domingo, 28 de agosto de 2005

Body and soul


There comes a time in the evolution of every soul when the chief concern is no longer the survival of the physical body, but the growth of the spirit; no longer the attainment of worldly success, but the realization of Self.
In a sense, this is a very dangerous time, particularly at the outset, because the entity housed in the body now knows it is just that: a being in a body—not a body-being.

At this stage, before the growing entity matures in this point of view, there is often a sense of no longer caring about affairs of the body in any way. The soul is so excited about being “discovered” at last!
The mind abandons the body, and all matters of the body. Everything is ignored. Relationships are set aside. Families are disappeared. Jobs are made secondary. Bills go unpaid. The body itself is not even fed for long periods. The entire focus and attention of the entity are now on the soul, and matters of the soul.

This can lead to a major personal crisis in the day-to-day life of the being, although the mind perceives no trauma. It is hanging out in bliss. Other people say you have lost your mind—and in a sense you may have.
Discovery of the truth that life has nothing to do with the body can create an imbalance the other way. Whereas at first the entity acted as if the body were all there is, now it acts as if the body matters not at all. This, of course, is not true—as the entity soon (and sometimes painfully) remembers.


Conversations with God
Neale Donald Walsch


Penso que isto me está a acontecer desde há dois anos. A princípio eu chamei-lhe "loucura irresponsável".

domingo, 21 de agosto de 2005

Conselho do dia

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Nunca.

E, disso, ninguém, mas mesmo ninguém, me pode acusar. Eh bien. Quando eu fôr, sei que fiz tudo o que podia ter feito. Nada a lamentar, muito menos o que podia ter feito e não fiz.

Type O Negative - Amar ou odiar, eis a questão

De como uma banda pode fazer música lindíssima e ter, ao mesmo tempo, letras de merda.
Como esta:


Type O Negative
Everything Dies

Well I loved my aunt - but she died
And my uncle lou - then he died

I’m searching for something which can’t be found - but I’m hoping
I still dream of dad - though he died

Everything dies - everything dies

My ma’s so sick - she might die
Though my girl’s quite fit - she will die

Still looking for someone who was around - barely coping
Now I hate myself - wish I’d die

Everything dies - everything dies
Everything dies - everything

No why - oh God I miss you
No why - oh God I miss you - I really miss you
No no no no

No why - oh God I miss you
No why - oh God I miss you - I really miss you

Everything dies - everything dies
Everything dies - everything - no no no no

Everything dies - everything dies
Everything dies - everything

sábado, 20 de agosto de 2005

Pluto
.:Pluto:.

"You are shrouded in mystery, which you love,
but you have a lot of trouble expressing your
feelings. You are very loyal and possessive,
and you become jealous very easily. You have a
great deal of courage and are very clear on
what you want and how to get it. You are
protective and will seek revenge on those who
wrong you. You are also very clever and expect
your lover to be attuned to your needs and
wants."


. : : Which Astrological Planet are You? : : . [10 Gorgeous Pics!]
brought to you by Quizilla

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

"Os Outros" ("The Others" - 2001)

Já há muito tempo que aqui não falava de um filme. E este já vi duas vezes.
E há que falar de um filme onde tudo é perfeito, especialmente a interpretação de Nicole Kidman.

A história de "Os Outros" é... bem, não posso contar. O tema é uma casa assombrada. Uma casa deveras assombrada, onde os fantasma de facto existem.
Posso dizer, contudo, que chorei mais da segunda vez que vi o filme. Muito mais.
Preparem-se para as lágrimas. E não tenham medo. Ou tenham. Acho que o medo é uma questão de fé. Mas a compaixão nem por isso.

20 em 20


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domingo, 14 de agosto de 2005

Párem de se queixar do PS

Isto começou por ser um comentário a um post do Portugal Profundo, onde se tem questionado se Sócrates deve gozar férias em plena altura de crise e fogos.

Respondi eu:

O amigo não percebe que o nosso primeiro é um homem muito ocupado, muito inteligente, e que precisa de bastante tempo para descansar para depois, mais tarde, pensar com clareza e argúcia no que vai fazer para resolver a situação; não só a dos fogos como a do país em geral.
Porque, obviamente, e isso é que é certo, não pensou no assunto antes de ser eleito.
Aliás, tende paciência, santinhos, porque se começais a dizer muito mal do homem, este ainda se pira para o estrangeiro como fizeram os outros dois, e depois quem poreis no Governo?
Pensando bem, pode sempre voltar o Santana, quereis?

(Nota: Porque há sempre distraídos, isto foi um comentário sarcástico.)


