"Hitler ouvia música de russos e judeus
Tchaikovsky, Borodin e Rachmaninoff constavam da colecção pessoal do Fuhrer.
A colecção de discos de Adolf Hitler, recentemente encontrada nos arredores de Moscovo, contém nomes de compositores e de músicos inesperados. O ditador alemão considerava os músicos judeus e os compositores alemães como pertencentes a uma raça “sub-humana”, para além de considerar que não existia algo a que se pudesse chamar de “arte judia”. No entanto, parece que Hitler os escutava em segredo.
Assim, entre as obras dos alemães Wagner e Beethoven, que com naturalidade se encaixavam na colecção do Fuhrer, surgem alguns discos mais inesperados: um concerto do compositor russo Tchaikovsky onde o violinista judeu, Bronislaw Huberman fazia um solo. O mesmo Bronislaw que havia sido considerado inimigo público do Terceiro Reich alemão.
O nome de Artur Schnabel surgia noutro disco. Schnabel foi um músico e cantor austríaco, forçado a abandonar a Alemanha no ano de 1933 por ser judeu. Outros discos continham obras dos compositores russos Borodin e Rachmaninoff.
No seu famoso livro Mein Kampf , Adolf Hitler disse nunca ter existido arte judia, e que continuava a não existir nenhuma na época, para além de rejeitar qualquer contributo dos russos no mesmo campo. Ironicamente, enquanto guardava obras dos mesmos na sua colecção pessoal de discos."
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
A arte não tem raça
In Blitz:
domingo, 5 de agosto de 2007
Uma verdade inconveniente
Neste documentário, Al Gore apresenta provas inéditas, científicas e irrefutáveis que estabelecem uma relação directa entre o aumento de gases de estufa na atmosfera e as alterações climáticas que irão precipitar uma nova Idade do Gelo se nada for feito nos próximos 50 anos.
O grande trunfo deste filme, que devia abrir os olhos a muitos cépticos e pessoas mal informadas, é como Al Gore desmonta os interesses industriais por trás da confusão estabelecida nos media que tenta por todos os meios esconder esta verdade mais que inconveniente... Aterradora!
Não chega reciclar garrafas de plástico e comprar um carro híbrido. Não chega que individualmente cada um faça a sua parte. É preciso o que faltou até agora, empenho e vontade política para arrepiar caminho. É preciso decidir entre uma civilização ambientalmente viável ou civilização nenhuma. Tão simples como isto.
O grande trunfo deste filme, que devia abrir os olhos a muitos cépticos e pessoas mal informadas, é como Al Gore desmonta os interesses industriais por trás da confusão estabelecida nos media que tenta por todos os meios esconder esta verdade mais que inconveniente... Aterradora!
Não chega reciclar garrafas de plástico e comprar um carro híbrido. Não chega que individualmente cada um faça a sua parte. É preciso o que faltou até agora, empenho e vontade política para arrepiar caminho. É preciso decidir entre uma civilização ambientalmente viável ou civilização nenhuma. Tão simples como isto.
Jeepers Creepers (2001)

O filme já não é novo mas só agora tive oportunidade de ver "Jeepers Creepers", o original. Há muito tempo que não assistia a um filme de terror tão bem construído. Quando dois irmãos regressam a casa para as férias de verão, fazendo o caminho por estradas secundárias e pouco frequentadas para apreciar a paisagem, descontraídos da vida, eis que vêem ao longe algo que tem todo o aspecto de ser um crime. Assim que se aproximam, para socorrer a vítima, deparam-se com toda a dimensão de um horror que jamais poderiam imaginar. É um vampiro? É um demónio? É o homem-traça?
Cada vez mais intenso à medida que passam os minutos, este filme ainda consegue prender-nos à cadeira à espera da próxima cena, ao contrário de muitos filmes mais recentes e de melhor reputação (imerecida!) que submergem o espectador logo a princípio numa banheira de sangue a partir da qual só arrancam o bocejo (ex: o remake de "Amityville").
Um bom filme de terror é aquele que nos faz pensar "isto pode acontecer-me a mim". A partir de agora nunca mais viajarei pelas pachorrentas estradas secundárias do interior com o mesmo à vontade, especialmente se na banda sonora levar comigo o "Jeepers Creepers" da Siouxie, o que é bem possível. Livra!
