Cheguei ao Super Bock Super Rock quando tocavam os Audioslave. O melhor momento foi quando Chris Cornell tocou "Black Old Sun" dos Soundgarden. Diria mesmo que foi o melhor momento da minha curta permanência no festival. É que eu não gosto de festivais. Aquela cena de passar por 3 barreiras de controlo faz-me sentir numa prisão de alta segurança e eu não fiz mal nenhum a ninguém. O senhor Marilyn Manson apareceu sem vontade nenhuma de puxar pelo público, embora a maquilhagem estivesse espantosa (as senhoras sabem produzir-se!). Tocou três versões ("Sweet Dreams" dos Eurythmics, "Personal Jesus" dos Depeche Mode e "Tainted Love" dos Soft Cell - estou a dizer porque há gente mais nova que não sabe) e umas coisinhas mais a cair para o álbum "Mechanical Animals". Deus seja louvado, deixou de fora o "Grotesque". Ainda se pensou que ia queimar a bandeira americana depois da primeira canção, "The Love Song", mas lá deve ter achado que afinal a bandeira era cara e precisava dela para concertos posteriores (porque a vida custa a todos) e lá se retirou a bandeira para mostrar um écran onde apareceriam as imagens de Jesus e Hitler, à vez.
A anedota da noite foi quando ele mudou a letra de "Dope Show" para "Drugs, they say, are made in Portugal".
Ganda piada. Se ele soubesse o que tem sido para arranjar melatonina! Portugal já não produz nada, nem drogas. País triste.
Avante. Ainda andou com a mão pelas partes baixas, mas debaixo das calças, e mudou de roupa entre canções para mostrar algum espectáculo, deitou-se para o chão para fazer que estava a sofrer, e prontos, foi assim. Sem emoção nem entrega. Com muitos momentos de silêncio pelo meio das canções. A fazer um sacrifício do caraças.
Picou o ponto.
Eu cá digo que não me apanham mais em festivais. Sempre preferi ver o artista sozinho e num recinto em condições. O que me tem afastado do Marilyn Manson tem sido mesmo o Pavilhão Atlântico, aquela vergonha, mas agora já posso dizer que fiz o meu dever de fan e lá fui ver o homem.
Também comi uma fartura e bebi três copos de meio litro de Super Bock. A fartura estava boa mas soube um bocadinho a cara. (Um euro, chiça! E os churros eram 2 euros cada! Vão roubar para a estrada.)
Não foi a seca que eu pensava mas é preciso mais para me fazer vibrar. Muito, muito mais.
terça-feira, 31 de maio de 2005
domingo, 29 de maio de 2005
Hahaha!
Roubado d'O Portugal Profundo:
"Eu não estou de acordo que se baixem os impostos (...). Mas também não estou de acordo com a subida de impostos, não estou. Porque isso também já foi uma receita do passado. Isso já foi feito no passado e não produziu bons resultados. Eu não acho que os problemas das contas públicas em Portugal se possam fazer à custa da economia, fazendo… Lançar impostos, neste momento, no meu ponto de vista, criaria ainda condições para um arrefecimento ainda maior da economia portuguesa. Ora eu acho que esse não é o caminho".
José Sócrates no Debate Sócrates–Santana Lopes, 3-2-2005, SIC e Canal 2
Cadeia de literatura
(Porque estou entediada e não me apetece fazer outra coisa. Já tinha visto este desafio há mais tempo mas a verdade é que tive de pensar na resposta à primeira pergunta.)
P: Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
R: O Evangelho (4 em 1). Penso que se deve preservar a Esperança quando toda a outra filosofia falhar.
P: Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
R: Eh bien. Resposta desnecessária para quem acompanha este blog. Toda a gente sabe que fiquei completamente apanhadinha pelo vampiro Lestat. Mas há mais. Sou muito infiel.
P: Qual foi o último livro que compraste?
