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domingo, 6 de julho de 2025

The Conjuring 3: The Devil Made Me Do It / The Conjuring 3: A Obra do Diabo (2021)

Actualmente, em todos os filmes que tenham a mão de James Wan, fico à espera de ver o diabo chifrudo ou outro semelhante. “The Conjuring 3” surpreendeu-me por ser tão contido nesse aspecto. Por outro lado, o enredo é longo e complicado e confesso que tive de ver o filme duas vezes porque da primeira acabei por perder o fio à meada.
Seguimos mais uma vez as aventuras do casal real/ficcional Ed e Lorraine Warren no que o filme promete “um dos casos mais chocantes das suas carreiras”, mas até disso tenho dúvidas. A história começa com o exorcismo de um miúdo de oito anos, possuído. A certa altura durante o exorcismo, o namorado da irmã do miúdo, Arne, pede ao demónio que deixe o miúdo e o possua a ele. O demónio faz-lhe a vontade. Dias depois, possuído, Arne mata o senhorio à facada. No momento seguinte Arne volta a ficar normal. Depois de ser examinado pelos Warren, estes concluem que Arne já não está possuído. Então, para onde foi o demónio? Entretanto, a advogada de Arne, com a ajuda dos Warren, monta uma defesa baseada no argumento “inocente por possessão demoníaca”, que segundo li aconteceu mesmo. A defesa não pegou mas Arne foi condenado a uma pena mais leve do que teria sido de outra maneira. Esta é a parte histórica do filme, mas há mais.
Voltando ao demónio. Os Warren descobrem que houve uma “possessão por encomenda”, isto é, que a possessão aconteceu por ordem de um ocultista de uma seita satânica. Começa aqui a parte do filme que é quase um policial, em que os Warren têm de seguir pistas para chegar à seita. Inclusivamente, juntam-se à polícia na investigação de duas raparigas desaparecidas que envolvia contornos semelhantes. É aqui que o filme se torna longo e complicado, porque enquanto andamos à procura das raparigas e atrás do ocultista quase nos esquecemos de Arne, e quando finalmente voltamos ao início quase nem nos lembramos de quem ele é. Foi por esta altura que perdi o fio à meada mas admito que a culpa possa ter sido minha.
“The Conjuring 3” introduz esta faceta de “policial” nos filmes “Conjuring” de que não desgostei, especialmente das passagens em que os poderes psíquicos de Lorraine ajudaram a desvendar o crime. A nível de terror propriamente dito, tirando as cenas de exorcismos que são sempre aquilo que são (mais ou menos efeito especial), pode haver este ou aquele pormenor que nos fique na cabeça, como a mão na cortina da banheira ou o colchão de água, mas não encontrei nada de particularmente assustador (a culpa também pode ser minha).
O que é certo é que o casal fictício Ed e Lorraine Warren (ou melhor, a química entre os actores Patrick Wilson e Vera Farmiga) funciona muito bem. Se isto fosse uma série eu era capaz de assistir a episódio após episódio só para os ver a resolver crimes e mistérios sobrenaturais, essa é que é essa.

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terça-feira, 6 de maio de 2025

Malignant / Maligno (2021)

Quando vi que este filme é do “nosso amigo” James Wan (“Insidious”, The Conjuring”, “The Nun”, etc) fiquei logo à espera do “nosso outro amigo” diabo chifrudo. Tenho para mim que James Wan e o diabo chifrudo são amigos desde a escola primária e que Wan lhe arranja papéis em todos os filmes que faz.
Mas não, nada de diabo chifrudo. A protagonista, Madison Mitchell, é atacada pelo marido abusivo e a partir desse momento começa a ter visões de homicídios como se ela própria lá estivesse. A polícia desconfia dela até ao momento em que descobre um outro suspeito a fugir do local do crime, mas qual é a relação dele com Madison?
Logo no princípio do filme assistimos ao que parecem experiências com crianças num hospital que me recordou o laboratório de “Stranger Things” onde “treinavam” Eleven. Mais tarde descobrimos que Madison é adoptada e que o seu irmão gémeo pode ser o autor dos crimes cujas vítimas são precisamente os médicos do hospital que vimos no início.
Confesso que o filme me “enganou” bem enganada, porque a natureza dos crimes é muito mais mirabolante do que eu podia imaginar. Li qualquer coisa sobre um caso destes algures num século passado mas, para dizer a verdade, sempre achei que era uma história da carochinha (não havia fotografias do fenómeno). E depois deste filme também não sei se acredito. Mas também não é para acreditar, pois não?
Apesar das incoerências de “Malignant” (o suspeito parece ter poderes sobrenaturais como a manipulação de electricidade e aparelhos transmissores, mas nunca os usa com muita regularidade porque a sua “especialidade” é luta corpo a corpo…), parece-me que este foi o filme de James Wan que detestei menos (exceptuando “The Conjuring” que, ame-se ou odeie-se, é um bom filme). O enredo é rebuscado, direi mesmo tresloucado, se não impossível de todo, e a crítica arrasou-o, mas eu diverti-me.

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