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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Dar rosto a uma personagem com Inteligência Artificial - Reena, em "Lethes"

Original in Excertos 

Um amigo começou a brincar com isto e eu fiquei tentada. O meu primeiro impulso foi dar rosto à personagem principal da série iniciada com "Nepenthos", Reena. As seguintes criações em Inteligência Artificial já são baseadas no livro "Lethes", mas a prompt foi feita de propósito para este fim e não corresponde a nenhuma cena em particular.
Como escritora, algo que me intriga muito é a imagem que os leitores fazem de uma personagem. O género literário implica uma descrição básica das características físicas e do tipo de roupa que a personagem usa, mas, tirando isso, nunca gostei de fornecer demasiados pormenores porque prefiro que o leitor crie uma imagem na sua mente, imagem essa que pode variar de acordo com a imaginação e a preferência, e é muito bom que assim seja.
Obviamente, eu também tenho uma imagem da personagem na minha cabeça. Foi um exercício muito interessante submeter essa imagem a diferentes modelos de IA e ver os resultados. Para variar, não vou precisar de descrever a personagem em palavras, basta olhar para as semelhanças entre os resultados para fazer uma ideia geral e até para adivinhar o que foi pedido na prompt.
Trabalhei com modelos de IA em versão gratuita ou Free Trial, que não permitem editar nem melhorar. Uma vez que gastei todos os poucos créditos oferecidos nas versões Free Trial, não posso fazer isto para mais personagens.
O mais importante, contudo, é que usei sempre a mesma prompt para poder comparar os resultados. Quase todos os modelos acertaram nas características principais, mas algumas versões não respeitaram inteiramente a prompt. Saliento que são versões Free Trial, não imagino o que as versões pagas conseguem fazer.

Higgsfield
Este foi o modelo que se aproximou mais da imagem na minha cabeça, nomeadamente a expressão facial descrita na prompt. Digamos que esta é uma Reena com um penteado dos anos 80 e alguns traços asiáticos, mas a expressão de inquietude está lá.

Fiquei muito impressionada por este modelo ter português perfeito de Portugal. Esta personagem é demasiado confiante para ser Reena, mas pelo menos fala em português. A animação da imagem é que não está muito bem feita mas, recordo, a versão Trial não permite melhorar.

Canva
O Canva não permite criar vídeos gratuitamente mas as imagens não são más. No entanto, nenhuma das imagens conseguiu interpretar a prompt.

Demasiado tranquila.

Esta é uma mistura de Wednesday com Katherine dos "Diários do Vampiro".

Esta é interessante, porque os traços faciais da personagem parecem antes Felicia, irmã de Reena (o que é natural, afinal são parecidas, só faltam os olhos azuis e o cabelo negro), mas deve ter sido coincidência.

OpenArt
Gostei muito dos resultados do OpenArt, mas não respeitam a prompt.
Aqui, Reena é loura.

Aqui, ignoraram completamente a expressão melancólica que a personagem devia ter segundo a prompt. Também não têm português, mas o resultado é este em inglês: 

Acho que o OpenArt é um modelo extraordinário se eles tiverem o que a promt pede. 

Creatify 

 
Adoro o realismo. A personagem aqui representada daria uma boa Etha, outra personagem de "Lethes" e da série "Nepenthos" em geral, mas não é assim que eu imagino Reena. Por outro lado, os leitores estão à vontade para imaginarem o que quiserem.

Pollo

Tal como disse para o OpenArt, o resultado é muito bom se o modelo de IA tiver o que se pretende, o que não é o caso.

HeyGen
Este modelo tem potencial e tem português de Portugal, mas Reena tem um livro em cada mão e funde os dois livros num só. Isto é muito engraçado e típico da Inteligência Artificial, mas não respeitou a prompt. A personagem tem olhos azuis em vez de castanhos, e, apesar de expressiva e realista, está demasiado entusiasmada. Mais um resultado que pode ser bom se o modelo de IA tiver o que a prompt pede. 

