terça-feira, fevereiro 15, 2005

O dilema

O que fazer? Se o PP tiver uma votação mais expressiva, a coligação continua no poder.
Segundo a última sondagem de que tenho conhecimento,


Admitindo que os quase 7% de inquiridos não irão votar, a distribuição dos votos seria a seguinte: PS – 44,5%, PSD – 31,3%, CDS-PP – 7,4%, CDU – 6,9% e BE – 6,4%.


Muito pouca margem de manobra para votar com o coração em vez de votar com a cabeça. Não quero a responsabilidade de eleger Santana Lopes e de o manter como primeiro ministro. Mesmo que isso signifique ter de votar (contra a vontade) numa opção em que não acredito mas em que, mesmo assim, acredito mais do que a opção actual. A única opção é votar PS.
Os votos emocionais podem ficar para a próxima. Existiu um factor de azar para Paulo Portas que foi o facto de Durão Barroso ter abandonado o governo antes de tempo e deixar o partido abandonado à solução em que os portugueses não votaram. Má hora para o PP.
Em caso de dúvida, não vou votar em quem quero mas contra quem não quero.
Vou ficar à espera das sondagens. Até domingo é vindima.

O debate
1) Fez-se sentir a falta da voz da CDU. Um infortúnio assim o ditou e Jerónimo de Sousa ficou afónico. É pena mas é destas coisas que se faz a História.
2) Santana Lopes é um homem humano. Ninguém o nega. Simplesmente não tem a mínima capacidade para ser primeiro ministro. Não há pior defeito do que não ser capaz de se ver ao espelho.
3) Sócrates... A incógnita a que a maioria dos portugueses quer entregar o país. Terá capacidade, não terá? Ainda não vi a prova, nem por palavras nem por actos. Há algo de trágico e fatalista nesta tendência portuguesa de votar no Mistério.
4) O Bloco de Esquerda deu um passo maior que as pernas e nem acredita no que lhe aconteceu. Sobressaindo do meio da mediocridade, teve o destino que era suposto, ser projectado para a governação, mas esse nunca foi o objectivo e de repente todas as fragilidades da utopia se revelam na sua impossibilidade. É agora um partido à espera de uma redefinição.
5) Paulo Portas é o homem certo no partido errado. Apesar das suas ambições é-lhe impossível, até por hábito de voto dos portugueses, chegar a primeiro ministro à frente do CDS-PP. O partido está demasiado conotado com a ditadura embora essa identificação automática se tenha tornado injusta e o partido se tenha renovado de tal maneira que um dos seus fundadores, Freitas do Amaral, aconselha o voto no PS. Prova de que tudo muda e, nos dias de hoje, tudo muda muito depressa.

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