que me aborrece, na maneira como os personagens principais vão morrendo (o que até se percebe, numa série que retrata uma guerra, desde que as mortes não sejam completamente descabidas), é que cada vez que morre uma personagem fundamental à acção a história leva uma guinada súbita, o espectador é atingido por um camião na auto-estrada, anda ali às aranhas e já não sabe onde é que está a história e para onde é que deve olhar agora que chegou a um beco sem saída. Convém, para o espectador não se perder, que algumas personagens chave sirvam de coluna dorsal à acção e não desapareçam! Até se pode contar uma história desta maneira, até podem morrer todos na sexta temporada e isto acabar na décima temporada com um elenco completamente novo! Mas é uma boa maneira de contar uma história? Na minha opinião, não é. Na minha opinião, é uma péssima maneira de contar uma história. Felizmente, não me afecta muito. Nunca fui de perder o interesse numa história porque Fulano ou Fulana morreu. Que seja o Rei dos Mortos Vivos a sentar-se no Trono de Ferro, eu quero saber o FIM!
Agora vou falar do que realmente detesto nesta série. Nesta e noutras semelhantes porque tem sido uma tendência que só serve para me estragar o prazer televisivo. O sadismo desta série, como o sadismo dos Tudors, como o sadismo de Spartacus, como o sadismo de Hannibal, atinge limites insuportáveis. Tem sido uma tendência, e talvez uma tendência que atraia algum público (quem, pergunto-me?, e estremeço) mas afasta outro. A mim, estraga-me completamente a série. Gostava de poder ver outra vez, como faço em casos semelhantes de séries com muitos personagens, mas não posso porque os níveis de violência gratuita e sadismo já fizeram com que me custasse ver uma vez, quanto mais duas! É a minha experiência como espectadora que está a ser prejudicada. De onde é que vem esta ideia de que os espectadores querem ver tortura e violência injustificada (porn torture, como lhe chamam)? Não sei, porque sem dúvida a série seria tão ou mais apreciada se as horrendas perversidades não fossem acentuadas como se a série tivesse sido feita para psicopatas. Desde quando é que o sadismo está na moda?
Houve um pouco de tudo. O que me costuma indignar mais é a violência gratuita para com animais (quem é que quer ver alguém a decapitar um cavalo sem razão nenhuma, pergunto-me?!), mas desta vez conseguiram ultrapassar todos os níveis do horrível quando queimaram viva uma menina na fogueira, por ordem do próprio pai, enquanto ele assistia impávido. Que monstro quer ver isto, e com tantos pormenores e com tanto requinte? Até onde vai o mau gosto? Estamos a fazer televisão para psicopatas porquê? Não nos bastam os reais, os que existem e têm prazer em divulgar os horrores que praticam?
Não era minha intenção dar um tom tão sério a este artigo, mas acho que é algo para pensar a sério e sem brincadeiras. Será mesmo o sadismo que aumenta as audiências? Ou a audiência submete-se ao sadismo porque gosta da história mas preferia não ver meninas queimadas vivas na fogueira? O que é que tudo isto diz das audiências? Deixo as perguntas.

A partir daqui, vai haver spoilers. Quem ainda não viu até à quinta temporada devia parar e voltar mais tarde. Este artigo ainda cá vai estar, se Blogger quiser!


*** CONTÉM SPOILERS, REVELA O FIM DA TEMPORADA***


Os white walkers e a Muralha
Por onde hei-de começar? Que tal pelo princípio? Não era o que esperava ver de uma série conotada com “fantasia” que a primeira cena do primeiro episódio fosse uma cena de zombies.