ChatGPT
Também não permite criar vídeos gratuitamente. Penso que o ChatGPT quis criar uma imagem mais clássica, quase como se fosse um retrato de Leonardo Da Vinci. É bonito, mas não é o que se pretende.

Gemini
Também não permite criar vídeos gratuitamente, mas colocou a legenda em português, em letra medieval, sem que eu lhe pedisse. E, a partir da mesma prompt que usei em todos, também capturou a expressão de inquietude da personagem. Numa comparação ChatGPT vs Gemini, diria mesmo que o Gemini compreendeu que a prompt se destinava a um imaginário de Fantasia literária e que o ChatGPT quis fazer uma coisa num contexto mais histórico. 
Para mim, e neste caso em particular, o Gemini ganhou.

Nenhuma destas representações da personagem Reena corresponde à minha imagem dela na minha cabeça, o que é normal, uma vez que a Inteligência Artificial (ainda) não lê pensamentos, mas podiam ser as representações que os leitores fazem da personagem. Foi muito interessante ver várias interpretações das mesmíssimas palavras. 
Acho mesmo que a única maneira de mostrar a Reena que existe na minha cabeça seria desenhá-la ou pintá-la, se eu tivesse talento para isso, mas como não tenho vou ficar pela escrita que é melhor.

 

sábado, 21 de junho de 2025

“Lethes”, novo livro de D. D. Maio – PUBLICADO!


“Lethes”, um livro de D. D. Maio, encontra-se disponível em papel e ebook (formato epub).

Link: www.bubok.pt/livros/268378/lethes

Sinopse

Reena dá o último passo em direcção ao abismo. Etha faria tudo para conseguir segui-la, se lhe fosse permitido. Duas mulheres tão opostas, ambas anseiam por beber das águas do esquecimento.

Mil anos antes
Um rapaz órfão cria três águias que salvou de um penhasco. Alvo de admiração pelo feito improvável, a sua lenda não termina aqui. Já homem maduro e mercador experiente, decide expandir o comércio às tribos bravias a norte do Antigo Império. Todos o consideram insensato mas nada demove a ambição de quem escalou falésias. Em terras pagãs, conhece uma jovem sacerdotisa caída em desgraça. O novo reino que emerge dos escombros do passado nunca mais será igual.


“Lethes”, um drama em Low Fantasy com grande componente sobrenatural, continua a série iniciada em "Nepenthos", "Miasma", "Solstício" e "Elysion".

LETHES
© 2025 D. D. Maio
Formato papel: 150 x 210 mm
Nº de páginas: 244
Bubok, print on demand
*
Formato ebook em epub

 Disponível em www.bubok.pt
www.bubok.pt/livros/268378/lethes


Contacto: d.d.maio.email@gmail.com
Página: ddmaio.blogspot.com


A autora agradece desde já toda a divulgação, resenhas/reviews e avaliações no Goodreads.
www.goodreads.com/author/show/19718238.D_D_Maio


segunda-feira, 2 de junho de 2025

“Lethes”, novo livro de D. D. Maio – BREVEMENTE!

LETHES
Sinopse

Reena dá o último passo em direcção ao abismo. Etha faria tudo para conseguir segui-la, se lhe fosse permitido. Duas mulheres tão opostas, ambas anseiam por beber das águas do esquecimento.

Mil anos antes

Um rapaz órfão cria três águias que salvou de um penhasco. Alvo de admiração pelo feito improvável, a sua lenda não termina aqui. Já homem maduro e mercador experiente, decide expandir o comércio às tribos bravias a norte do Antigo Império. Todos o consideram insensato mas nada demove a ambição de quem escalou falésias. Em terras pagãs, conhece uma jovem sacerdotisa caída em desgraça. O novo reino que emerge dos escombros do passado nunca mais será igual.

“Lethes”, um drama em Low Fantasy com grande componente sobrenatural, continua a série iniciada em "Nepenthos", "Miasma", "Solstício" e "Elysion".

