domingo, 6 de setembro de 2026
M3gan (2022)
Meninos e meninas, eis um clássico instantâneo. "M3gan" é mais um filme na linha de Chucky, Annabelle e outros bonecos assassinos e sinistros, mas com mais credibilidade, digo eu.
M3gan é um protótipo de robô com Inteligência Artificial, concebido como brinquedo e destinado a fazer companhia a crianças e a facilitar a vida aos pais. Antes de ser devidamente testado, a sua criadora emparelha-o com a sua sobrinha órfã, Cady. Isto faz com que M3gan se torne ultra-protectora de Cady, como está programada para ser. Esta funcionalidade "protectora" começa logo por ser susceptível de causar problemas, mas ainda maior perigo espreita quando M3gan toma consciência de si própria.
Sem querer entrar em spoilers, "M3gan" causa alguns calafrios por ir pescar imagéticas de outros filmes, não só aos referidos bonecos assassinos mas a universos tão inesperados como "The Shining" ou "O Exorcista". Só que aqui o Mal não vem de um demónio ou de qualquer entidade sobrenatural mas de algo muito real e presente, a IA. Convinha não criar IAs com a força bruta de um "Terminator" e convinha não incentivar as crianças a interagirem com uma IA como se fosse outra criança, digo eu.
Tirando estas reflexões mais sérias, "M3gan" faz tudo o que promete e deixa a porta aberta para a sequela. É certo e sabido que a teremos de volta.
"M3gan" peca pelas personagens bidimensionais, mas este não é o género de filme de onde esperar dramatismo.
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