Era mesmo a última coisa que esperava ver. Obviamente, fiquei viciada. Como referi acima, bastava este enredo para fazer a história e está tudo dito! Afinal, o terror é que o meu género. Assim que este elemento entra numa história, francamente, tudo passa para segundo plano. Qualquer personagem que apareça é secundário porque numa história de terror o personagem principal é sempre o monstro.
Tem sido um prazer assistir, temporada após temporada, ao aproximar do exército dos mortos. Da maneira que as coisas vão em Westeros, já há muito boa gente a torcer para que os white walkers desçam por ali abaixo e comam aqueles psicopatas todos. Há ali alguém que se aproveite? É verdade que ainda não se percebeu exactamente o que é que eles querem, mas tendo em conta que não comem bebés e que ressuscitam os mortos, não são eles a mostrar mais misericórdia naquele mundo impiedoso?
E depois, há os cavalos. Desde a primeira vez que vi os cavalos zombie até me estremece o coração de ternura e antecipação quando sei que vão aparecer. Por todos os outros que são atingidos por lanças e decapitados e queimados, (e pelos dois cavalinhos devorados por walkers no Walking Dead), já era altura de ver isto:


Isto é que eu nunca tinha visto, e desculpem lá, enternece-me o coração. Quem é que são os monstros, afinal?
Mas esta não é uma história de terror e (infelizmente) temos de falar das pessoas. Desde o primeiro episódio, nunca me entrou na cabeça o conceito da Muralha. Que sentido é que faz que os guardiões da Muralha sejam compostos, na sua maioria, por criminosos arrastados para lá contra a sua vontade e obrigados a fazer um voto de castidade? É um motim à espera de acontecer. Perguntem ao Capitão Flint de "Velas Negras". E como é que tão poucos se tentam escapar para lá da Muralha? Morte por morte, que morram livres. Passou-me logo pela cabeça assim que percebi o sistema de recrutamento. Obviamente, passou pela cabeça do Mance Rayder também, e talvez de muitos outros. Só faria sentido se entretanto os reis de Westeros tivessem deixado de acreditar na ameaça dos walkers (parece que o Inverno deles não chega todos os anos) e negligenciassem a guarda da Muralha, como me parece que fazem, mas a série não o explica convenientemente logo na primeira temporada e o espectador tem que adivinhar. Ora, era muito mais proveitoso não gastarem tantos minutos a decapitar cavalos e aproveitarem para os dedicar, em vez disso, a explicar a mentalidade de Westeros, de que o espectador nada sabe. Enquanto o espectador adivinha e não adivinha, vai-se considerando que aquela gente toda é muito estúpida por entregar a derradeira defesa dos Reinos a um bando de condenados! Motim à espera de acontecer, como acontece mesmo no Craster, e como acontece quando matam uma das personagens mais amadas da série, e talvez o único homem entre eles com os neurónios suficientes para fazer a diferença.


Ah, mas está Jon Snow mesmo morto? E permanecerá morto? Desta vez os fãs não estão a aceitar de ânimo leve e já existem várias teorias. Melisandre, a Red Witch, que acaba de chegar à Muralha, pode ressuscitá-lo (já outro antes dele foi ressuscitado pela mesma Fé no Senhor da Luz, várias vezes) e depois o próprio Jon Snow pode matar a puta de merda que merece uma morte bem lenta e dolorosa, se o Davos não a apanhar primeiro quando descobrir o que ela fez à princesa Shireen.
Outra teoria, os walkers estavam muito interessados nele da última vez que o observaram...
Eu tenho a minha teoria, de que o destino de cada uma das crianças Stark está interligado ao dos direwolves que adoptaram (seis lobos, seis crianças), e o que acontece aos lobos prenuncia o que vai acontecer ao seu dono. Não se viu que tivessem matado o Ghost!


Muitos espectadores estão muito preocupados com o Ghost. Eu também estou mais preocupada com o Ghost do que com outro personagem qualquer, sinceramente, mas seria muito bom que o Jon Snow não tivesse morrido mesmo e que o esperasse um destino muito maior do que aquela Muralha idiota e inútil que não vai servir para nada sem ele.