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Crítica ao livro "Nepenthos", de D. D. Maio - por Calhariz (Goodreads)

Directamente do Goodreads:

Já li quase todos os livros deste universo, menos “Vanda”. Quando acabei o “Elysion” senti que não queria abandonar os personagens e este universo, que era altura para reler “Nepenthos”. Que leitura. Uma história intensa com personagens variados, reais e palpáveis, além de reviravoltas e surpresas. O que mais me impressionou foram as personagens e a densidade da psicologia delas. O sofrimento psicológico retratado é real, existe, mesmo que as pessoas nem sempre se dêem a conhecer. Andam por aí muitas pessoas como a Reena, Nannaka, Rurik ou Eric por exemplo. Recomendo fortemente.

Toda a informação AQUI


terça-feira, 21 de junho de 2022

“Vanda”, novo livro de D. D. Maio – PUBLICADO!

“Vanda”, um livro de D. D. Maio, encontra-se disponível em papel e ebook (formato epub).

Link: www.bubok.pt/livros/267076/Vanda

Sinopse

Vanda é uma jovem inocente quando a guerra lhe bate à porta. Ainda é verão, mas a escuridão aproxima-se. O mundo simples e protegido que conhece já começa a fugir-lhe de debaixo dos pés. Muito em breve, Vanda terá de perceber até que ponto está disposta a transformar-se no seu oposto se quiser sobreviver à viagem tortuosa que a espera.


“Vanda” é um drama romântico em Low Fantasy. O enredo contém elementos de erotismo e violação explícita que podem ferir a susceptibilidade de alguns leitores.
Da mesma série iniciada em “Nepenthos”, a acção de “Vanda” passa-se depois de “Nepenthos”, “Miasma”, “Solstício” e “Elysion”, mas a história pode ser lida como livro autónomo.

VANDA
© 2022 D. D. Maio
Formato papel: 150 x 210 mm
Nº de páginas: 220
ISBN: 978-84-685-6639-9
Bubok, print on demand
*
Formato ebook em epub
ISBN: 978-84-685-6640-5
Disponível em www.bubok.pt


www.bubok.pt/livros/267076/Vanda


Contacto: d.d.maio.email@gmail.com
Página: ddmaio.blogspot.com


A autora agradece desde já toda a divulgação, resenhas/reviews e avaliações no Goodreads.
www.goodreads.com/author/show/19718238.D_D_Maio

 


sexta-feira, 5 de março de 2021

BETA READERS para “Elysion”: Low Fantasy, Drama, Romântico, Filosófico

Chegámos ao momento trepidante em que “Elysion” está pronto para beta reading.
“Elysion” é o novo livro de D. D. Maio. A história passa-se a seguir a “Nepenthos”, “Miasma” e “Solstício”. Não é necessário ter lido estes títulos para acompanhar “Elysion”, embora o contacto prévio com a série iniciada em “Nepentos” torne a leitura mais satisfatória.


SINOPSE (provisória, por agora, bem como a capa que ilustra o post)

Quanto tempo pode durar a felicidade? Ainda é verão, paraíso breve. Reena e o imperador encontram-se no jardim do novo palácio para debaterem filosofia. Depressa a conversa se volta para o passado. Eric, o imperador, sempre pensou que tinha travado uma guerra para sobreviver. Na verdade, o que queria era despeitar o seu pai.
Reena só queria ser uma rapariga como as outras.
Axel só queria ser alguém.
Camilla e Alexander queriam o que não podiam ter.
Gherrard e Sunya já tinham tudo o que queriam.
Hildegaard, sem nada querer, conseguiu esvaziar a sua vida.
Rosa só desejava um lar onde pertencer.
Rurik queria de volta o lar que perdera.
Kelma queria escapar para lá do seu horizonte.
Selma queria poder.
Elena queria vingança.

§


O original tem 203 mil palavras. Para beta reading, sugiro começar pelas primeiras 13.500, e logo se vê como decorre o processo. Aceito todas as opiniões, críticas e comentários, e, sabem os que já me conhecem, não protesto.
Como autora, estou disponível para reciprocar o beta reading com outros autores.
Não costumo apontar deadlines, mas ainda tenho esperança de publicar esta história em Junho. Muito vai depender da disponibilidade e rapidez dos queridos beta readers que aceitarem o desafio.
Os beta readers mais dedicados serão mencionados nos agradecimentos do livro, se assim o desejarem.

