sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Parabéns ao Tapornumporco!

Vem isto a propósito de ter descoberto, não sei há quanto tempo (mas sei porquê), que os nossos vizinhos do Tapornumporco me ultrapassaram no Blogómetro, e por larga vantagem.
Ao contrário do que se pratica nesta terra de invejazinha, eu acho que a qualidade merece reconhecimento e estou muito orgulhosa de ter sido das primeiras a pisar a "pocilga" quando a meia dúzia de porcos pingados ainda não tinham onde cair mortos.
Lembro-me vagamente que foi numa noite de bebedeira (como esta, mas pior) que link atrás de link fui ter a uma história surrealista escrita por personagens ainda mais surrealistas.

Os meus parabéns!

O mesmo podia dizer de outro fenómeno da blogosfera, a Grande Loja do Queijo Limiano, que acompanhei quase desde o princípio.

Sim, é verdade, já não consultava o blogómetro há muito tempo.

terça-feira, 9 de agosto de 2005

E mais um teste daqueles muito parvos. Se alguém tiver resultados diferentes, avise.



Yet Another Goth Test

Estou tão feliz...

... que vou partilhar mais anedotas.

Esta vem a propósito desta citação que encontrei no Palavrar:

Assim observareis que pelo mundo afora há muito mais colhões do que homens; e lembrai-vos disso

François Rabelais


Era uma vez um homem que tinha um trauma enorme. Tinha nascido com três testículos em vez de dois. A coisa incomodava-o, perturbava-o, inferiorizava-o. Tinha vergonha de se despir em público. Era virgem. Não conseguia sequer meter conversa com uma mulher devido ao seu problema.
Até que resolveu ir psiquiatra e queixou-se do seu problema. "Sô tor, coiso e tal, tenho três testículos, tal e coiso, estou deprimido, frito e cozido..." (O costume.)
Disse-lhe o médico: "Homem, você tem que ultrapassar esse complexo! A melhor coisa a fazer é dizer às pessoas, falar no assunto, deixar de fazer desse problema um tabu. Aceitar-se como é."
O homem lá saiu do consultório, cheio de coragem, entrou no autocarro e decidiu começar ali mesmo a vencer o trauma. Sentou-se ao lado de um outro passageiro e começou, enchendo o peito de ar: "Amigo, tenho uma confissão a fazer-lhe."
"Sim, o quê?"
"Aqui entre nós, nós dois, há cinco tomates."
"Porquê?", respondeu o outro, "Você só tem um?"




Agora esta foi-me enviada por mail e já é velha, mas, perdoem lá, é a silly season, e não me apetece escrever nada (e não é que não tenha nada para escrever).

Num arquipélago maravilhoso e deserto, no meio do nada, naufragaram as seguintes pessoas:
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> - dois italianos e uma italiana;
> - dois franceses e uma francesa;
> - dois alemães e uma alemã;
> - dois gregos e uma grega;
> - dois ingleses e uma inglesa
> - dois búlgaros e uma búlgara;
> - dois japoneses e uma japonesa;
> - dois chineses e uma chinesa;
> - dois americanos e uma americana
> - dois irlandeses e uma irlandesa;
> - dois portugueses e uma portuguesa;
>
>
> Passado um mês, nestas ilhas absolutamente maravilhosas, no meio do nada, passava-se o seguinte:
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> - Um italiano matou o outro italiano por causa da italiana;
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> - Os dois franceses e a francesa vivem felizes juntos num menage-a-trois;
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>
> - Os dois alemães marcaram um horário rigoroso de visitas alternadas a alemã;
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>
> - Os dois gregos dormem um com o outro e a grega limpa e cozinha para eles;
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>
> - Os dois ingleses aguardam que alguém os apresente à inglesa;
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>
> - Os dois búlgaros olharam longamente para o oceano, depois olharam longamente para a búlgara e começaram a nadar;
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>
> - Os dois japoneses enviaram um fax para Tóquio e aguardam instruções;
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>
> - Os dois chineses abriram uma farmácia/bar/restaurante/lavandaria, e engravidaram a chinesa para lhes fornecer empregados para a loja ;
>
>
> - Os dois americanos estão a equacionar as vantagens do suicídio porque a americana só se queixa do seu corpo, da verdadeira natureza do feminismo, de como ela é capaz de fazer tudo o que eles fazem, da necessidade de realização, da divisão de tarefas domésticas, das palmeiras e da areia que a fazem parecer gorda, de como o seu último namorado respeitava a opinião dela e a tratava melhor do que eles, como a sua relação com a mãe tinha melhorado e de que, pelo menos, os impostos baixaram e também não chove... ;
>
>
> - Os dois irlandeses dividiram a ilha em Norte e Sul e abriram uma destilaria. Eles não se lembram se sexo está no programa por ficar tudo um bocado embaciado depois de alguns litros de whisky de coco.
> Mas estão satisfeitos porque, pelo menos, os ingleses não se estão a divertir...
>
>
> - Quanto aos dois portugueses, mais a portuguesa que tb se encontravam na ilha, até agora não se passou nada porque os dois portugueses resolveram constituir uma comissão encarregada de decidir qual dos dois homens seria autorizado a requerer por escrito o estabelecimento de contactos íntimos com a mulher.
>
>
>
> Acontece que a comissão já vai na 17ª reunião e até agora ainda nada se decidiu, até porque falta ainda aprovar as actas das 5 últimas reuniões, sem o que o processo não poderá andar para a frente. Vale ainda a pena referir que, de todas as reuniões, 3 foram dedicadas a eleger o presidente da comissão e respectivo assessor, 4 ficaram sem efeito dado ter-se chegado a conclusão que tinham sido violados alguns princípios de procedimento administrativo, 8 foram dedicadas a discutir e elaborar o regulamento de funcionamento da comissão e 2 foram dedicadas a aprovar esse mesmo regulamento. É ainda notável que muitas das reuniões não puderam ser realizadas ou concluídas, já que duas não continuaram por falta de quorum, uma ficou a meio em sinal de protesto por Timor e 5 coincidiram com feriados ou dias de ponte.

sexta-feira, 5 de agosto de 2005

Já cheira a queimado em Lisboa desde as 4h30 e já me parece ver fumo.

"Demasiado" e "demais"

Estava a ler um livro do Almeida Santos, chamado "Até que a pena me doa", quando percebi que não é um erro meu. Não sei sequer até que ponto é um erro.
Vou citar frases em que o autor usa "demais" como sinónimo de "demasiado":

"Quanto à proposta extinção das auditorias jurídicas, hesito entre concluir que a não entendo e que a entendo demais."
(pág. 95)

"E foi dito que 'a liberdade dos fortes teve vezes demais por contrapartida a servidão dos fracos'."
(pág. 106)

"Era fácil demais, para iludir e referida exigência constitucional, objectar assim: (...)"
(pág. 116)


Em todas as frases acima se pode substituir "demais" por "demasiado".

Ora, o que podemos concluir? Tendo em conta o excelente nível de português do livro todo, não será erro do autor nem do revisor. É propositado e é feito por quem sabe bom português.
A mim também parecia que me tinham ensinado, na escola, a escrever "demais" como sinónimo de "demasiado". Fiquei um bocado confusa quando apareceu a moda de escrever "de mais" em vez de "demais" como sinónimo de demasiado e cheguei a interrogar-me se de facto não seria um erro meu. Pois, não é. Talvez seja da escola "à antiga portuguesa". O que é um facto é que me ensinaram assim, e pelos vistos não foi só a mim e não é do ensino recente.
Tirem as vossas conclusões.

Hot in the city

Eu sei porque é que a maioria das pessoas não gosta do calor.
Mas há solução para isso. Chama-se desodorizante.
Se o vosso não funciona, procurem outro.

Eu, estou óptima.

Tenho um certo prazer em ver a malta abanar-se, bufar, sofrer. Às vezes é tão bom ser diferente. Mas eu também mereço um pedacinho de céu.
Aguentem-se. Gostava de dizer, como o outro, "habituem-se", mas infelizmente é calor de pouca dura.

Ah, é verdade! Este provérbio lembrou-me do sol. E lembrou-me que a maioria das pessoas vive de dia. Não sabem apreciar uma noite quente porque estão a dormir. Pois é mesmo de noite que o calor sabe bem.

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