Na sequência da chegada de gigantescas naves alienígenas à Terra, um grupo de peritos é enviado ao encontro dos extraterrestres para descobrir o que eles pretendem. Entre eles, a linguista Louise Banks, responsável por estabelecer contacto com a espécie a que chamam Heptapódes, que comunica de forma não-fonética. À medida que as tentativas de diálogo fracassam ou progridem a ritmo muito lento e cheio de equívocos, os líderes mundiais vêem-se obrigados a combater o pânico da população e a planear a destruição dos alienígenas mesmo sem provas de que estes sejam hostis. Louise é o único elemento da equipa capaz de interpretar a linguagem dos Heptapódes antes desse ataque aos extraterrestres que pode significar uma retaliação para a Terra.
Em princípio é esta a "história". Mas a "história" não é esta. Louise vive atormentada por memórias e visões de uma filha que nós, os espectadores, julgamos falecida. Mas a "história" também não é esta. Não é possível adiantar mais sem incorrer em spoilers, mas nada é o que parece.
Certos aspectos do filme não vão agradar aos fãs de ficção científica pura e dura porque não são cientificamente credíveis. Os alienígenas dão a Louise o que quase poderíamos chamar um "poder mágico" que só funciona com ela, aparentemente e convenientemente, de modo a que ela consiga compreender a linguagem deles, porque os Heptapódes virão a precisar da ajuda humana daí por 3000 anos. Muitas questões se levantariam aqui: se a espécie é tão evoluída que chegou à Terra sem ser detectada, de que ajuda nossa poderão precisar?... Mas a "história" também não é essa, nem tal é aprofundado. Quem está à espera de uma "Guerra dos Mundos" não a encontrará aqui.
"Arrival" é sobretudo um filme sensível sobre escolhas e perdas, sobre o que significa valer a pena viver apesar do sofrimento, em suma, sobre o que nos torna humanos. A parte pseudo-científica é a desculpa para contar uma história bonita e comovente.
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domingo, 14 de dezembro de 2025
Arrival / O Primeiro Encontro (2016)
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