O que faz um beta reader?
O beta reading ainda é pouco conhecido entre nós. Muitas pessoas me têm perguntado o que faz exactamente um beta reader. De modo muito simples, um beta reader lê o manuscrito antes de este ser publicado e aponta tudo aquilo que escapou ao autor: desde gralhas insignificantes a plot holes do tamanho de crateras. Das opiniões, comentários e elogios dos beta readers, o autor fica com uma percepção exterior de como o seu trabalho está a ser recebido que o vai ajudar a melhorar o manuscrito e a escrita futura. Quanto maior a honestidade dos comentários, mais estes ajudam.
O autor tem de ter a maturidade de aceitar e agradecer as opiniões (concorde ou não com elas), mas por outro lado os comentários devem ser construtivos. São estes os mais úteis. Pessoalmente, todos os comentários me têm sido úteis, até aqueles mais difíceis de “decifrar”. Um bom beta reader vale o seu peso em ouro.
Para um autor, o beta reading é simplesmente a melhor maneira de evoluir. E não me refiro apenas aos “iniciantes”. Todos os escritores consagrados (mas mesmo todos) têm beta readers e/ou editores que fazem esse papel. Fazer beta reading a outro autor tem a grande vantagem de permitir comparar a escrita que se está a analisar com o próprio trabalho e reconhecer os erros naquilo que não funciona (ou, melhor ainda, descobrir como evitá-los).
Para um leitor, e aqui falo como beta reader que sou também, os proveitos são óbvios. Graças ao beta reading já li vários livros excelentes que não teria conhecido de outra maneira (e de borla, não considerando o “pagamento” em trabalho da minha parte, porque o beta reading dá trabalho e leva tempo). Sempre que tenho disponibilidade e o género me é agradável, ofereço-me.
 
Os interessados podem contactar-me directamente através do email d.d.maio.email@gmail.com, ou deixar o vosso email em comentários para receberem as páginas iniciais do manuscrito.
Até breve!

terça-feira, 10 de novembro de 2020

O método resulta! – como nasceu “Nepenthos”

“The method works!” é uma faixa da banda sonora do filme “O Perfume, história de um assassino”. Aconselho vivamente, tanto a banda sonora como o filme como o livro homónimo de Patrick Süskind. “The method works!” é um tema ao mesmo tempo sinistro e empolgante, o tema em que o protagonista descobre como preservar o perfume das suas vítimas.
Mas este post não é sobre nada disto, excepto que também fala sobre o momento eureka que um criador sente quando descobre o método que funciona.
Começou com uma troca de ideias sobre métodos de escrita com a autora Patrícia Morais, que usa o método do planning. E depois a conversa foi por ali fora.


