(Eu não devia estar ainda a escrever - eu devia estar aterrorizada debaixo da cama, de preferência a apanhar uma bebedeira - mas antes que me recolha ao esconderijo...)
A soberba
Começo pelo meu pecado preferido. E o meu. A Soberba é quando a auto-estima se transforma em arrogância, em desprezo pelo outro. O soberbo sente-se superior, mais sábio, mais importante, mais tudo. O soberbo está tão apaixonado por si próprio que nunca conseguirá amar o outro. O soberbo nunca saberá o que é o amor.
A inveja
A Inveja é o pecado que mais abomino. A Inveja é o contrário da soberba. O Invejoso sente-se para sempre inferior, pequenino, insignificante. Procura no outro aquilo que não tem e inveja-o por tê-lo. Se o soberbo não conhece o amor porque não consegue amar o outro, o Invejoso não conhece o amor porque nunca conseguirá amar-se a si próprio.
A avareza
A Avareza é a incapacidade de partilhar, é a ganância, o egoísmo. É a falta de solidariedade. É a exploração do trabalho, do ser, do ter do outro. O Ávaro não conhece o amor porque vê no outro um objecto a adquirir.
A Gula
A Gula é a grande amiga da Avareza. A Gula é o consumismo. É o querer sempre mais, sempre mais, sempre mais, é ter um carro maior, uma casa maior, e mais luxo, mais conforto, mais um livro, mais um cd, mais um jogo. É a falta de auto-domínio. É o crédito. É também o alcolismo, a droga legal e ilegal, o consumo do próprio corpo ao fazer o corpo consumir o que não deve. É o tabaco. É o viver para os prazeres materiais. É por isso que o Guloso não conhece o amor no outro; os bens materiais não têm amor para dar.
A Luxúria
A Lúxuria é o viver para os prazeres da carne. É a superficialidade, é a banalidade, é a falta de pensamento. É o verniz dos socialites. São as cabeças ocas, a exibição do corpo e das roupas que o cobrem, a beleza exterior e não interior, a beleza falsa e as operações plásticas. É a extravagância desmedida colada ao corpo. É o próprio endeusamento do corpo. (Pensavam que isto era a Soberba? Por vezes aproximam-se. Pensavam que a Lúxuria era ser escravo do sexo? Também, mas o sexo é o corpo.) O Luxurioso não conhece o amor porque não reconhece no outro mais do que a superficialidade da pele.
A Ira
A Ira é a violência, doméstica, urbana, rural. São os socos, os machados, as armas. São também os gritos, os insultos, os olhares de ódio. É o ódio tornado acção. É o rebentar dos instintos mais agressivos da natureza humana. É a intolerância. É o racismo e a xenofobia. É a destruição do mais fraco ou a destruição pura e simples. O Irado não conhece o amor porque destrói tudo em que toca.
A Preguiça
A Preguiça é o pecado mais perigoso. É a apatia, é o deixa andar, é o ir na corrente, é o não fazer nada, é o esperar que os outros façam tudo. É o valha-me Deus. É a alienação. É a completa insensibilidade pelo problema do outro. É a recusa em ir mais longe, em aprender, em partilhar, em explorar novos territórios. É o fechar na própria concha. É a estagnação. O Preguiçoso não conhece o amor porque conhecer o outro dá muito trabalho.
E agora, ainda responderiam da mesma forma?
E agora, ainda diriam que não têm pecado? Ou que o pecado não existe?
Quem não tem pecado que atire a primeira pedra.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2005
Por falar em cunhas, com as eleições à porta
Existe a tendência neste país de tentar resolver os problemas caso a caso.
Eu choro, querem ajudar-me.
Mas não é assim. Não é caso a caso que se resolve o problema, antes pelo contrário. Como eu disse no último comentário ao post antes deste, os favores só perpetuam a corrupção, as cunhas e o amiguismo que existe neste país.
Se não fosse a corrupção, as cunhas e o amiguismo dar-se-ia valor ao mérito. Mas continua-se a viver no país provinciano em que se oferece uma galinha ao maioral lá da terra para ver um favor feito. Porque alimentar favores alimenta a rede de dependência.
Alimenta-se a caridadezinha.