R: "Blood Canticle", da Anne Rice. O último livro que puxei da internet (porque o Emule também tem livros, sabiam?) foi "O Código de Da Vinci", em inglês. Ainda não li. Nem sei se vou ler. Está no disco rígido. O interesse não é assim tanto.
P: Qual o último livro que leste?
R: O "Manual Prático de Vampirismo", de Paulo Coelho. Estava num link no grupo associado a este blog no MSN. Achei uma ganda merda. Não recomendo a ninguém.
P: Que livros estás a ler?
R: Tenho o (bom) hábito de só ler uma coisa de cada vez. Gosto de me embrenhar na história e pensar no que estou a ler 24 horas por dia. É por isso que nunca leio um livro mais do que uma vez. Neste momento, voltei a ler "A Irmandade do Anel". (Aqueles hobbits são um bocadinho parolos. Então o gajo está a ser perseguido pelo Dark Side of the Force, ou lá o que é, e ainda pára para jantar, tomar banho e cantar uma canção?...)
P: Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
R: Para uma ilha deserta só levava um barco para sair de lá. Cinco livros, numa ilha deserta, liam-se num instante. Nem consigo conceber a seca. Não. É mesmo um barco.
P: A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
R: À blogosfera. De onde veio o testemunho, é para lá que torna.
P: Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
R: O Evangelho (4 em 1). Penso que se deve preservar a Esperança quando toda a outra filosofia falhar.
P: Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção?
R: Eh bien. Resposta desnecessária para quem acompanha este blog. Toda a gente sabe que fiquei completamente apanhadinha pelo vampiro Lestat. Mas há mais. Sou muito infiel.
P: Qual foi o último livro que compraste?
R: "Blood Canticle", da Anne Rice. O último livro que puxei da internet (porque o Emule também tem livros, sabiam?) foi "O Código de Da Vinci", em inglês. Ainda não li. Nem sei se vou ler. Está no disco rígido. O interesse não é assim tanto.
P: Qual o último livro que leste?
R: O "Manual Prático de Vampirismo", de Paulo Coelho. Estava num link no grupo associado a este blog no MSN. Achei uma ganda merda. Não recomendo a ninguém.
P: Que livros estás a ler?
R: Tenho o (bom) hábito de só ler uma coisa de cada vez. Gosto de me embrenhar na história e pensar no que estou a ler 24 horas por dia. É por isso que nunca leio um livro mais do que uma vez. Neste momento, voltei a ler "A Irmandade do Anel". (Aqueles hobbits são um bocadinho parolos. Então o gajo está a ser perseguido pelo Dark Side of the Force, ou lá o que é, e ainda pára para jantar, tomar banho e cantar uma canção?...)
P: Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
R: Para uma ilha deserta só levava um barco para sair de lá. Cinco livros, numa ilha deserta, liam-se num instante. Nem consigo conceber a seca. Não. É mesmo um barco.
P: A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
R: À blogosfera. De onde veio o testemunho, é para lá que torna.
quinta-feira, 26 de maio de 2005
Update
É verdade. Esqueci-me de partilhar as boas notícias.
Consegui uma consulta de Apneia do Sono (que não é o meu problema) num dos hospitais referidos. É já em...
Setembro...
de...
Não é fantástico?
O suplemento de melatonina que comprei na farmácia não funciona porque é muito fraco. Graças a Deus amanhã é feriado. A meio da semana começo a perder o controle. Como é do conhecimento dos médicos em geral, por vezes o cansaço físico, em vez de provocar o sono, estimula a mente. Especialmente quando a pessoa está habituada.
Acho que não perdi o controle mais cedo porque nos primeiros meses deste novo emprego não estava habituada ao ritmo e havia desgaste físico. Uma vez habituada, é o diabo. Assim que se apanha a dormir, o cérebro não permite que eu acorde e está tudo lixado. Talvez só um incêndio de grandes proporções me tirasse da cama, se eu me chegasse a aperceber dele.
