sábado, maio 05, 2018

Vikings


(crítica às primeiras duas temporadas)


Como diria Kurt Vonnegut, um elemento primordial de uma boa história é ter pelo menos um personagem por quem torcer. Não precisa de ser o protagonista. Até pode ser o vilão. Há casos em que os personagens são todos tão maus, moralmente falando, que uma pessoa torce pelo vilão que tem mais hipóteses de acabar com eles. Como na Guerra dos Tronos, em que estou a torcer pelos zombies desde a primeira temporada. E depois há casos em que o vilão é mais interessante e moralmente superior do que os protagonistas, como Battlestar Galactica, em que igualmente comecei torcer pelos Cylons desde a primeira temporada.
E depois há coisas como Vikings, em que não se consegue torcer por ninguém. Ninguém. Ninguém. Nem protagonistas nem vilões, ninguém merece nada de mim. São todos tão maus, moralmente falando, que dou por mim a ver a série como visita de estudo ao século VIII: as roupas, as casas, a tecnologia (ou falta dela). E pouco mais. Vikings, série original do canal História, foi promovida como reconstrução histórica mas já me causou dúvidas bastantes para não a considerar assim tão rigorosa que se deva levar muito a sério.
Não me refiro ao protagonista. Ragnar Lothbrok é uma figura tão histórica como mítica. Tudo indica que existiu um Ragnar, mas os pormenores são tão lendários (até contraditórios) que não se sabe onde acaba a realidade dos relatos e começa a ficção dos sucessivos cronistas. Um pouco como o nosso Viriato. Existiu (?...), mas não se sabe quase nada sobre ele. O tipo de personagem histórica e lendária completamente propícia a ser romanceada.
O que me causa perplexidade é a tentativa de fazer os vikings tão monstruosos que custa ver seres humanos naquela gente. Um pouco como noutros séculos se descreviam os selvagens canibais. Tenho encontrado críticas bizarras em que se dizem coisas do género “a sociedade viking é-nos completamente estranha, mas conseguimos reconhecer nas personagens traços humanos e comuns como a luxúria, a inveja, a ambição”. Estas coisas são ditas para sublinhar a humanidade dos personagens. Isto é que é bizarro. Parece que estamos a ver uma série sobre alienígenas que até têm algumas coisas em comum connosco, humanos. Mas a verdade é que as críticas são bizarras porque a série se presta a isso. Tal é o exagero que é preciso esgravatar muito para encontrar nestes vikings alguma coisa que nos lembre que são seres humanos e não um qualquer povo ficcional de uma obra de Fantasia (eu diria Orcs, só que mais bonitos). E é por isso que não consigo “ir à bola” com a série. Demasiadas coisas em que a bota não bate com a perdigota.
Comecei a investigar, e descobri que o criador desta série, Michael Hirst, é um meu “conhecido”. Este foi o mesmo que tornou Os Tudors em tal porno-tortura que me estragou todo o prazer em ver a série. Muito antes de Guerra dos Tronos, muito antes de Spartacus, Os Tudors foram a primeira série de televisão em que vi porno-tortura descarada. Desconfio que este senhor tenha alguma coisa a ver com as tendências televisivas que se seguiram e que me têm estragado o prazer como espectadora. (Pode não ter sido só ele, mas *também foi ele*, motivo suficiente de rancor.) Mesmo assim, Vikings ainda não conseguiu ser tão psicologicamente doloroso como Os Tudors, o que é dizer qualquer coisa. E se calhar não conseguiu precisamente porque, ao contrário d'Os Tudors, baseado em pessoas reais, estes personagens quase nem parecem humanos. É como ver Orcs a chacinar outros Orcs. Ou seja, a série não me consegue afectar tanto emocionalmente porque os personagens estão tão mal concebidos que me custa interessar por eles. A juntar à porno-tortura, é basicamente porno-tv.
Apesar da pornografia sangrenta, a série consegue ver-se porque o enredo é minimamente interessante e baseado em acontecimentos reais.
Mas passo a explicar melhor porque é que a bota não bate com a perdigota.