Somos um país de caridadezinha. Somos o país do "faxavor". Já dizia o Miguel Esteves Cardoso, se a memória não me falha, era eu miúda. Passaram uns 16 anos e nada mudou. Veio a união Europeia e nada mudou. O MEC (Miguel Esteves Cardoso) já desistiu e calou-se. Pelo menos não o tenho ouvido. Mas ele tinha toda a razão. É um país de caridadezinha e do "faxavor".
Eu não quero ajuda. Eu quero triunfar por mim própria ou ser arrastada na lama por mim própria. Essa é a minha grande diferença.
Dir-me-ão: neste país não vais longe. E ainda bem que mo dizem porque finalmente percebem exactamente onde estamos.
Quem não pede "faxavor" não vai longe.
Não quero parecer ingrata a quem ofereceu ajuda. Mas isso vai completamente contra aquilo em que acredito. Isso vai contra aquilo em que eu tenho andado a martelar há meses. Está na altura de apostar no mérito. De desfazer a corrupção. Porque as cunhas e os favores são a base da corrupção.
Como desfazer esse monstro de sete cabeças? Esse monstro que engoliu os dois principais partidos da nossa democracia?
Quando Cavaco perdeu a mão ao monstro, fugiu.
Quando Guterres viu o monstro, fugiu.
Quando Durão Barroso se apercebeu que podia fazer mais contra o monstro lá fora do que cá dentro, aproveitou a oportunidade e fugiu.
O exemplo vem de cima.
Não me admira nada que se a coligação ganhar novamente as eleições o próprio Jorge Sampaio se demita.
Os que podem, os que têm oportunidade, fogem também, para o estrangeiro. Os estudantes de ciências que têm qualificação e mérito para isso põem-se a andar. Nunca ouviram falar na fuga de cérebros?
O próprio primeiro ministro se pôs a andar.
Ficaram os filhos da cunha.
E os irmãos Portas, que são independentes e não precisam de cunhas para nada. Como eles há poucos e são muito ricos e por isso estão geralmente do lado do sistema.
Chegámos ao cúmulo de neste país termos o partido da extrema direita a fazer frente aos grupos bancários. É realmente o cúmulo! É a total inversão de valores. A própria democracia deu uma cambalhota e porta-se de modo anómalo e inédito em todos países em que existe um sistema bipolarizado entre esquerda e direita.
De um lado temos um gajo que tem estaleca para ser presidente do Futebol Clube Unidos de Cima mas não vale mais.
De outro temos um intelectual que faz uma promessa nova e mirabolante todos os dias.
Os comunistas vivem em pleno PREC. Fossilizaram.
Restam dois partidos. Um tem trabalho feito, outro não tem.
Eu devia votar na esquerda mas como neste país a direita corta à esquerda e a esquerda é reaccionária, não me resta grande alternativa.
Vou votar num homem chamado Paulo Portas porque tem mérito e acredita no mérito. E se estou a ver a situação como deve ser, e já dei grandes voltas à cabeça, votar num não é também votar no outro. Santana há-de desistir como já desistiu de tudo em que se meteu. Santana é um palhaço que deixou de me fazer rir quando, por amiguismos e cunhas, chegou a primeiro ministro.
Foi o fundo do pântano. (Ou será que não, que ainda há mais lodo a sair da sargeta?)
Esta coligação não dura. Paulo Portas caiu numa armadilha e ficou preso na ratoeira mas o próprio queijo quer expulsar de lá o rato.
Típico.
Esta coligação não vai longe, com ou sem acordo. Queira Deus e Nossa Senhora de Fátima que não caia também o Presidente da República quando vir que o povo vota na nos amigos da bola porque afinal o Benfica - Sporting é que interessa ao país. Queira Deus que não lhe dê uma coisinha má.
Mas votar num já não é votar no outro.
Durante uns dias ainda ponderei votar no Sócrates. Mas não voto. Não merece.
E pronto, hoje já me diverti um bocadinho e deixei de pensar na minha vida triste.
Vou dar o mérito a quem o merece. Sei que não é muito, sei que não é nada, mas sei que fiz a minha parte.
E também já decidi deixar de me queixar. Às minhas lágrimas, no entanto, eu tenho todo o direito e ninguém me vai dizer que as cale. Vou chorar tudo o que me apeteça. Vou chorar em público também por aqueles que riem e não sabem que deviam chorar. Os que estão enterrados na lama e acham bom porque nunca conheceram outra coisa. Os que estão cegos e acham bom porque nunca viram a luz (se bem que tiveram oportunidade de estudar Platão e a Alegoria da Caverna, mas estavam distraídos). E pelos muitos que nunca tiveram oportunidade de ver a Alegoria, nem Platão, nem a luz, nem coisa nenhuma.
