domingo, 17 de julho de 2005

Rearmonização da aura através da visualização

Este é um exercício de hipnoterapia que me tem dado muito jeito ao longo da vida e agora voltei a praticá-lo desde que os médicos me mandaram à merda.
Vou escrevê-lo aqui simplesmente porque nunca encontro o raio do livro e o raio da página e penso que aqui vai ser mais fácil de o reler quando for preciso.
Espero que também vos ajude.

Deite-de em decúbito dorsal sobre uma superfície um tanto dura (alcatifa ou divã), em ambiente crepuscular (vela). Execute algumas respirações profundas e lentas. Durante a inspiração, imagine-se a absorver ar muito puro (como se estivesse, por exemplo, na montanha ou numa floresta);


Nesta altura, antes de passar à próxima fase, faço também o exercício de esvaziar a mente de todo o pensamento: "Não penso em nada", durante o maior tempo possível.

durante a expiração, pense que elimina todas as impurezas.
Em seguida, faça a si mesmo algumas sugestões mentais para relaxamento do corpo, por exemplo: "Sinto-me cada vez mais calmo, tenho o corpo descontraído, sinto-me bem, à vontade, relaxado, gosto desta tranquilidade, o meu corpo está calmo, o meu espírito está calmo."


Eu costumo acrescentar: "Estou segura. Nada me pode fazer mal ou atingir. Estou segura. Estou segura." (Também prefiro imaginar-me numa praia deserta ao som do mar e das gaivotas.)

Usufrua desse bem estar durante todo o tempo que lhe apetecer.
Depois, visualize de cor branca o ar que respira, de tão puro este lhe parece, e que, pouco a pouco, este ar lhe vai impregnando o corpo. Este torna-se também progressivamente branco, todo branco. Submerge-o um oceano de brancura. Tudo em redor é branco. O ar da sala tornou-se branco, é branco todo o seu corpo. Respira ar puro e branco, o seu corpo e o ar envolvente são brancos e sente-se extraordinariamente bem, regenerado por completo e sereno.
Pode agora fazer a si próprio novas sugestões: "Durante os próximos dias, guardarei dentro do corpo e do espírito esta tranquilidade. Prolongarei o efeito benfazejo desta calma, conservarei a serenidade e o conforto experimentado".


A princípio o mais difícil é relaxar fisicamente. Mas esvaziar a mente de todo o pensamento é de facto o mais difícil e pode demorar dias a atingir.
Os resultados podem ser observados após algumas sessões, dependendo do nível de relaxamento.

Os comentários...

... estão de volta.

I'm bored to death here. Não arranjo maneira melhor de o dizer do que em inglês.
As férias sempre foram aquela altura da minha vida em que me sentia mais sozinha. Toda a gente ia de férias e eu ficava. Sempre fiquei.
Agora já não é assim. Com a crise, as pessoas já não vão de férias. Mas eu fiquei à mesma. Que se podia fazer? Eu tinha de arranjar uma maneira de sobreviver sem as pessoas! Depois, quando elas voltaram, eu já não precisava delas. Óbvio. Claro como água.

Não sei se vou ler os comentários. Talvez leia, talvez não. Lamento dizê-lo mas não é assim tão importante o que as pessoas têm para me dizer.
Ultimamente também não tenho lido os vossos blogs (mas isso é porque ando sem paciência).

Já li "A Irmandade do Anel". Tornei-me uma fã de Tolkien. E agora estou a ler os livros apócrifos da Bíblia. Leitura interessante. E ando mais a ler livros. A situação do país está demasiado deprimente para falar dela ou ouvir falar dela.

A falta de compreensão dos outros também me aflige neste momento em particular. Sinto-me fraca e cansada. Quando os motivos para uma pessoa se levantar da cama se resumem a ter dinheiro para sobreviver, não há verdadeira razão para viver.

Mas onde é que já se viu um gótico feliz? Isso não existe. Isso seria a negação do gótico dentro do gótico.

Não espero que compreendam. Vou tentar ler os vossos comentários como se de um outro blog se tratasse. Podia pedir-vos por todos os santinhos e pelas alminhas do purgatório que pela vossa saúdinha não me falassem de coisas que não sabem, mas sei que não ia adiantar. As pessoas falam do que não sabem, ponto final. E eu não tenho paciência nem tempo nem vontade para dizer porque é que não sabem.
Mas não esperem nada de mim. Nunca. E este é o melhor conselho que vos posso dar.

Faço votos para que, como dizia o Klatuu, continuem a utilizar os meus comentários como plataforma para outras coisas. Eles são para vocês. O blog é para mim. Já uma vez o disse. Os comentários são o passeio da rua em frente à minha porta. Mas o blog é meu, meu, e só meu. Podia mesmo dizer que o blog sou eu, de tal forma me expus nestas páginas desde há mais de um ano.