Athelsthan
Oh, Athelstan, que grande desilusão me saíste! Athelstan podia ter sido o meu personagem preferido (o único por quem torcer). Monge raptado num saque viking e levado para casa de Ragnar como escravo, Athelstan foi os “nossos” olhos na sociedade pagã para que foi transportado, em que todos os valores são diferentes, alguns até opostos, à civilização cristã que é a dele (e a nossa, salvo os séculos que nos separam). Na estupefacção de Athelstan, no horror e repulsa que lhe causa o que observa, reconhecemos o nosso horror e repulsa. Sabemos que a vida de Athelstan pode estar por um fio e temos de torcer por ele. Mesmo quando, desenvolvendo um gigantesco caso de Síndrome de Estocolmo [se eu quisesse fazer uma chalaça chamar-lhe-ia Síndrome de Kattegat], Athelstan começa a “tornar-se” viking também. Inclusivamente participa numa batalha em que o pacato ex-monge se atira à chacina como antes se dedicava aos pergaminhos do mosteiro. Incoerente? Se Athelstan tivesse alguma inclinação pelas armas não teria escolhido uma ordem monástica de monges guerreiros? Talvez não, porque este seu novo “papel” na sociedade viking lhe garante a sobrevivência e, por último, a liberdade. Até aqui tudo consistente.
Mais tarde, Athelstan acompanha Ragnar a um saque na Inglaterra e por lá permanece, onde conhece o rei Ecbert. Começa logo aqui a inverosimilhança histórica. Acusado de ser um herege (devido à sua “conversão” ao modo de vida viking) a igreja decide crucificá-lo. Crucificá-lo, a um herege, como a Cristo, quando segundo a lenda até São Pedro pediu que o crucificassem de cabeça para baixo porque não merecia morrer como Ele?! Os criadores da história juram que encontraram pelo menos um relato de crucificação de um herege, e tendo em conta que era o século VIII e a informação não circulava muito bem, até acredito que um bando de energúmenos nunca tenha ouvido falar do caso de São Pedro (cuja morte não é contada na Bíblia) e tenha achado boa ideia crucificar um herege com a morte de Cristo. É possível. Improvável, mas possível.
Em Wessex, o rei Ecbert novamente coloca uma espécie de Síndrome de Estocolmo sobre a cabeça de Athelstan: salva-lhe a vida em troca de este traduzir pergaminhos romanos enquanto Athelstan mantiver o trabalho em segredo, uma vez que a igreja não aprovaria este interesse por literatura pagã. (Nem me parece que a ameaça fosse necessária porque o próprio Athelstan sabe os riscos que corre, mas vamos considerar que assim a série mantém o conflito aceso.) Athelstan está, portanto, nas suas sete quintas, a traduzir palavras dos filósofos e imperadores romanos.
Eis quando Ragnar aparece outra vez e lhe diz: “Quero que voltes”. E Athelstan volta só porque Ragnar pediu.
Oh Athelstan, que parvoíce foi essa?! Ragnar queria sacrificar-te aos deuses nórdicos, Athelstan! E tu trocas o trabalho histórico com os pergaminhos romanos por uma cultura de analfabetos?! Por uma vez na vida faço minhas as palavras do Floki, quando viu Athelstan de regresso a Kattegat: “Porque voltaste? Ninguém te quer aqui!” Nem mais! Athelstan, sei que não estavas muito bem em Wessex, e que vivias num mundo medieval e brutal, mas entre Wessex e Kattegat foi como saltar da frigideira para o lume. Não percebo e perdi todo o respeito por ti. Um homem como tu, aberto a novas culturas e não completamente avesso a pegar em armas, devia era ter fugido para a Península Ibérica sem olhar para trás. Foge, Athelstan, foge para a Moirama! Converte-te ao Islão (pelo menos têm o mesmo Deus), arranja um harém de odaliscas, treina o sabre, e verás o manancial de conhecimento que os Árabes guardavam nesse tempo e como apreciariam um monge que sabia falar latim, possivelmente grego, inglês (da época), francês (da época), e a língua viking. Athelstan, até te chamavam um figo! Em vez de fugires para onde te apreciem, vais de cavalo para burro de volta para a barbárie. Enfim, que dizer? És uma desilusão e não posso torcer por quem não torce por si próprio.
Até tenho a teoria de que secretamente o que Athelstan mais procurava era tornar-se mártir, o que explica também a sua fascinação pelo bilhete directo para o Valhalla oferecido pela cultura viking. Athelstan, como bom monge cristão, também quer um bilhete directo para o Céu.
Apesar de tudo, Athelstan continua a ser o personagem que mais me interessa. Foi extremamente divertido vê-lo alucinar, especialmente o diabo debaixo da cama. (Há muitos espectadores que detestam visões e alucinações, mas não me conto entre esses. Quanto mais visões e alucinações melhor.)