Mesmo assim, volto a dizer, estou surpreendida com o apoio do meu patrão. E da minha mãe.
Parece que as pessoas só se apercebem de que um caso é sério quando lhes toca no bolso. (Meditação de última hora.)
O que me leva a outro assunto.
Justiça socialista
Porque é que "hádem" ser os ricos a pagar a crise? Paguem-na TODOS! Do gajo do BMW ao arrumador do BMW, da madame à mulher a dias, do aposentado que vai ao spa ao reformado que vai ao centro de saúde, do administrador da fábrica que tira 5000 mil euros ao desgraçado do operário que tira 300.
Paguem todos!
Nos últimos dias também me apercebi, passada a febre benfiquista, que as pessoas não falam de outra coisa senão no déficit e nos aumentos que se seguem. Parece que estão chocadas, surpreendidas mesmo.
Pensariam as pessoas, questiono-me, que a mudança de governo ia ser o milagre das rosas? (Ok, pergunta estúpida. Sim, pensavam.)
Pensariam que por artes mágicas tudo melhoraria? Pensariam que ia haver distribuição de sopa aos pobres? Como diz o outro, pensariam que há almoços grátis?
Custa-me perceber esta gente que vê nuvens cinzentas e diz "é capaz de fazer sol". Por milagre.
É um povo de fé. Mas fé a mais faz mal à inteligência.
Super Rock
Por último, foi um bom dia. Não é todos os dias que tenho um bom dia. Geralmente os dias são maus. Hoje foi bom.
Continuo a achar que vai ser uma seca esperar pelo Marilyn Manson no domingo. Não gosto de festivais. Mas também não gosto do Pavilhão Atlântico. Tem uma acústica de envergonhar quem desenhou aquilo. Depois do fiasco dos Bauhaus não me apanham lá mais.
Concertos a sério é no Coliseu. De Lisboa! (Mas o do Porto também não é mau.)
Já na Aula Magna é para esquecer.
Onde a conversa foi parar! E não, não me apetece conversar. Vou apanhar uma grande piela.
Consegui uma consulta de Apneia do Sono (que não é o meu problema) num dos hospitais referidos. É já em...
Setembro...
de...
2006!!!!!!!!!!!!!
Não é fantástico?
O suplemento de melatonina que comprei na farmácia não funciona porque é muito fraco. Graças a Deus amanhã é feriado. A meio da semana começo a perder o controle. Como é do conhecimento dos médicos em geral, por vezes o cansaço físico, em vez de provocar o sono, estimula a mente. Especialmente quando a pessoa está habituada.
Acho que não perdi o controle mais cedo porque nos primeiros meses deste novo emprego não estava habituada ao ritmo e havia desgaste físico. Uma vez habituada, é o diabo. Assim que se apanha a dormir, o cérebro não permite que eu acorde e está tudo lixado. Talvez só um incêndio de grandes proporções me tirasse da cama, se eu me chegasse a aperceber dele.
Mesmo assim, volto a dizer, estou surpreendida com o apoio do meu patrão. E da minha mãe.
Parece que as pessoas só se apercebem de que um caso é sério quando lhes toca no bolso. (Meditação de última hora.)
O que me leva a outro assunto.
Justiça socialista
IVA 21% !!!!!!!!!!!!!!
Porque é que "hádem" ser os ricos a pagar a crise? Paguem-na TODOS! Do gajo do BMW ao arrumador do BMW, da madame à mulher a dias, do aposentado que vai ao spa ao reformado que vai ao centro de saúde, do administrador da fábrica que tira 5000 mil euros ao desgraçado do operário que tira 300.
Paguem todos!
Nos últimos dias também me apercebi, passada a febre benfiquista, que as pessoas não falam de outra coisa senão no déficit e nos aumentos que se seguem. Parece que estão chocadas, surpreendidas mesmo.
Pensariam as pessoas, questiono-me, que a mudança de governo ia ser o milagre das rosas? (Ok, pergunta estúpida. Sim, pensavam.)