O conceber de um livro
Vou também revelar o meu método, ou pelo menos tentar. Já conhecia o método de planning, mas, honestamente, só de olhar para ele me dá arrepios. Isto não quer dizer que eu seja desorganizada, embora a alguém de fora pareça irracional e caótico. Mas até não. Eu gosto de chamar ao meu método de escrita “apaixonado”. Pode não parecer mas sou uma pessoa muito apaixonada. Sem paixão não consigo fazer grande coisa, em todas as áreas da minha vida.
Como é que isto se aplica à minha escrita? Também só consigo escrever uma história que me apaixone. Às vezes tenho ideias que nunca chego a desenvolver porque falta ali o “clic”, a química, a necessidade de escrever para contar a história.
Começo por ver a história na minha cabeça como se fosse um filme. Ou melhor, uma série de episódios. Começa com uma pequena cena, depois vou vendo mais cenas, como quem está a ver uma série, e deixo que a história toda chegue até mim. Nunca escrevo nada sem saber o fim. Acho que nem sequer um post do blog eu escrevo sem saber o fim. Se calhar é este o meu grande “segredo”.
Por falar em segredo, enquanto estou a conceber a história esta é um segredo só meu. Acho que é isto a que alguns escritores chamam “dar à luz” um livro. Quando chega a um certo ponto de maturação, a história tem de nascer. Pode ser um parto fácil ou pode demorar dez anos. Algumas cenas até podem ser concebidas, como embriões, mas perdem-se pelo caminho sem que se tornem histórias. Prefiro que fiquem em segredo.
Só falo nas histórias quando elas já estão escritas. Até lá, são o meu prazer secreto, o visionamento do “filme” em exclusivo só para mim, em que começo a conhecer os personagens, a ver os cenários, a sentir o ambiente, a ouvi-los falar. Escrever é pôr tudo isto no papel, quando já vi o filme todo e gostei. Às vezes tenho a sensação de que as histórias me são transmitidas e me aparecem na cabeça. Charles Dickens também dizia isto.
Pode demorar meses ou anos. “Nepenthos”, ou melhor, a história de Reena, na suas versões mais antigas, foi algo que eu comecei a inventar (ou a “ver”, prefiro assim) desde os doze anos. À medida que eu ia crescendo as primeiras versões do filme já não me agradavam, mas a ideia continuava lá, em semente, à espera de ter terreno fértil onde se desenvolver. Esse “terreno fértil” só chegou com a maturidade.
Mesmo assim, apesar deste método demorado, escrevi o primeiro draft em três meses. Trezentas mil palavras, o que dá uma média de cem mil palavras por mês. E já lá estava tudinho, até estavam coisas a mais que tive de cortar…
Na altura eu não sabia nada de técnicas de escrita. Ia pelo instinto. A história estava muito mais contada do que mostrada. Passei nove anos a corrigir, e a ler sobre escrita (em inglês) e a aprender com as dicas que encontrava. Fiz o percurso ao contrário: primeiro escrevi, depois é que fui aprender porque não estava satisfeita com o draft e não sabia como resolver. Andei doida à procura de beta readers. Encontrei alguns, poucos mas bons.
Agora já consigo escrever um primeiro draft muito mais limpo e apresentável, mas também demora mais tempo. Mas o método de escrita, quando me sento para escrever, não se alterou. Quando começo, nada me faz parar. Desapareço durante meses, ponho tudo em stand by, não falo com ninguém. É como viver uma paixão, tal e qual, entre mim e a história. Só nós duas, em segredo. Desta paixão resulta o tal nascimento, que é o livro.
Só depois é que partilho o meu “bebé” com os outros. Com os beta readers, primeiro, e só muito mais tarde, depois de muitas revisões, quando o meu trabalho está completo e não consigo melhorar mais, com o público. Não chega ao público sem um trabalho que demora sempre anos. Mas não espero que um leitor entenda isto.
O que eu tenho em comum com o planning, embora eu nunca pense nisto racionalmente quando estou a ver o “filme”, é o personagem começar num ponto A e acabar num ponto B. É como se eu visse a primeira cena, e me contassem como vai ser o fim, e eu fizesse a pergunta: o que é que lhe acontece para ele chegar do ponto A ao ponto B? E então começam-me a ser transmitidos mais “episódios” que eu vou vendo, como numa série de televisão, como se eu não tivesse influência no enredo e fosse apenas uma espectadora. Quando gosto muito do “filme” tenho de o escrever e partilhar, porque o filme não se encontra em mais lado nenhum senão na minha cabeça. Posso demorar muito tempo a começar a escrever (ou não), mas quando começo é para escrever tudo de uma vez e até ao fim.
Sem ser uma planner, também não estou a improvisar. Está tudo organizado, no tal filme que vi na minha cabeça. O complicado é escrever o filme em palavras. Imagina o teu filme preferido. Imagina que o viste numa realidade paralela. Imagina que gostaste tanto do filme que tens de o partilhar com a nossa realidade nem que seja a última coisa que fazes na vida, mesmo que não saibas se alguém mais vai gostar tanto como tu. É assim que funciona para mim.
Eu “culpo” por este método duas coisas:
1, sou filha única. Não sei o que é a experiência de ter irmãos, mas todos os filhos únicos sabem que tinham de arranjar coisas com que se entreter sozinhos. Se calhar foi assim que comecei a ver os “filmes”, para me entreter. Ainda hoje arranjo desculpas para ficar sozinha e abstraída e ligar a minha “televisão mental” para ver os filmes “exclusivos”, feitos de propósito para o meu gosto pessoal. Dito assim, até pode parecer que eu tinha vontade era de fazer filmes em vez de escrever livros, mas não. Ao contrário dos filmes, os livros permitem entrar dentro da mente dos personagens e contar as coisas que os filmes não conseguem mostrar.
2, sou da geração em que a televisão era a nossa baby sitter. Punham-nos em frente à televisão e nós ficávamos ali entretidos o dia todo, a ver tudo, a absorver tudo, até coisas que não eram para a nossa idade mas que naquela altura passavam sem preocupações a qualquer hora do dia. Há quem diga que a televisão estupidifica mas para mim a televisão é como uma mãe. Quando não a tenho, sinto tanta falta dela. Por televisão, aqui, estou a dizer écran. Écran onde ver coisas. Se calhar esta educação “televisiva” teve influência na forma como a minha imaginação se manifesta em filmes e cenas e episódios, com uma narrativa mais visual do que escrita. É bem possível. Mas agora já é uma questão para a psicologia. Como cobaia criada à frente da televisão, acho que não me prejudicou nada.
Gostei tanto de escrever este email que acho que o vou aproveitar para um post. Há muito tempo que eu queria contar isto a alguém para ter “desculpa” de escrever isto tudo.

