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domingo, 23 de agosto de 2026

Orphan: First Kill / Órfã: A Origem (2022)


Esther foge de um hospital psiquiátrico na Estónia e faz-se passar pela filha desaparecida de um casal americano.
Não vou poder falar muito do enredo por causa dos spoilers. Este filme não é tão bom como o primeiro, nem de perto nem de longe, exactamente porque já sabemos quem é Esther e o efeito de choque perdeu-se. Aconselho todos os verdadeiros amantes de terror a não verem este filme antes de "Orphan". (Quem não viu não sabe o que perde.)
Mesmo assim, esta prequela guarda algumas surpresas, desta vez pelo lado da família adoptiva. Tricia e Allen são os pais da menina desaparecida por quem Esther se faz passar. Em princípio, este casal quase não precisaria de ser convencido a acreditar que a filha tinha sido encontrada, mas notei desde logo uma frieza e suspeita por parte da mãe, especialmente se comparadas com a alegria e alívio do pai, que quase me fizeram pensar que a actriz não estava a interpretar muito bem o papel... Fui enganada, completamente enganada, e ainda bem. Esther, de nome verdadeiro Leena, depara-se com uma sociopata quase tão eficiente como ela própria, mas qual delas vai ganhar este jogo?
Mais uma vez, forçosamente, ter visto o primeiro filme também responde a esta pergunta. A questão aqui é descobrir como é que Esther/Leena transitou para a família seguinte. Se o filme podia ter introduzido ainda mais reviravoltas e choques? Talvez, mas se calhar tornava-se demasiado rebuscado, e um dos problemas desta prequela é que os acontecimentos na família de acolhimento de Esther já são suficientemente rebuscados.
Por outro lado, "Orphan: First Kill" fez-me compreender melhor as motivações de Esther quanto ao pai da família seguinte (no primeiro filme). Uma vez que a actriz Isabelle Fuhrman (Esther) tinha apenas dez anos, não se podia, por razões óbvias, explorar certas dimensões dos seus transtornos, e mesmo assim fez-nos compreender mais do que o suficiente. Eu gostaria de ver uma prequela ainda anterior, que nos desse mais a conhecer sobre a vida de Leena na Estónia e as circunstâncias que a levaram a ser internada. 

14 em 20 (mais um ponto pela interpretação de Isabelle Fuhrman)