Pensariam que por artes mágicas tudo melhoraria? Pensariam que ia haver distribuição de sopa aos pobres? Como diz o outro, pensariam que há almoços grátis?
Custa-me perceber esta gente que vê nuvens cinzentas e diz "é capaz de fazer sol". Por milagre.
É um povo de fé. Mas fé a mais faz mal à inteligência.
Super Rock
Por último, foi um bom dia. Não é todos os dias que tenho um bom dia. Geralmente os dias são maus. Hoje foi bom.
Continuo a achar que vai ser uma seca esperar pelo Marilyn Manson no domingo. Não gosto de festivais. Mas também não gosto do Pavilhão Atlântico. Tem uma acústica de envergonhar quem desenhou aquilo. Depois do fiasco dos Bauhaus não me apanham lá mais.
Concertos a sério é no Coliseu. De Lisboa! (Mas o do Porto também não é mau.)
Já na Aula Magna é para esquecer.
Onde a conversa foi parar! E não, não me apetece conversar. Vou apanhar uma grande piela.
terça-feira, 24 de maio de 2005
Hoje, consegui.
Amanhã, não sei.
Estou particularmente surpreendida pela compreensão demonstrada pelo meu patrão. Ele conhece mais pessoas assim. Que não tiveram um fim muito feliz...
Estou também admiradíssima pelo apoio da minha mãe. Isso, sim, é uma novidade. Parece que ela finalmente percebeu, reconheceu e conformou-se com o facto de que o seu bebé não era tão "perfeitinho" só porque tinha os dedinhos todos. Finalmente começou a perceber a natureza da DSPS e a reconstruir a minha vida nocturna desde a infância. É como se finalmente tivesse percebido o que sempre lhe esteve debaixo do nariz mas nunca quis ver.
De certa maneira, isto tem sido possível porque há cada vez mais casos de depressão e desordens associadas a saírem "do armário" na sociedade de hoje. O que antes não se falava, o que antes era vergonha, é hoje abertamente discutido.
Porque as pessoas disseram "não" e decidiram não se calar.
Porque já não se vai à bruxa porque alguém "lhes fez mal". Porque a sociedade evoluiu. Porque muito boa gente teve de engolir o mito de que as doenças neurológicas não são doenças quando o azar lhes aterrou na família. (Observei muitos casos desses.)
Entretanto, sinto que estou a perder qualidades intelectuais. Consigo aperceber-me da degenerescência que se apodera de mim há medida que os anos passam.
Ontem dei comigo a perguntar-me se isto será o princípio do fim.
A rosa começa em botão, depois floresce e resplandece, e por fim começa a murchar e definha.
Estou particularmente surpreendida pela compreensão demonstrada pelo meu patrão. Ele conhece mais pessoas assim. Que não tiveram um fim muito feliz...
Estou também admiradíssima pelo apoio da minha mãe. Isso, sim, é uma novidade. Parece que ela finalmente percebeu, reconheceu e conformou-se com o facto de que o seu bebé não era tão "perfeitinho" só porque tinha os dedinhos todos. Finalmente começou a perceber a natureza da DSPS e a reconstruir a minha vida nocturna desde a infância. É como se finalmente tivesse percebido o que sempre lhe esteve debaixo do nariz mas nunca quis ver.
De certa maneira, isto tem sido possível porque há cada vez mais casos de depressão e desordens associadas a saírem "do armário" na sociedade de hoje. O que antes não se falava, o que antes era vergonha, é hoje abertamente discutido.
Porque as pessoas disseram "não" e decidiram não se calar.
Porque já não se vai à bruxa porque alguém "lhes fez mal". Porque a sociedade evoluiu. Porque muito boa gente teve de engolir o mito de que as doenças neurológicas não são doenças quando o azar lhes aterrou na família. (Observei muitos casos desses.)
Entretanto, sinto que estou a perder qualidades intelectuais. Consigo aperceber-me da degenerescência que se apodera de mim há medida que os anos passam.
Ontem dei comigo a perguntar-me se isto será o princípio do fim.
A rosa começa em botão, depois floresce e resplandece, e por fim começa a murchar e definha.
domingo, 22 de maio de 2005
Na sexta feira a médica de família disse-me que não pode fazer nada por mim.
Tenho de esperar por uma consulta de Patologia do Sono que por acaso se chama Apneia do Sono, nada do que se passa comigo.
Em Lisboa só há três hospitais (que eu eu saiba, e não sei se há mais no resto do país) com consultas de Apneia do Sono (que não é o meu problema). Egas Moniz, Pulido Valente e Santa Maria. Em Santa Maria as marcações estão encerradas porque as vagas estão preenchidas para os próximos três anos(!!!). Vou tentar os outros dois hospitais. Como é costume em Portugal, as listas de espera são infindáveis. O que não é novidade nenhuma.
Perguntei o preço de uma consulta de neurologia num médico particular (medicina do sono). 75 euros a primeira consulta e 65 euros as restantes. Uma loucura!
(Também não é novidade que os médicos especialistas são os primeiros a lucrar com as listas de espera nos hospitais. O que, no mínimo, faz pensar. Ainda há profissionais que de facto se preocupam com os doentes mas a grande maioria atende mal nos hospitais públicos e desfaz-se em simpatias no consultório privado. O que também não é novidade nenhuma. Basta ver as inúmeras reportagens nos telejornais diários.)
Vou ter de recorrer à automedicação.
Vou lutar com todas as minhas forças. Não quero conceber sequer a ideia de não conseguir mas não será por não fazer tudo o que posso enquanto posso.
Ok, o meu cérebro não funciona como deve ser. Às vezes falta serotonina, às vezes tenho ataques de ansiedade (que não se tornam em ataques de pânico porque descobri os médicos certos que me recitaram os ansiolíticos certos), e não durmo às horas "certas".
E não tenho muito dinheiro para procurar os especialistas adequados.
E é assim.
E podia ser muito pior. Pelo menos, ainda estou lúcida. Às vezes.
Tenho de esperar por uma consulta de Patologia do Sono que por acaso se chama Apneia do Sono, nada do que se passa comigo.
Em Lisboa só há três hospitais (que eu eu saiba, e não sei se há mais no resto do país) com consultas de Apneia do Sono (que não é o meu problema). Egas Moniz, Pulido Valente e Santa Maria. Em Santa Maria as marcações estão encerradas porque as vagas estão preenchidas para os próximos três anos(!!!). Vou tentar os outros dois hospitais. Como é costume em Portugal, as listas de espera são infindáveis. O que não é novidade nenhuma.
Perguntei o preço de uma consulta de neurologia num médico particular (medicina do sono). 75 euros a primeira consulta e 65 euros as restantes. Uma loucura!
(Também não é novidade que os médicos especialistas são os primeiros a lucrar com as listas de espera nos hospitais. O que, no mínimo, faz pensar. Ainda há profissionais que de facto se preocupam com os doentes mas a grande maioria atende mal nos hospitais públicos e desfaz-se em simpatias no consultório privado. O que também não é novidade nenhuma. Basta ver as inúmeras reportagens nos telejornais diários.)
Vou ter de recorrer à automedicação.
Vou lutar com todas as minhas forças. Não quero conceber sequer a ideia de não conseguir mas não será por não fazer tudo o que posso enquanto posso.
Ok, o meu cérebro não funciona como deve ser. Às vezes falta serotonina, às vezes tenho ataques de ansiedade (que não se tornam em ataques de pânico porque descobri os médicos certos que me recitaram os ansiolíticos certos), e não durmo às horas "certas".
E não tenho muito dinheiro para procurar os especialistas adequados.
E é assim.
E podia ser muito pior. Pelo menos, ainda estou lúcida. Às vezes.
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