Uma vez deram-me um puzzle. Na contracapa estava a fotografia de um chimpazé. O chimpazé seria o resultado do puzzle. Eu achei aquilo tão feio que não me dei ao trabalho de montar o puzzle e nunca mais ninguém me deu nenhum.
Mas eu adoro puzzles. Principalmente aqueles que não têm a fotografia do resultado.
Eu sou um puzzle desses, sem fotografia. E faltam peças. Essas estão fechadas na minha mão para as dar, uma por uma, às pessoas que começam a montar o puzzle e o acharem interessante.
Mas como não há fotografia prévia, muitos olham para duas ou três peças e pensam que sabem o que o puzzle vai dar, e enganam-se. Outros tentam começar a montá-lo mas percebem que é demasiado complicado e desistem. Outros gostariam de alterar o resultado final do puzzle e mudar o que eu sou, e esses falham. Outros julgam que têm o puzzle todo montado e surpreendem-se quando vêem uma das peças que não se revelam todos os dias. Conta-se pelos dedos de uma mão o número de pessoas que conseguiu montar o puzzle. Por motivos vários, como a idade, o estrato social, as vivências ou a falta delas, para a maioria das pessoas eu não sou um puzzle mas um enigma indecifrável. E no entanto eu digo-vos que não, que eu não sou um enigma indecifrável. Um puzzle complicado, isso sim.

E sinto-me isolada. Muito isolada. O que é diferente de sozinha. Isolada e sem ninguém que me compreenda. E sinto que me estou a impôr quando peço a alguém que me escute e compreenda. Não quero fazer isso. Quero ouvir música e dançar. Sim, é isso que eu quero. Os meus pensamentos bastam-me como sempre bastaram.

Estou cansada. Muito cansada. A vida não tem sido fácil, mas mesmo nada fácil. Nem justa. Nem agradável. Nos últimos tempos, tem sido penosa.
Eu culpo as minhas anteriores reencarnações.

Eh bien. C'est tout.

quarta-feira, 13 de julho de 2005

Bem vindos ao mundo das mentiras

Não tenho problemas.

Life is peachy.

Tudo está bem.

Até estou a sorrir.

Os comentários até são capazes de voltar. Ou não. Afinal, estamos no mundo das mentiras.

Se há um tipo de pessoas que eu odeio visceralmente são os mentirosos. Por isso mesmo, decidi começar a mentir indiscriminadamente. Ou não. No mundo das mentiras, nunca se sabe.
Como distinguir? Bem, é uma questão de neurónios. Cabe aos comentários ser a plataforma onde se distingue quem os tem de quem os não tem.
Por isso, os comentários são capazes de voltar. Ou não.
Afinal, pode ser tudo mentira.

Neste país de mentirosos, devíamos ser todos peritos em detectar mentiras à distância. Será? Não será?
Será que vamos saber?
Não sei. Pode ser tudo mentira.

Oh, como é bela a vida!
Mentirosos do mundo, uni-vos!


Current mood: diabólico

domingo, 10 de julho de 2005

Uma conversa com a Morte

Não sei se vos disse que era uma das minhas canções preferidas?



It's getting dark
too soon
a threatening silence
Surrounding me
a wind
comes up from the islands

Distance fades to stormy grey
Washed out from the deep of the ocean
Here I will stand to face your wrath
While all the others are praying


Calm down my heart
don't beat so fast
Don't be afraid
just once in a lifetime
Calm down my heart
don't beat so fast
Don't be afraid
just once in a lifetime

No rain can wash away my tears
No wind can soothe my pain
You made me doubt, you made me fear
But now I'm not the same

You took my wife, my unborn son
Torn into the deep of the ocean
I don't pretend that I love you
'Cause there is nothing left to lose


And when silence comes back to me
I find myself feeling lonely
Standing here on the shores of destiny
I find myself feeling lonely

I had a life to give
many dreams to live
Don't you know that you're losing so much
this time
Beyond the waves
I will be free
While all the others are praying

Calm down my heart
don't beat so fast
Don't be afraid
just once in a lifetime
Calm down my heart
don't beat so fast
Don't be afraid
just once in a lifetime

No rain can wash away my tears
No wind can soothe my pain
You made me doubt, you made me fear
But now I'm not the same

You took my wife, my unborn son
Torn into the deep of the ocean
I don't pretend that I love you
'Cause there is nothing left to lose

The love in you,
it does not burn,
There is no lesson you can learn
And there are sounds
you cannot hear,
And there are feelings
you can't feel
Calm down my heart
don't beat so fast
Don't be afraid
just once in a lifetime
I don't pretend that I love you

And this time I'm not scared of you



ONCE IN A LIFETIME
Wolfsheim


terça-feira, 5 de julho de 2005

Até à próxima





Dum Dum
1995 - 2005




(Nota: este não é aquele gatinho que estava fadado para morrer há mais de um ano. O destino é irónico.)
O Dum Dum era um bom amigo. Gostava de cães, gatos e pessoas.
Estou mais pobre. Perdi um amigo.
Morreu como um passarinho, esta madrugada, depois de uma semana de doença súbita. Eu estive sempre com ele até ao fim.

Não quero dizer adeus. Até à próxima, meu amigo!

domingo, 3 de julho de 2005

Ele há coisas da breca!

Na sexta feira, ao chegar ao trabalho, encontrei à frente da porta uma carta de baralho normal. Só uma. O oito de espadas.



RESTRICTION
CONFUSION
POWERLESSNESS

feeling restricted
being fenced in by obstacles
staying in a limited situation
feeling trapped by circumstances
experiencing few options
being blind to freedom
feeling persecuted

feeling confused
being unsure which way to turn
feeling at a loss
lacking direction
feeling overwhelmed
floundering around
needing guidance and clarity
not understanding what is happening

feeling powerless
waiting for outside rescue
doubting anything you do will help
avoiding responsibility
looking for a white knight
feeling victimized
accepting inaction

Uma mensagem do destino?