Antes de encerrar a Muralha, mais alguém reparou que o Samwell Tarly é uma homenagem descarada ao Samwise Gamgee do "Senhor dos Anéis"? A devoção do escritor manifesta-se. Este Sam é exactamente o contrário do outro. Quando o outro era inculto, este é erudito. Quando o outro era valente, este declara-se cobarde. Mas não é, e sabemos que não é. As únicas semelhanças entre eles não são o nome e a abundância de carnes. Samwell Tarly é o Sam que decide "abandonar" o seu "Frodo" porque sabe que não o pode carregar e não o consegue defender, mas é também o Sam que reconhece que deve partir para servir o bem maior, porque este Sam, desde pequeno, queria ser um Gandalf.
O Sam da Guerra dos Tronos conquistou-me mais respeito, pelas suas limitações e inteligência, do que o Sam do Senhor dos Anéis. Respeito e simpatia. Não queria que este morresse, mas o futuro não parece risonho.

Os Starks
Inteligência é coisa que não abunda na família Stark. A ideia com que fiquei deles, na primeira temporada, é de que eram uns nobres feudais e provincianos, contentes lá na terrinha deles e ignorantes de tudo o que se passava no mundo lá fora. Ned Stark não fazia ideia no que se ia meter ao aceitar ser Hand of the King do Rei Robert. Típica história do camarada de armas que não vê o amigo há 17 anos, quando andaram na tropa, e entretanto o amigo transformou-se num homem execrável mas o camarada continua a ver o amigo de que se lembrava de outrora. Até aqui, tudo desculpado, mas o que se passou na viagem devia ter-lhe aberto os olhos. Uma briga entre a sua filha Arya, um miúdo camponês e Joffrey, o príncipe herdeiro, faz com que o lobo de Arya ataque o filho de Robert. Sem consequências, mas Cersei, a víbora, exige que Ned Stark mate o lobo. Arya já tinha libertado o lobo, mas Cersei não se importa. Ainda havia o lobo de Sansa, irmã de Arya, que matasse esse. Ora, foi neste momento, precisamente neste momento, que Ned Stark devia ter percebido que estava a lidar com gente cruel e tirânica. Mais um neurónio naquele cérebro e teria ficado tão "doente" que não podia, de maneira nenhuma, aceitar o convite do Rei, ou qualquer desculpa que servisse. Em vez disso, matou o lobo da filha, ainda uma cria. E logo aqui, para mim, ficou "marcado". Não foi só a injustiça de tudo isto, não foi só o Rei (ou a rainha) ter mandado matar o miúdo camponês que não fez nada, foi a cegueira, a falta de inteligência de Stark na sua aceitação de que era assim que devia ser e que matar o lobo de Sansa era uma prova de lealdade.
Não lhe serviu de lição, e já em King's Landing continuou a meter o nariz no que não devia, e quando finalmente contribuiu involuntariamente para apressar a morte do Rei Robert ainda não tinha percebido como as coisas funcionavam e apareceu com um papel assinado pelo rei para depor a rainha da sua posição de regente. Teimosia, orgulho, ingenuidade. Não lhe correu bem.