Floki
A minha antipatia por este personagem foi imediata, instintiva e visceral. Chamem-lhe elitismo, mas ver um gajo sanguinário apresentado com um visual de gótico drogado do início dos anos 80 não me caiu bem. Nem sequer foi a questão de que Floki me pareceu, desde a sua primeira aparição, como estando sempre em alta trip de cogumelos. Nem sequer a de parecer completamente alucinado mesmo sem cogumelos, isto é, maluquinho da cabeça. É mesmo a questão de ser sanguinário. Isto se calhar não me incomodava tanto se os outros vikings usassem maquilhagem semelhante, mas não usam (excepto os sacerdotes, mas Floki não é um sacerdote), e não percebo o que é que os criadores da série queriam com aquilo. Conquistar uma audiência gótica? A esta gótica conseguiram foi criar repulsa.
Por alguma razão que me ultrapassa, Floki tornou-se imediatamente um favorito do público (do público que se calhar nunca viu e delirou com o artigo original). Eu não gostei de ver imagética gótica misturada com violência (nada existe menos gótico do que a violência) e nada me tira daqui.
Considerações pessoais à parte, também neste personagem a bota não bate com a perdigota. Floki é apresentado como um pagão fanático e anti-cristão, o que soa estranhíssimo. Nunca foram os pagãos que tiveram problemas com os cristãos. Os pagãos adoravam vários deuses e conseguiam sempre admitir mais um. (Os Romanos, por exemplo, tinham uma estátua ao Deus Desconhecido.) Foram sempre os cristão a ter problemas com o panteão de deuses pagãos e a tentar impor o Único. Acredito que com o passar do tempo, e ao conhecer o fanatismo cristão, os pagãos tenham ganhado ódio aos cristãos (e com razão). Mas aqui bate o ponto. No início da série Floki não tinha tido contacto suficiente com a cultura cristã (e muito menos com o seu pior) para a odiar como a odeia. Este ódio fanático é inexplicável (o que é que ele tem contra o deus dos cristãos, afinal?), anacrónico (antes do tempo) e inversamente reflectido (são os cristãos que querem converter todos os pagãos, não ao contrário). O ódio religioso de Floki aparece sobretudo como motivo de conflito para a série, mas peca pela inexactidão histórica. Afinal a série era histórica ou nem por isso?


Lagertha
Quem é que não gosta de Lagertha? Lagertha é a boa mãe, a boa esposa, a boa soberana, a boa guerreira, a boa viking, e, não bastando, ainda é boa como o milho. Só é pena ser hipócrita.
Nota-se, principalmente na primeira temporada, uma tentativa dos criadores da série de tornarem mais simpática ao público moderno esta cultura bárbara de gente que matava, pilhava e violava. Lagertha é um grande exemplo desta tentativa, a personagem feminina forte,  independente e “sexualmente liberada” que forçosamente agrada às espectadoras do séc. XXI. Infelizmente, ao fazê-lo, os criadores criaram-lhe uma inevitável incoerência. Durante um saque, Lagertha chega a matar um dos seus próprios companheiros quando o apanha a tentar violar uma mulher saxã. O que só lhe fica bem. Mas qual é a verosimilhança de que Lagertha se importasse, se de facto participasse frequentemente em pilhagens e ataques? Ou Lagertha só se importa quando acontece à frente do seu nariz? Muito improvável, tudo isto. Ou Lagertha é hipócrita ou fecha os olhos quando não lhe convém ver. Mesmo admitindo que haveria entre os vikings mulheres guerreiras (facto não consensual na comunidade histórica) estas deveriam ser tão impiedosas como os homens (ou tal não seria a discussão no acampamento viking!). A existirem, estas mulheres deveriam estar habituadas a ver as vítimas como um “outro” não-humano, como presa (um pouco como se faz militarmente em que se usam os termos “alvo” e “danos colaterais” para não falar de pessoas). A posição de Lagertha contra a violação de outras mulheres, que a torna apelativa ao público, é ao mesmo tempo o que a torna hipócrita. A série bem quer, mas não consegue fazer milagres. E novamente não bate a bota com a perdigota.