PS: (a ironia deste PS, já repararam?) Muitos leitores devem achar estranho que eu admire um homem como Paulo Portas. Deve ser para muitos um choque. Mas não é. É que ele não desiste. Eu desisto. Ele é forte, eu não valho um chavo. Ele é optimista, eu choro nos intervalos. Mas não é por eu desistir, não é por eu não valer um chavo, não é por eu chorar pelos cantos que vou deixar de admirar um homem que é tudo o contrário mas que é brilhante. Diferente, lá com umas ideias esquisitas que eu não engulo, mas simplesmente brilhante. Um homem que diz "faz-se" e "faz-se" mesmo. Um homem que ataca a preguiça nacional e que faz qualquer coisa. O que neste país, é obra. Fazer qualquer coisa é obra. Ser suficientemente determinado e independente e patriótico para não desistir, é uma grande obra.
Um dia ser-lhe-á dado o devido valor.
Por enquanto não, porque de facto o homem tem obrigado alguém a mexer-se e a fazer qualquer coisa, e isso não é popular. E isso até faz rolar cabeças, o que é sempre chato.
Se é triste que o exemplo venha da nossa direita mais à direita, sim é triste, mas o monstro engoliu tudo e apenas poucos escaparam.
Seja como for, ao contrário do que o pintam, Paulo Portas não é um fascista. Tem umas ideias esquisitas, é verdade, mas guarda-as lá para ele. Em privado, my home is my castle.
Apresentem-me um socialista que faça coisas e eu voto nele. Não me apresentem mais ninguém que diz que vai fazer coisas e depois foge do monstro.
Tenho esperança que o homem não desista se bem que de vez em quando lhe deva dar uma grande vontade de fugir também. "Que fazer, que fazer?", deve-se perguntar, "Para ganhar votos sem promessas falsas?". Ele e todos. Mas até ao momento, foi o único que teve a sensatez de apresentar uma equipa em vez de fazer promessas que não se podem cumprir. Podia largar isto tudo e ir dirigir uma empresa de um dos amigos. Já pensaram? Ele podia muito bem arranjar um daqueles cargos de fachada em que só se vai assinar quando não se está no estrangeiro e estar-se completamente nas tintas para o país. Ele não precisa de ver a sua cara em cartazes onde lhe foi pespegado um balão vermelho ao nariz para lhe chamar palhaço (isto vi eu em Lisboa, esta semana, ao lado do cartaz onde estava o verdadeiro palhaço, sem balão vermelho). Que necessidade tem um menino bem de se andar a cansar com estas merdas? Podia estar tão melhor na vida e não se ralar!
Mas ele fica. Ele não desiste.
Como eu gostava de ser assim! Não o invejo. Já aqui disse que a inveja não é um mal que me atormente, mas como eu gostava de ser assim determinada!
Enfim, perdi-me.
PS2: Eu também não desisto de ir dizendo as coisas, mesmo quando só me apetece desistir e não escrever mais uma palavra neste blog. Apercebi-me agora desse pormenor. Estou a escrever, não estou? E apetece-me escrever? Não, não me apetece nada. Apetecia-me mais estar a apanhar uma bebedeira. Mas sinto esta coisa do dever moral que é uma chatice!!!
Eu choro, querem ajudar-me.
Mas não é assim. Não é caso a caso que se resolve o problema, antes pelo contrário. Como eu disse no último comentário ao post antes deste, os favores só perpetuam a corrupção, as cunhas e o amiguismo que existe neste país.
Se não fosse a corrupção, as cunhas e o amiguismo dar-se-ia valor ao mérito. Mas continua-se a viver no país provinciano em que se oferece uma galinha ao maioral lá da terra para ver um favor feito. Porque alimentar favores alimenta a rede de dependência.
Alimenta-se a caridadezinha.
Somos um país de caridadezinha. Somos o país do "faxavor". Já dizia o Miguel Esteves Cardoso, se a memória não me falha, era eu miúda. Passaram uns 16 anos e nada mudou. Veio a união Europeia e nada mudou. O MEC (Miguel Esteves Cardoso) já desistiu e calou-se. Pelo menos não o tenho ouvido. