sexta-feira, 5 de agosto de 2005
"Demasiado" e "demais"
Estava a ler um livro do Almeida Santos, chamado "Até que a pena me doa", quando percebi que não é um erro meu. Não sei sequer até que ponto é um erro.
Vou citar frases em que o autor usa "demais" como sinónimo de "demasiado":
Em todas as frases acima se pode substituir "demais" por "demasiado".
Ora, o que podemos concluir? Tendo em conta o excelente nível de português do livro todo, não será erro do autor nem do revisor. É propositado e é feito por quem sabe bom português.
A mim também parecia que me tinham ensinado, na escola, a escrever "demais" como sinónimo de "demasiado". Fiquei um bocado confusa quando apareceu a moda de escrever "de mais" em vez de "demais" como sinónimo de demasiado e cheguei a interrogar-me se de facto não seria um erro meu. Pois, não é. Talvez seja da escola "à antiga portuguesa". O que é um facto é que me ensinaram assim, e pelos vistos não foi só a mim e não é do ensino recente.
Tirem as vossas conclusões.
Vou citar frases em que o autor usa "demais" como sinónimo de "demasiado":
"Quanto à proposta extinção das auditorias jurídicas, hesito entre concluir que a não entendo e que a entendo demais."
(pág. 95)
"E foi dito que 'a liberdade dos fortes teve vezes demais por contrapartida a servidão dos fracos'."
(pág. 106)
"Era fácil demais, para iludir e referida exigência constitucional, objectar assim: (...)"
(pág. 116)
Em todas as frases acima se pode substituir "demais" por "demasiado".
Ora, o que podemos concluir? Tendo em conta o excelente nível de português do livro todo, não será erro do autor nem do revisor. É propositado e é feito por quem sabe bom português.
A mim também parecia que me tinham ensinado, na escola, a escrever "demais" como sinónimo de "demasiado". Fiquei um bocado confusa quando apareceu a moda de escrever "de mais" em vez de "demais" como sinónimo de demasiado e cheguei a interrogar-me se de facto não seria um erro meu. Pois, não é. Talvez seja da escola "à antiga portuguesa". O que é um facto é que me ensinaram assim, e pelos vistos não foi só a mim e não é do ensino recente.
Tirem as vossas conclusões.
Hot in the city
Eu sei porque é que a maioria das pessoas não gosta do calor.
Mas há solução para isso. Chama-se desodorizante.
Se o vosso não funciona, procurem outro.
Eu, estou óptima.
Tenho um certo prazer em ver a malta abanar-se, bufar, sofrer. Às vezes é tão bom ser diferente. Mas eu também mereço um pedacinho de céu.
Aguentem-se. Gostava de dizer, como o outro, "habituem-se", mas infelizmente é calor de pouca dura.
Ah, é verdade! Este provérbio lembrou-me do sol. E lembrou-me que a maioria das pessoas vive de dia. Não sabem apreciar uma noite quente porque estão a dormir. Pois é mesmo de noite que o calor sabe bem.
Mas há solução para isso. Chama-se desodorizante.
Se o vosso não funciona, procurem outro.
Eu, estou óptima.
Tenho um certo prazer em ver a malta abanar-se, bufar, sofrer. Às vezes é tão bom ser diferente. Mas eu também mereço um pedacinho de céu.
Aguentem-se. Gostava de dizer, como o outro, "habituem-se", mas infelizmente é calor de pouca dura.
Ah, é verdade! Este provérbio lembrou-me do sol. E lembrou-me que a maioria das pessoas vive de dia. Não sabem apreciar uma noite quente porque estão a dormir. Pois é mesmo de noite que o calor sabe bem.
quarta-feira, 3 de agosto de 2005
We are the champions, my friend
And we'll keep on fighting till the end...
Isto foi tão noticiado hoje que decidi ir à procura do artigo original. Tivemos a menção honrosa no The Times (prestigiado jornal inglês) como o país mais perigoso para se conduzir.
*pop*
Abre-se o champanhe!
Vou citar. Não é todos os dias que um prestigiado jornal inglês me dá razão por ter metido a cartinha de condução na gaveta à espera que os meus concidadãos aprendam a conduzir:
Podem ler tudo aqui.
Cheers!
Isto foi tão noticiado hoje que decidi ir à procura do artigo original. Tivemos a menção honrosa no The Times (prestigiado jornal inglês) como o país mais perigoso para se conduzir.
*pop*
Abre-se o champanhe!
Vou citar. Não é todos os dias que um prestigiado jornal inglês me dá razão por ter metido a cartinha de condução na gaveta à espera que os meus concidadãos aprendam a conduzir:
But the N340 is not officially the most dangerous road for foreign tourists, and nor is Spain the most dangerous place to drive.That honour belongs to Portugal.
Portugal has the highest road death rate in the EU at 21 per 100,000 population (in 2000), more than three times the British rate.
One reason is the country’s motorways. There are 14.1 deaths per billion vehicle kilometres on Portuguese motorways, compared with just two in Britain.
One of Portugal’s most notorious motorways is the IP5. Running from Aveiro to Vilar Formoso, the IP5 provides Portugal’s main link with the rest of Europe. It is also one of the country’s most difficult highways to drive on, dropping rapidly from mountain height to sea level.
Since it was opened a decade ago, the IP5’s hairpin bends, unclear road markings and risky overtaking spots have claimed the lives of almost 400 people.
Podem ler tudo aqui.
