Mostrar mensagens com a etiqueta O Último Destino. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Último Destino. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

Final Destination 5 / O Último Destino 5 (2011)

Confesso que sou fã desta saga, nem que seja pela metáfora: no fim, a morte chega para todos, com ou sem premonições. Ver estes filmes ajuda a pôr as coisas em perspectiva em apenas 90 minutos.
Penso que perdi o quarto filme, mas vamos lá ao quinto. Desta vez a premonição é sobre a queda de uma ponte. Como sempre, algumas pessoas são salvas devido ao visionário que as arranca dali. Parece uma sorte mas depressa estas pessoas começam a morrer em acidentes absurdos e horripilantes pela ordem em que foram salvas.
Como perdi o quarto filme, não sei se esta ideia foi introduzida nesta sequela ou nas anteriores: é dito aos sobreviventes que para “enganarem” a Morte têm de matar alguém que “morra por eles” de modo a restabelecer o equilíbrio. Um dos sobreviventes está disposto a tudo para escapar, inclusive o homicídio. Mas a Morte, afinal, não se deixa enganar.
Teria preferido que as mortes fossem mais realistas. Quanto mais absurdas menos impacto têm, na minha opinião, e transformam a tensão em paródia. Como a ginasta. Ninguém morre assim, muito menos uma ginasta habituada a cair “bem” quando há problemas nos aparelhos de ginástica. Bastava ter caído “mal” e partido o pescoço, por exemplo, não era preciso aquela monstruosidade toda. Mais realismo e teria sido muito melhor.
Como já vamos no quinto filme e não quero revelar spoilers, ficamos por aqui.
No final tentaram fazer uma coisa engraçada com o primeiro filme. O que até resulta, se alguém ainda se lembrar do primeiro filme. Alguém se lembra?

13 em 20

 

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Final Destination 2 / O Último Destino 2 (2003)


Não é todos os dias que podemos dizer que uma sequela é melhor do que o original. É precisamente o caso com O Último Destino 2. Neste, já não encontramos as falhas de lógica que prejudicaram o primeiro filme. Tudo é surpreendente e faz sentido. Mas conseguirão enganar a morte?
Nesta sequela, uma jovem tem a visão de um sangrento choque em cadeia. Petrificada, já não consegue prosseguir viagem, e assiste ao concretizar da sua visão: acidente na estrada, mortos e feridos. A primeira surpresa acontece logo com os amigos que a acompanham no carro. Julgamos que vão ser eles a ser perseguidos pela Morte quando subitamente um camião os cilindra a todos ainda no local do acidente. (Eu não esperava isto, confesso). Chega-se depois à conclusão de que desta vez a Morte está a corrigir o seu desígnio em ordem contrária: do último que devia morrer ao primeiro. O que torna a jovem da visão a última vítima.
Desta vez aparece também o cangalheiro sinistro, mas pelo menos já nos dizem que ele “sabe muito destas coisas”. Isto torna-o mais do que um cangalheiro e o personagem faz mais sentido do que fazia no primeiro filme.
O Último Destino 2 vê-se muito melhor do que o original. Se calhar ajuda a interpretação de A.J. Cook (que conhecemos de “Mentes Criminosas”, aqui tão nova e rechonchuda, no bom sentido, que me custou reconhecê-la). As mortes continuam a ser rebuscadas, mas não tão delirantes, o que só reforça a credibilidade.


Apesar de achar que este filme é melhor do que o primeiro, acabo por dar-lhe a mesma nota porque o princípio da série sempre tinha o ponto da originalidade.

14 em 20

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Final Destination / O Último Destino (2000)

 

(crítica ao primeiro filme da série “Final Destination”)