E contei, e aqui está.

 

 

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

–GIVE AWAY– “Nepenthos”, de D. D. Maio

Este vai ser um give away especial, em que os leitores podem receber os capítulos iniciais de “Nepenthos”, a Primeira Parte inteira, ou até o livro todo!
Como?

Primeira fase
Para leitores interessados em tomar contacto com o livro. Para receber os capítulos iniciais de “Nepenthos”  basta escrever-me – email d.d.maio.email@gmail.com – e pedir o exemplar para divulgação (ebook em formato epub). Mais nada.

Segunda fase
Para leitores que leram os primeiros capítulos e gostaram. Basta escrever-me e convencer-me de que gostaram. A Primeira Parte, na sua totalidade, será enviada. Mas, ressalvo, só se me convencerem!

Terceira fase
Para leitores que já estão em pulgas para ler o livro todo. Agora é que é preciso mesmo convencer-me! “Nepenthos” não é um livro gratuito mas será enviado aos verdadeiros fãs. Em troca peço uma crítica na vossa rede social e/ou uma avaliação no Goodreads (basta ter conta no Goodreads e ir lá pôr as estrelinhas).

A minha página no Goodreads: www.goodreads.com/author/show/19718238.D_D_Maio

“Nepenthos” está disponível em papel e ebook em www.bubok.pt/livros/12182/Nepenthos

Esta promoção vai acontecer até ao fim do mês de Novembro.


NEPENTHOS
© 2020 D. D. Maio

Sinopse
Num gesto de encoberta bondade, o jovem imperador salva uma rapariga da ignomínia na taberna da vila. Devia ter sido inconsequente, mas o encontro muda para sempre as suas vidas.

Acaso, escolha ou destino?

Reena deseja morrer. Serva órfã, presa de abuso em menina e forçada à prostituição desde jovem, há muito que o desespero lhe sussurra ao ouvido. A súbita oferta de uma vida melhor no castelo do imperador não é o trabalho digno que teria almejado, mas dá-lhe esperança de vir a conquistar uma humilde posição de criada. No castelo, Reena experimenta uma liberdade que nunca lhe tinha sido permitida e recorda sonhos de rapariguinha, de um amor e de uma família. Mas sucessivos envolvimentos românticos, fracassados, tornam a lançá-la na escuridão da derradeira escolha. Por muito que tudo ainda melhore, conseguirá alguma vez resgatar-se a si mesma desse inimigo oculto no âmago da sua alma?
Eric, o imperador, já desceu demasiado baixo. Enraivecido por uma infância de abandono, endurecido por um passado de guerra, envereda voluntariamente pelos nefastos caminhos de que talvez não haja regresso. Um último passo na direcção errada desmorona o homem de pedra que já não o quer continuar a ser. Mas não será demasiado tarde para mudar?
Tão afastados nos extremos do destino, Eric e Reena partilham difíceis veredas na busca da longínqua felicidade que não lhes parece reservada. Para ambos, nenhuma felicidade poderá ser vulgar.