Ragnar
Ragnar sofre das mesmas incoerências que apontei a Lagertha. Na tentativa de estabelecer um mínimo de empatia entre o protagonista e a audiência, Ragnar nunca é visto a cometer os actos piores a que os vikings se entregam. Quer sejam pilhagens, violações, torturas aos saxões indefesos, Ragnar mantém-se sempre à parte e bem longe dos pormenores mais sádicos e mesquinhos. No mundo real, os próprios companheiros o acusariam de se achar superior, mas na série tal afastamento nunca é colocado em questão. Por vezes, até parece bondade a mais. Lembro-me da cena em que se vê o bonzinho Ragnar a tentar esconder uma criancinha do barbarismo dos seus companheiros. Aqui, Ragnar está infectado da mesma hipocrisia que cega Lagertha. Enquanto salva a criancinha, não se preocupa que muito perto os pais da criancinha estão a ser chacinados e não se sabe se haverá mais alguém que tome conta dela num mundo em que ser órfão era dos piores destinos possíveis. Mas a cena funciona e até pensamos “que homem tão bom, tão ternurento!”. Só é pena ser um carniceiro.
Se durante os saques Ragnar é higienizado para consumo moderno, entre vikings não há qualquer escrúpulo em mostrá-lo como é de facto.
Qualquer vestígio de simpatia que o personagem me tivesse conseguido conquistar foi-se com o enredo envolvendo o seu inimigo Jarl Borg. Nem sequer foi a execução pornograficamente brutal, foi a falta de palavra. Ragnar convida o seu inimigo a sua casa prometendo-lhe tréguas. De boa fé, Borg aceita. Na calada da noite, Ragnar vai buscá-lo à cama, na presença da sua mulher grávida, e prende-o até ao dia em que decide executá-lo. Ora, Borg não é nenhum santinho, mas a má-fé e a desonestidade de assassinar um convidado debaixo do tecto do anfitrião não me podia cair pior. Pode ser a minha matriz ocidental judaico-cristã e pós-Romântica, mas tudo isto me pareceu desonestidade, cobardia e estupidez.
Mesmo esquecendo a minha cultura e tentando compreender a deles, continua a não fazer sentido. Se os golpes baixos eram tão comuns e tão socialmente aceites, Jarl Borg teria sabido disto e não teria aceitado o convite-armadilha de tão boa-fé. O facto de que aceitou (não sendo um anjinho nem um idiota) prova que este tipo de armadilhas não era comum. Ou era, e foi mostrado como se não fosse, o que em termos narrativos ainda é pior. (Novamente, a bota não bate com a perdigota.)
Mas voltando a Ragnar. Ao fazer isto, o personagem mostra não ter palavra (mau, muito mau!), e mostra cobardia (péssimo num líder viking, e ainda por cima injusto para o personagem, porque Ragnar consegue o seu título de Jarl precisamente num duelo corpo-a-corpo com o Jarl da altura e basta olhar para o físico dele para termos a certeza de que também dava cabo do Borg da mesma maneira), e mostra estupidez (vamos admitir que Ragnar quer ser maquiavélico: melhor do que assassinar um inimigo dentro de casa é mandá-lo matar na viagem, sem dar aspecto de mau anfitrião e de homem sem palavra, e sem sujar as mãos). Mas acho que era mesmo isto que os criadores da série queriam: mãos sujas, sangue a jorros, choque e porno-tortura. Não importa que o personagem pareça incoerente, mentiroso, desleal, cobarde e não muito inteligente. Na minha opinião, Ragnar até não merecia isto. Carniceiro sim, mas tudo o resto não.
Outra das falhas da série, na minha perspectiva, foi nunca terem explicado para que é que os vikings querem o ouro roubado. Ragnar diz, logo no primeiro episódio, que não adianta continuar a pilhar as terras a leste porque “são tão pobres como nós”. É esta a motivação que o impele a dirigir-se para oeste, de onde se ouve falar de tesouros fabulosos. Numa altura em que o dinheiro é praticamente inexistente, isto leva-nos a pensar que o saque tem de ser comerciado com alguém. Infelizmente, nunca vemos este comércio. Na minha opinião, seria mais interessante e educativo do que mais uma cena de porno-tortura.

