Conheço este filme desde que saiu mas penso que nunca tinha visto.
"Indochine" é a história da dona de uma plantação de borracha nos últimos anos da ocupação francesa da Indochina, e também é uma história de amor. Éliane adoptou a pequena Camille, nativa de família rica, a quem acaba por perder para uma paixão condenada.
Segundo a sua cultura, Camille está prometida em casamento desde criança, mas Éliane não pretende obrigá-la à tradição. Uma mulher da família de Camille diz mais ou menos isto, quase de forma premonitória: "Nunca vamos perceber os franceses com os seus amores cheios de paixão, loucura, emoção. Aqui casam-se os jovens e acabou-se." Educada como francesa, Camille atira-se de cabeça para um amor de perdição com um oficial francês. Numa situação de conflito entre os comunistas e os colonos, Camille comete um homicídio e torna-se foragida, mas Éliane nunca deixa de a procurar. É esta a história de amor. É claro que "Indochine" é toda uma metáfora sobre a colonização francesa.
Gostei da maneira como o filme nos mostra as atrocidades do conflito de forma distante, como pano de fundo, sem cair na tentação fácil de chocar. O enredo centra-se sempre nos personagens e, admito, o final surpreendeu-me.
"Indochine" é um grande filme, talvez um bocadinho datado, que recomendo vivamente.
17 em 20

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