Mas aqui, no final da primeira temporada, percebeu-se que as personagens não eram tão bidimensionais como pareciam. Sempre pensei que Ned Stark ia ser orgulhoso e teimoso até ao fim, e não retiraria as acusações, e não pediria misericórdia. No último momento, despontou-lhe mais um neurónio e pediu desculpa. Não lhe adiantou de nada, mas serviu para se perceber que os personagens podiam evoluir e que a história ia demorar tempo a desenvolver-se.
Entretanto, em mais uma pérola da estupidez Stark, Catelyn Stark decide prender o primeiro Lannister que encontra para o acusar de tentar matar o seu filho Bran. Nunca passou por aquela cabeça tentar descobrir primeiro qual dos Lannisters o tinha feito. Estava ali à mão o anão, vamos acusar o anão! Com esta medida, consegue começar uma guerra, não vinga o que fizeram ao Bran porque prendeu um inocente, e felizmente Tyrion consegue escapar. Serviu isto tudo para nos mostrar o material genético dos herdeiros dos Stark. (E Catelyn ainda conseguiu fazer coisas mais estúpidas do que o papel dela em "Resurrection".)
Começada a guerra para vingar Ned Stark, o princípio até é auspicioso para o seu filho Robb, aclamado Rei no Norte. Robb reúne um exército e avança para Sul sem nunca perder uma batalha. A série não é muito eficaz a mostrar a passagem do tempo mas é-nos dito que a campanha militar já durava há um ano quando Robb comete os erros fatais que não podia cometer. As tropas já não estavam tão motivadas como de início e os senhores vassalos estão desejosos de voltar para casa. Robb sabe disto, mas insiste. Numa disputa com um dos nobres acerca do refém Jaime Lannister, comete um erro ainda maior e acaba por perder uma parte importante do seu exército. Não contente com isso, ainda quebra um acordo com o nobre que lhe permitiria passagem para Sul, quando já não tem condições de continuar e vencer. O que Robb devia ter feito, para mitigar os erros, seria recuar e aquartelar-se no norte, onde os inimigos teriam dificuldade em atacá-lo, e daí pensar numa estratégia diferente enquanto ainda tinha vantagem. Mas os Stark não sabem quando desistir!


Entre o excesso de confiança, o sentido de dever, e a noção equivocada de que venceriam porque lutavam por uma causa justa, perderam aliados, perderam a vantagem, meteram-se na boca do lobo e perderam o norte. Certo que sofreram uma traição vil, mas, por causa deles, os Greyjoy, primeiro, e os Bolton, depois, ficaram à solta para aterrorizar as pessoas humildes que os Stark deviam ter protegido. Se tivessem pensado nas pessoas. Se tivessem pensado. Mas os Stark nunca pensam muito e quando pensam raramente acertam.
Mesmo assim, eu simpatizava com eles, e quando lhes aconteceu o que aconteceu na casa do velho Walder Frey (quase tão velho como o Setrakian de "The Strain", mas não tanto, porque Walder Frey, embora igualmente sinistro, não tem gotas de elixir vampírico para os olhos), fiquei sem saber por quem torcer. Muitos espectadores devem ter odiado a série neste momento.

Then Greyjoy e os outros da terra dele
De Theon Greyjoy não se sabia quase nada até decidir que era uma boa ideia trair o amigo Robb para tentar ganhar as boas graças de um pai que o despreza e a quem não via desde infância. Afinal, Theon Greyjoy era um refém na casa dos Stark desde a última guerra. Ah! Então era isso que ele era! Porque nunca se percebeu da parte dos Stark que o tratassem como menos do que um filho, o que torna a traição ainda mais grave e imperdoável.
O homem vem de uma terra onde adoram o Deus Afogado (Kthuhlu?) e tem a espinha dorsal de uma alforreca. O pai diz-lhe que tem de mudar de roupa, ele muda. O marinheiro diz-lhe que tem de mandar, ele manda. Alguém lhe sugere tomar Winterfell nas costas de Robb, ele segue o conselho. Um dos seus homens diz que ele tem de matar, ele mata. Quando as coisas lhe correm mal e o psicopata Ramsey lhe diz que agora tem que ser Reek, ele é Reek.


Mas quando Sansa pediu ajuda à alforreca, a alforreca não ajudou. Não há redenção que o salve. Este gajo precisa de morrer. Não matou os dois miúdos Stark porque não os apanhou. Em vez disso, matou dois órfãos. Nada o redime, nada. Com alguma sorte, Sansa Stark podia usá-lo como saco de treino para apunhalar alguém no pescoço e talvez o que resta desta carcaça ainda servisse para alguma coisa. As vítimas costumam causar-me compaixão mas este gajo só me causa asco. Merece tudo o que lhe aconteceu, já pagou o karma do que fez, pode bem ser despachado. E quanto àquela gente da ilha dele, os Greyjoy e os Iron Men, também não trouxeram nada de interessante à história. Que se afoguem todos e desapareçam da Guerra dos Tronos.


(continua na segunda parte deste artigo)


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