O título não prometia muito mas o filme surpreendeu-me.
Luke, em criança, arranja um amigo imaginário que lhe dá ideias e que o ajuda a superar o divórcio dos pais. Já na faculdade, num momento de stress, Luke volta a procurar Daniel. Mas Daniel torna-se cada vez mais controlador e Luke percebe que o amigo imaginário quer apoderar-se dele.
Este é um filme de baixo orçamento com efeitos especiais muito pobrezinhos e uma realização/montagem/edição sofrível, mas a história agarrou-me. Há muito tempo que um filme deste tipo não me interessava do princípio ao fim, apesar das falhas, o que já é um grande elogio. A qualquer momento eu esperava que a coisa descambasse, mas, surpresa, manteve-se credível até ao final.
O que nos prende ao enredo é tentar perceber se Daniel existe mesmo. A mãe de Luke é esquizofrénica e Luke tem horror de ter a doença também. No entanto, desde o início percebemos que Daniel encoraja Luke com uma maturidade muito superior à de uma criança. Mais tarde, Daniel continua a dizer coisas que Luke não pode saber, mas talvez Luke se questione se não tinha já ouvido a informação noutro lado. À medida que Daniel se torna cada vez mais ameaçador, Luke começa a ter alucinações e a acreditar que está louco. Mas estará?
Como disse, os efeitos especiais são muito mauzinhos, mas nesta parte das alucinações até escapam. O pior é quando já não são alucinações, mas a explicação implícita, de que Daniel é um amigo imaginário e usa a imaginação de Luke para o fazer ver o que quer, é plausível.
Notei que as críticas arrasam o filme mas que os espectadores não têm desgostado. Com mais orçamento e experiência, não duvido que este enredo teria dado um melhor filme, a começar pelo título.
13 em 20
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Daniel Isn't Real / Daniel: Amizade Aterradora (2019)
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