Ora, mais umas palavrinhas. A mim não me choca nada que o homem esteja de férias. Eu estava à espera disso. Farei mal? Estarei habituada? Não sei.
Tenho esperança que alguma coisa mude? Sinceramente, não.
Os portugueses tinham esperança que acontecesse o milagre das rosas quando votaram maciçamente no PS a 20 de Fevereiro?
Ah, estou a repetir-me. Já aqui disse que sim, que obviamente acreditavam.
Até que ponto pode um povo ser ingénuo, pergunto agora?

E eis quando hoje alguém que não conheço me mandou uma mensagem para o telemóvel que dizia: "O PS está a dar cabo do país. Vamos fazer algo pelos nossos filhos."

O quê, exactamente, ó anónimo? Se é que sabes quem eu sou, isto é, porque eu não sei quem tu és.

Resta saber se os portugueses querem mudar. Será que querem? Querem mesmo? Então porque protestam contra as medidas impopulares? Confesso que não percebo. Pensam que a mudança não dói? Querem anestesia? Droguem-se. Eu sei que já se drogam, mas droguem-se mais. E o vinho é barato. (Comprem alentejano que é bom e nacional. Eu só compro alentejano!)
Podem não ter concordado com a minha opção de voto. Houve quem votasse à esquerda (Bloco), eu votei à direita (CDS-PP). Recusei-me a votar ao centro onde as moscas vão mudando consoante a merda que fazem e que o povo esquece quatro meses depois.
Mas foi uma decisão tomada pela maioria dos portugueses. Assumam a responsabilidade. Párem de se queixar. (E eu nem sequer votei neles.)
Assumir a responsabilidade é o primeiro passo da maioridade. Cresçam.
Aceitem o castigo. Acabem com a impunidade. Paguem as multas. Párem no sinal vermelho. Cumpram o código da estrada. Paguem os impostos. Não deitem beatas na areia. Não peguem fogo às florestas. Não copiem nos exames. Não gastem acima das possibilidades. Sejam honestos. Párem de fazer favores. Não aceitem cunhas.

Mudem, porra!

Querem mesmo?

I don't think so.

Lengalenga

História contada pela minha avó à minha mãe e contada pela minha mãe a mim.
Eu acho uma pena que estas coisas se percam porque dependiam da tradição oral e a tradição oral perdeu-se. Já não há histórias ao serão à roda da lareira.


Formiguinha

Uma formiguinha andava com a carga às costas quando se fez noite. Meteu-se debaixo de uma folha mas deixou uma patinha de fora. De noite nevou e, de manhã, a formiguinha tinha a patinha gelada, toda branquinha, coberta de neve, e não conseguia sair de onde estava.
E perguntou a formiguinha ao sol:

- Sol, tu que és tão valente, não derretes a neve do meu pézinho?

E disse o Sol:

- Mais valente que eu é a Nuvem que me tapa.

E disse a formiguinha:

- Nuvem, tu que és tão valente, porque não destapas o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse a Nuvem:

- Mais valente que eu é o Vento, que me empurra.

- Vento, tu que és tão valente, porque não espalhas a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Vento:

- Mais valente que eu é o Muro que me detém.

- Muro, tu que és tão valente, porque deténs o vento, que não espalha a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Muro:

- Mais valente que eu é o rato, que me fura.

- Rato, tu que és tão valente, porque furas o muro, que tem não no vento, que não espalha a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Rato:

- Mais valente que eu é o gato, que me papa.

- Gato, tu que és tão valente, porque papas o rato, que fura o muro, que tem não no vento, que não espalha a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Gato:

- Mais valente que eu é o Cão, que me morde.

- Cão, tu que és tão valente, porque mordes o gato, que papa o rato, que fura o muro, que tem não no vento, que não espalha a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Cão:

- Mais valente que eu é o Homem, que me bate.

- Homem, porque bates no cão, que morde o gato, que papa o rato, que fura o muro, que tem não no vento, que não espalha a nuvem, que tapa o sol, que não derrete a neve do meu pézinho?

E disse o Homem:

- Mais valente é a Morte, que me mata.

Nisto, a formiguinha reparou que o tempo tinha passado, e o vento espalhou a nuvem, que destapou o sol, que tinha derretido a neve do seu pézinho. E pôde ir à sua vidinha.




Esta história lembra-me este país. É um jogo do empurra em que os mais fortes oprimem os mais fracos mas em que ninguém quer assumir a responsabilidade e onde se pensa que as coisas se resolvem por si próprias.