15 em 20
The Reaping/A Praga (2007)

Eis um filme que podia ser muito melhor do que saiu cá para fora se ao menos houvesse um realizador decente que pegasse nele. Se um filme precisa de um remake, é este.
A história tem tudo para resultar: uma académica que investiga milagres e os expõe como fraudes é chamada a uma pequena povoação no sul da América profunda (o mesmo território a que os próprios americanos chamam, jocosamente, "Jesusland", devido ao fundamentalismo cristão que por lá grassa e que garantiu a reeleição de George W. Bush), onde parece que o rio se transformou em sangue, como numa das dez pragas bíblicas do Velho Testamento. Todo o interesse do filme reside na sobrenaturalidade das pragas, mas é aqui que os realizador se espalha, hesitando entre o fio da meada e os flashbacks à tragédia pessoal da investigadora que acabam não só por não explicar decentemente o passado como ainda prejudicam a narrativa do presente.
No final, a montanha pariu um rato e o filme não está à altura do desafio a que se propôs. Pena, porque a coisa prometia.
Onde estão o Mulder e a Scully quando se precisa deles?
13 em 20.
The Covenant (2006)

Como transformar um filme de bruxaria num filme de porrada? Substitui-se As Feiticeiras por meia dúzia de putos de corpinho bem feito, penteados à moda e roupa cool (de preferência em fato de banho), mete-se-lhe um enredo de duas linhas (um feiticeiro viciado chega à cidade para roubar os poderes aos putos giros e fazer de vilão), adicionam-se bastantes efeitos especiais copiados do Matrix (sem descaramento nenhum), e parte-se para um duelo à cóboi com muitas bolas de energia em vez de tiros (ai, ai, As Feiticeiras, As Feiticeiras!...), explosões e casas a arder (deve ser um efeito recente do trauma americano no Iraque), e depois é porrada a fartar, uns cinco minutos de porrada ou mais, que cena mais chata do que esta só vi no Matrix 2 ou 3 em que Neo enfrenta um milhão de agentes Smith para os geeks da animação mostrarem que sabem fazer coisas giras em computador.
No meio, salpicar de aranhas, muitas aranhas, que vai sempre bem num filme de terror, e juntar aquele efeito especial ultra batido como claras em castelo em que as aranhas saem de dentro da pele. Sempre arrepia um bocadinho e é êxito garantido.
Terminar a receita com uma cinematografia de videoclip e servir a adolescentes que devem gostar tanto da mistela como eu gostei de "Lost Boys".
O que é que isto tem a ver com bruxas, magia ou ocultismo? Muito pouco. Isto é mesmo um filme de porrada. A parte da bruxaria era só para despistar.
Saliento que a determinado momento do filme um dos bruxos tem a ousadia de exclamar: "Harry Potter, kiss my ass!" Ao que se devia responder: "Com 10 anos o Harry Potter já era mais interessante que tu, cliché ambulante!".
12 em 20 pelo entretenimento, porque a música não é má de todo e os putos são mesmo jeitosos.
The Amityville Horror (2005)

Numa coisa acertaram, o filme é um horror. Isto é o que tem acontecido sempre que os argumentistas estão sem inspiração e fazem remakes de clássicos que já são perfeitos e não precisam de afinação. O primeiro (o único!) "Amytiville", de 1979, é um destes. Cresce em terror mais psicológico do que factual até um desfecho de cortar a respiração. Neste remake tudo é previsível e a única novidade - a revelação do sadismo de um clérigo que torturou índios em Amityville - acaba por ser irrelevante no meio de tanto tiro ao susto. Recomendo o "Amityville" de 1979, com um jovem James Brolin a fazer lembrar a figura de Charles Manson.
11 em 20.
sábado, 4 de agosto de 2007
DESAFIO: O declínio e a queda IV
Na sequência do meu post de 3 de Maio:
Na falta de respostas racionais, aceito até as explicações sobrenaturais de que fala o Goldmundo aqui, na Ribeira Negra::
Há uma palavra (não me lembro dela em português) que os espíritas usam pra descrever algo como "cascas vazias deixadas pelos mortos", fragmentos-coisas que já foram pessoas (vivas) e não são inteiramente almas (vivas também). Detritos do mar do espírito, sujidades de entre-Terra-e-Além, écorces mortes.