“Nepenthos” é um drama em Low Fantasy, pesado e realista, por vezes desconfortável, mas com bastantes tons de romântico.

Tudo sobre “Nepenthos”: ddmaio.blogspot.com/p/nepenthos.html



quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Crítica ao livro "Nepenthos", de D. D. Maio - por book.serotonin (Instagram)




✨ Review de "Nepenthos" de D. D. Maio ✨ Olá livrólicos! Sei que falei já um pouco desta obra nos meus stories, mas finalmente tenho aqui a review! Deixarei a sinopse nos comentários! 💖 Que livro FANTÁSTICO! Tenho tanta pena que seja tão pouco falado! que livro incrível, que viagem maravilhosa e personagens verdadeiramente muito bem construídas! Vemos uma realidade tão verdadeira nos pensamentos de certas personagens. As marcas interiores e psicológicas das mesmas. Sinto que me liguei a tantas personagens e adorei esta incrível viagem. É um livro que a meu ver, retrata a maldade existente neste mundo, a falta de empatia nesta sociedade doente, a falta de compaixão e também retrata o inverso de tudo isso. Retrata o poder de superação, mesmo que ainda com todas as feridas abertas e por sarar. Retrata a força destas personagens tão reais. Há personagens que, com toda a sua fragilidade notória, não se deixam afectar pela maldade dos outros para com ela, continuando a ser tão bondosa como sempre foi. É um livro onde vemos o amadurecer de alguns personagens, como abrem os olhos a certos erros do passado e as conseguem corrigir, mesmo levando sempre consigo o peso da culpa que teima em não largar aqueles corações. Daqueles livros que nos trazem todo o tipo de sensações: eu chorei, eu ri com algumas personagens, eu desesperei, eu aliviei e eu torci tanto pela maioria das personagens! Acho que é daqueles livros que as personagens permanecem connosco para sempre. Sem dúvida alguma um livro por momentos mais pesado, mas um livro que recomendo IMENSO! não tenho palavras para o descrever porque é mesmo incrível. ✨ Ficaram com curiosidade por este livro? ✨ Qual o último livro que vos destruiu emocionalmente? . . . . . #bookserotonin #opiniaoliteraria #review #bookreview #opiniao #fantasybook #fantasy #nepenthos #ddmaio #bubok #bubokpt #lowfantasy #bookishreview #bookishphotography #booksandcandles #bookandcandle #booklover #under10k #bookishphoto #portugueseliterature #portugueseauthor #autoresportugueses #literaturaportuguesa #literaturalusófona
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Toda a informação AQUI




sábado, 25 de julho de 2020

“Nepenthos”, novo livro de D. D. Maio - disponível em papel e ebook


“Nepenthos”, novo livro de D. D. Maio, já se encontra disponível em papel e ebook (formato epub).

Link: www.bubok.pt/livros/12182/Nepenthos

A ilustração de capa e contracapa é da talentosa Ariadne Castro.
Os capítulos iniciais de "Nepenthos", e alguns excertos adicionais, podem ser lidos AQUI.

Sinopse
Num gesto de encoberta bondade, o jovem imperador salva uma rapariga da ignomínia na taberna da vila. Devia ter sido inconsequente, mas o encontro muda para sempre as suas vidas.


Acaso, escolha ou destino?