Concluindo, esta é uma série que vejo por interesse mórbido, e para poder vir para aqui dizer mal. Não há uma única personagem com quem me consiga identificar minimamente (até o Bjorn, enquanto puto, se mostrava tão sanguinário como o pai) e por mim podiam bem morrer todos que o mundo até ficava melhor. Como não tenho por quem torcer, estou a torcer contra todos. Se calhar também sou uma grande sádica.

Uma última nota para os penteados: com aquelas rastas e aquelas tranças, a maioria dos personagens parece preparado para ir ao Festival Sudoeste. Excepto o Floki, que está sempre pronto para o Entremuralhas. Visualmente muito giro; historiamente delirante.

Mas falando de música, a música é boa. Adoro a canção “If I had a heart” dos Fever Ray e os temas folk dos Wardruna. Aconselho toda a gente a dar-lhes um ouvidela mesmo que não vejam a série.

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7 Comentários:

Blogger katrina a gotika disse...

Entretanto, já vi mais do que as duas primeiras temporadas.

Tinha toda a razão em relação ao Athelstan, devia ter fugido para a Moirama.
Os meus instintos viscerais continuam a não me deixar mal. Floki ainda é pior do que eu pensava.
Continua a porno-tortura sem sentido.

Irei fazendo updates aqui nos comentários se a minha opinião se alterar.

10/5/18 05:04  
Blogger Ligeia Noire disse...

Vi o primero episódio porque me ofereceram a prineira temporafa em dvd e gostei tanto,que o dito está a servir de calço neste momento. Pela tua crítica,só fizbem... tal como na guerra dos tronos,os guionistas, realizadores,estão mais interessados em ver quem vai mais longe e em instilar o desejo no espectador de voyeurismo sádico,do que em criar personagens e histórias coerentes com a época e a nossa inteligência. Achei os actores péssimos. Recomendo-te Mindhunter,apenas a primeira temporada de True crime e Man in the high castle. Leio-te há anos para tomar a liberdade de achar que essas duas series e meia te vão agradar. A sério, dá-lhes uma vista de olhos.

10/5/18 13:31  
Blogger Ligeia Noire disse...

Vi o primero episódio porque me ofereceram a prineira temporafa em dvd e gostei tanto,que o dito está a servir de calço neste momento. Pela tua crítica,só fizbem... tal como na guerra dos tronos,os guionistas, realizadores,estão mais interessados em ver quem vai mais longe e em instilar o desejo no espectador de voyeurismo sádico,do que em criar personagens e histórias coerentes com a época e a nossa inteligência. Achei os actores péssimos. Recomendo-te Mindhunter,apenas a primeira temporada de True crime e Man in the high castle. Leio-te há anos para tomar a liberdade de achar que essas duas series e meia te vão agradar. A sério, dá-lhes uma vista de olhos.

10/5/18 13:33  
Blogger katrina a gotika disse...

Há definitivamente um campeonato de porno-tortura a decorrer no mundo das séries. Quem conseguir a cena mais chocante ganha. Acho que a cena da morte da princesa Shereen (?) na Guerra dos Tronos já ganhou a taça. Podiam parar agora. :D
Vou estar atenta às tuas sugestões.

12/5/18 05:51  
Blogger katrina a gotika disse...

Estou a gostar dos "franceses". Pelo menos são pessoas normais.
Aquele conde Odo é alguém por quem torcer. Certo que quer casar com uma princesa que tem idade para ser filha dele, mas na altura os casamentos sem amor e entre pessoas com grande diferença de idades eram muito comuns. Até estou admirada, sendo a série que é, que não tenham posto o conde Odo a violar a princesa.
Vikings, estão a perder uma excelente oportunidade para mais cenas chocantes e gratuitas! Vejam lá isso! Afinal, há uma reputação a manter.

22/5/18 05:44  
Blogger katrina a gotika disse...

^^ O último parágrafo era irónico.

22/5/18 05:45  
Blogger katrina a gotika disse...

É claro que tinham de estragar. O conde Odo é um pervertido S&M que gosta de chicotear mulheres. Bem, do mal o menos, só o faz com consentimento.
Mas é claro que a série não podia ter um personagem normal por quem torcer. E é claro que tinha de ser uma perversão sexual qualquer. Eu quase adivinhei no comentário anterior. *suspiro*

26/5/18 08:37  

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