E lembro-me das palavras de um grande ocultista francês: "Portugal, submerso nas écorces mortes da Atlântida".
Infelizmente sei pouco de ocultismo, e muito pouco da Atlântida. Mas de Portugal sei o suficiente. Imerso em detritos, sim. Imerso num nevoeiro mental que paralisa, que não deixa ver, que não deixa agir. Não era Salazar que paralisava, não era o rei que paralisava, não era a inquisição que paralisava. Vivemos na Terra-de-não-ser, Avalon-ao-contrário. Miasmas.
Somos um país enrolado em si mesmo, purulento e manhoso como os mendigos da porta de igreja. Talvez tenhamos invocado demais as gaivotas, cantado demais as gaivotas, esses abutres-do-mar: talvez nos faltem as grandes cidades da Europa, as grandes montanhas da Europa. Talvez apenas nos falte aquele mínimo de vergonha que caracterizou os judeus e depois deles os protestantes, que inventaram a palavra "ética".
Pior de tudo: falamos que até faz impressão.
Em algum momento na História deve ter havido um erro terrível. Ou talvez seja mesmo a Atlântida.
Até agora, foi a melhor explicação que já li. Estranho é que seja do reino dos fantasmas, e não da História, a teoria que faz mais sentido.
Ideias? Comentários?...
DESAFIO:
Nem sempre foi assim ou estaremos todos muitos enganados? O que aconteceu à nação determinada que no século XII se tornou independente de Espanha? O que aconteceu à nação empreendedora que com mérito, coragem, saber e visão desbravou caminho pelos mares nunca dantes navegados, uma proeza semelhante às actuais viagens no espaço? O que aconteceu depois dos Descobrimentos que nos reduziu à medíocridade, à mesquinhez, à emigração, à subserviência?
Deixo aqui o desafio a toda a gente que tenha um blog dizer de sua opinião. Explicar o que aconteceu. Historiadores, cultos, incultos, gente com neurónios ou sem eles, é indiferente. Quero saber porque é que Portugal está a implodir.
Façam o vosso texto e avisem-me. Apontem-me para textos já escritos. EU QUERO SABER ISTO!
(...)
Quando e porque é que começou? Porque é que não se fala do assunto? Ao descobrir a origem, o momento chave em que tudo se transformou naquilo que os autores citados dizem, estamos mais perto da cura.
Fica o DESAFIO.
Precisam-se respostas.
Na falta de respostas racionais, aceito até as explicações sobrenaturais de que fala o Goldmundo aqui, na Ribeira Negra::
Há uma palavra (não me lembro dela em português) que os espíritas usam pra descrever algo como "cascas vazias deixadas pelos mortos", fragmentos-coisas que já foram pessoas (vivas) e não são inteiramente almas (vivas também). Detritos do mar do espírito, sujidades de entre-Terra-e-Além, écorces mortes.
E lembro-me das palavras de um grande ocultista francês: "Portugal, submerso nas écorces mortes da Atlântida".
Infelizmente sei pouco de ocultismo, e muito pouco da Atlântida. Mas de Portugal sei o suficiente. Imerso em detritos, sim. Imerso num nevoeiro mental que paralisa, que não deixa ver, que não deixa agir. Não era Salazar que paralisava, não era o rei que paralisava, não era a inquisição que paralisava. Vivemos na Terra-de-não-ser, Avalon-ao-contrário. Miasmas.
Somos um país enrolado em si mesmo, purulento e manhoso como os mendigos da porta de igreja. Talvez tenhamos invocado demais as gaivotas, cantado demais as gaivotas, esses abutres-do-mar: talvez nos faltem as grandes cidades da Europa, as grandes montanhas da Europa. Talvez apenas nos falte aquele mínimo de vergonha que caracterizou os judeus e depois deles os protestantes, que inventaram a palavra "ética".
Pior de tudo: falamos que até faz impressão.
Em algum momento na História deve ter havido um erro terrível. Ou talvez seja mesmo a Atlântida.
Até agora, foi a melhor explicação que já li. Estranho é que seja do reino dos fantasmas, e não da História, a teoria que faz mais sentido.
Ideias? Comentários?...
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