Este filme podia ter sido muito melhor do que é. Tendo em conta o género, a princípio quase nos convence de que vai ser um filme de qualidade. Mas depois começa o disparate.
Um jovem em viagem de finalistas tem um sonho/visão em que o avião em que vai viajar se vai despenhar. Já dentro do avião, entra em pânico, gera-se uma comoção, e a tripulação acaba por expulsar toda a gente que está de pé nesse momento. O avião descola e explode em minutos. A seguir ao desastre, a professora e alunos que foram expulsos do avião começam a morrer, um a um, em acidentes bizarros.
A sequência do desastre do avião é aterradora. Só por ela já vale a pena ver o filme. (Mas previno que pode fazer muita gente pensar duas vezes antes de entrar novamente num avião.)
A seguir à tragédia, o filme é sério e sóbrio. Os personagens reagem como pessoas normais nestas circunstâncias. Começamos a ficar convencidos de que estamos a ver um filme que nos vai marcar para sempre. E lá potencial ele tem.
A primeira morte está muito bem feita. Até nos fazem acreditar, durante longos segundos, que o personagem tem alguma hipótese de se safar.
E depois começa o disparate. O tal jovem das visões sabe da morte do amigo e deduz, sem mais nem ontem, que se ele morreu todos os que escaparam ao acidente de avião vão morrer também. Não há qualquer lógica a substanciar esta conclusão. Não há sequer ninguém que conteste que pode ter sido apenas uma coincidência. O filme tem tanta pressa em chegar lá que toma um atalho desnecessário e evitável. Bastava que só se começasse a desconfiar que não era coincidência à segunda morte. Assim já fazia sentido. (Curiosamente, já vi “O Último Destino” 2 e 3 e em ambas as sequelas esta questão foi tratada com a lógica devida. Só começaram a suspeitar que eram “perseguidos” quando tal se tornou óbvio.) Infelizmente, é aqui que o filme começa a derrapar. E nunca mais pára.
O tal jovem e outra sobrevivente decidem entrar na morgue à socapa, porque ele quer ver  corpo do amigo para perceber se podia ter “antevisto” o perigo. Ora, isto é gente de 17 ou 18 anos, não são miúdos da primária. Já deviam ter tino para não andarem a arrombar morgues se, afinal, até podiam ver o corpo durante o funeral. Mas a este arrombamento idiota segue-se uma cena ainda mais idiota, em que aparece um sinistro cangalheiro a avisá-los de que “a Morte tem um desígnio”. Eles enganaram esse desígnio por acaso mas a Morte não os vai deixar escapar. As palavras e o comportamento do cangalheiro são tão estranhos que ficamos a pensar que esta é uma qualquer figura sobrenatural ligada à “maldição”, ou até a própria Morte. Se calhar era isso que o argumentista queria explicar mais tarde, mas não houve tempo no filme (?) e o cangalheiro aparece ali como uma personagem absurda. Nunca mais o vemos.
A seguir, uma série de mortes, cada uma mais rebuscada e implausível do que a outra. Admito que são imaginativas, mas tão delirantes que nos lembram de que afinal é só um filme. E ao lembrarem-nos de que é só um filme arrancam-nos dele, onde nos tinham conseguido submergir com o bom início. Nunca mais conseguimos levar o filme a sério. O que é pena, porque a ideia é boa e tinha potencial para meter medo.
Mas depois pensei melhor e cheguei à conclusão de que foi feito assim de propósito. Este é um daqueles filmes a que chamam essa coisa odiosa de “filmes para adolescentes”, como se os adolescente não fossem capazes de apreciar um filme sério e sombrio. Para não assustar muito os “meninos”, o filme torna-se disparatado para os tranquilizar de que nada daquilo é realidade.
Confesso que até achei estranho que um filme deste tipo tenha posto os personagens a trocar diálogos existenciais sobre a brevidade da vida e a inevitabilidade da morte. Tudo muito levezinho, mas as questões filosóficas não deixam de ser abordadas. Um ponto extra por isso.
O final é fraquinho. Seis meses depois de tudo acalmar, a Morte volta ao ataque. O próprio filme admite que deixou pontas soltas que não chegou a explicar, mas a maior de todas é esta: o que andou a fazer a Morte durante seis meses? Foi de férias?
Ressalvo, no entanto, que este não era o fim original. Antes deste, tentaram fazer não apenas um mas dois finais que foram rejeitados pela público-teste por serem demasiado pesados. Este final não era o que os criadores do filme tinham em mente. Foi o final que “passou” nos testes de audiência. Melhor que o filme tivesse acabado cinco minutos mais cedo.

Em suma, se Final Destination tivesse mantido o tom sério do início e se as mortes não desafiassem a credibilidade, este podia ter sido um excelente filme. Mesmo assim recomendo a todos os apreciadores de terror, nem que seja pelo conceito e pelas influências futuras no género. Quem ainda não viu pode contar com uma hora e quarenta minutos de entretenimento.
E sempre tiramos do filme esta pérola de sabedoria prática: beber vodka de uma caneca é muito perigoso. Pela garrafa é que é.


Curiosidade: Já no fim do filme, quando os protagonistas estão em Paris, vê-se em background um cantor de rua. Este ilustre desconhecido, que nem sequer é mencionado nos créditos, é nem mais nem menos do que Alessandro Juliani, o bem conhecido Tenente Felix Gaeta de Battlestar Galactica.


14 em 20