Cheers!
terça-feira, 2 de agosto de 2005
Links
Estou a pensar fazer uma limpeza aqui aos links do blog e ficar apenas com aqueles que gosto de visitar regularmente. Não é por canalhice. Não custava nada ter mais 30 blogs linkados ou manter os que estão. O que acontece é que simplesmente há aqui blogs linkados há meses e eu ainda não sei a quem pertencem. Ou seja, apesar de vos vistar, ainda não conseguiram dizer algo que me faça associar um blog a uma pessoa, a uma voz, a uma presença. E sim, muitas vezes me pergunto antes de clicar no link, "quem é mesmo este gajo/gaja, e porque é que está aqui?".
Se critério houver, será esse. Ou eu já sei quem ali está, ou não sei. E não foi por falta de visitas.
Como devem calcular, clicar em links demora o seu tempo, principalmente quando são muitos.
Tenho uma certa antipatia por blogs de poesia e imagens. Não me importa que a poesia seja solarenga ou enluarada, que as fotografias escorram sangue ou passarinhos a voar no céu azul claro.
QUERO CONTEÚDO! Quero ideias! Quero histórias. Quero ver-vos.
Sim, vou fazê-lo. As minhas desculpas adiantadas aos blogs que vão deixar de estar linkados.
Talvez um dia nos voltemos a encontrar.
Se critério houver, será esse. Ou eu já sei quem ali está, ou não sei. E não foi por falta de visitas.
Como devem calcular, clicar em links demora o seu tempo, principalmente quando são muitos.
Tenho uma certa antipatia por blogs de poesia e imagens. Não me importa que a poesia seja solarenga ou enluarada, que as fotografias escorram sangue ou passarinhos a voar no céu azul claro.
QUERO CONTEÚDO! Quero ideias! Quero histórias. Quero ver-vos.
Sim, vou fazê-lo. As minhas desculpas adiantadas aos blogs que vão deixar de estar linkados.
Talvez um dia nos voltemos a encontrar.
segunda-feira, 1 de agosto de 2005
Mais um apontamento para os night owls
Muitas vezes, a dificuldade em adormecer deriva também de uma coisa chamada "performance stress". Aquilo que faz um cantor perder a voz quando sobe ao palco devido ao elevado nível de ansiedade. O que neste caso seria afonia histérica. Mas vocês percebem a ideia. Aconteceu-me várias vezes ter responsabilidades no dia seguinte a que não podia faltar de maneira nenhuma e o próprio peso dessa responsabilidade me manter acordada. Houve alturas, na faculdade, em que fui fazer exames sem dormir uma hora sequer com medo de adormecer e não acordar. Mas depois ia para casa e dormia, porque a missão estava cumprida... e eu estava exausta.
Esta nota é para reflexão das outras pessoas nocturnas que lêem este blog e para os médicos ignorantes que deviam saber estas coisas e não sabem e que deviam estar a ler este blog porque supostamente são especialistas mas aparentemente não têm tempo para ler porque estão muito ocupados a extorquir dinheiro a pessoas a quem não sabem ajudar.
(Aquele grande filho da puta!... Mas "a vingança é minha, diz o Senhor". Há quem pague em dinheiro, há quem pague em karma.)
Esta nota é para reflexão das outras pessoas nocturnas que lêem este blog e para os médicos ignorantes que deviam saber estas coisas e não sabem e que deviam estar a ler este blog porque supostamente são especialistas mas aparentemente não têm tempo para ler porque estão muito ocupados a extorquir dinheiro a pessoas a quem não sabem ajudar.
(Aquele grande filho da puta!... Mas "a vingança é minha, diz o Senhor". Há quem pague em dinheiro, há quem pague em karma.)
Segunda vida
Não sei quantas pessoas passaram por esta experiência. Não são muitas as que partilham, mas lembro-me de Florbela Espanca dizer algo como "não me recordo das outras que fui outrora". Mas será que muita gente se apercebe? Será que se lembram?
Há cerca de dez anos, um pouco mais, eu morri. Pouco antes de acontecer eu tive aquela certeza de que a vida não podia continuar. Olhava para as coisas como se as estivesse a ver pela última vez.
E de facto estava. Nunca mais veria as coisas da mesma maneira.
Depois de alguns anos de luto pela minha "partida", confusão e desorientação, e possivelmente vagueando como um fantasma que não sabe que morreu, um dia acordei renascida. Eu era agora uma pessoa diferente e tinha uma vida diferente. Experimentei uma forma invulgar de reencarnação.
Pergunto-me quantos têm esta magnífica oportunidade? Quantos se lembram de morrer numa só vida?
Nesta nova existência, sou apenas uma criança. Nem sequer tenho idade para ser adolescente. Ainda não atingi a minha nova maturidade. Acima de tudo, ainda não sei o que quero. Estou na escola outra vez.
Mas pensando bem no assunto, olha o que se poupa em encarnações!
Há cerca de dez anos, um pouco mais, eu morri. Pouco antes de acontecer eu tive aquela certeza de que a vida não podia continuar. Olhava para as coisas como se as estivesse a ver pela última vez.
E de facto estava. Nunca mais veria as coisas da mesma maneira.
Depois de alguns anos de luto pela minha "partida", confusão e desorientação, e possivelmente vagueando como um fantasma que não sabe que morreu, um dia acordei renascida. Eu era agora uma pessoa diferente e tinha uma vida diferente. Experimentei uma forma invulgar de reencarnação.
Pergunto-me quantos têm esta magnífica oportunidade? Quantos se lembram de morrer numa só vida?
Nesta nova existência, sou apenas uma criança. Nem sequer tenho idade para ser adolescente. Ainda não atingi a minha nova maturidade. Acima de tudo, ainda não sei o que quero. Estou na escola outra vez.
Mas pensando bem no assunto, olha o que se poupa em encarnações!
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