Reena deseja morrer. Serva órfã, presa de abuso em menina e forçada à prostituição desde jovem, há muito que o desespero lhe sussurra ao ouvido. A súbita oferta de uma vida melhor no castelo do imperador não é o trabalho digno que teria almejado, mas dá-lhe esperança de vir a conquistar uma humilde posição de criada. No castelo, Reena experimenta uma liberdade que nunca lhe tinha sido permitida e recorda sonhos de rapariguinha, de um amor e de uma família. Mas sucessivos envolvimentos românticos, fracassados, tornam a lançá-la na escuridão da derradeira escolha. Por muito que tudo ainda melhore, conseguirá alguma vez resgatar-se a si mesma desse inimigo oculto no âmago da sua alma?
Eric, o imperador, já desceu demasiado baixo. Enraivecido por uma infância de abandono, endurecido por um passado de guerra, envereda voluntariamente pelos nefastos caminhos de que talvez não haja regresso. Um último passo na direcção errada desmorona o homem de pedra que já não o quer continuar a ser. Mas não será demasiado tarde para mudar?
Tão afastados nos extremos do destino, Eric e Reena partilham difíceis veredas na busca da longínqua felicidade que não lhes parece reservada. Para ambos, nenhuma felicidade poderá ser vulgar.


“Nepenthos” é um drama em Low Fantasy, pesado e realista, por vezes desconfortável, mas com bastantes tons de romântico.


CAPA



CONTRACAPA



NEPENTHOS
© 2020 D. D. Maio
Ilustração de capa: © 2019 Ariadne Castro
Formato papel: 152 x 228 mm
Nº de páginas: 740
ISBN: 978-84-685-4821-0
Bubok, print on demand
*
Formato ebook em epub
ISBN: 978-84-685-4822-7

Disponível em www.bubok.pt

www.bubok.pt/livros/12182/Nepenthos

Contacto: d.d.maio.email@gmail.com
Página: ddmaio.blogspot.com



quinta-feira, 25 de junho de 2020

“Nepenthos”, novo livro de D. D. Maio - publicado!


“Nepenthos”, novo livro de D. D. Maio, já se encontra disponível em papel.

Link: www.bubok.pt/livros/12182/Nepenthos

A ilustração de capa e contracapa é da talentosa Ariadne Castro.
Os capítulos iniciais de "Nepenthos", e alguns excertos adicionais, podem ser lidos AQUI.

Sinopse
Num gesto de encoberta bondade, o jovem imperador salva uma rapariga da ignomínia na taberna da vila. Devia ter sido inconsequente, mas o encontro muda para sempre as suas vidas.


Acaso, escolha ou destino?

Reena deseja morrer. Serva órfã, presa de abuso em menina e forçada à prostituição desde jovem, há muito que o desespero lhe sussurra ao ouvido. A súbita oferta de uma vida melhor no castelo do imperador não é o trabalho digno que teria almejado, mas dá-lhe esperança de vir a conquistar uma humilde posição de criada. No castelo, Reena experimenta uma liberdade que nunca lhe tinha sido permitida e recorda sonhos de rapariguinha, de um amor e de uma família. Mas sucessivos envolvimentos românticos, fracassados, tornam a lançá-la na escuridão da derradeira escolha. Por muito que tudo ainda melhore, conseguirá alguma vez resgatar-se a si mesma desse inimigo oculto no âmago da sua alma?
Eric, o imperador, já desceu demasiado baixo. Enraivecido por uma infância de abandono, endurecido por um passado de guerra, envereda voluntariamente pelos nefastos caminhos de que talvez não haja regresso. Um último passo na direcção errada desmorona o homem de pedra que já não o quer continuar a ser. Mas não será demasiado tarde para mudar?
Tão afastados nos extremos do destino, Eric e Reena partilham difíceis veredas na busca da longínqua felicidade que não lhes parece reservada. Para ambos, nenhuma felicidade poderá ser vulgar.


“Nepenthos” é um drama em Low Fantasy, pesado e realista, por vezes desconfortável, mas com bastantes tons de romântico.


CAPA



CONTRACAPA


Nº de páginas: 740
Tamanho: 152x228 mm
ISBN: 978-84-685-4821-0
BUBOK
print on demand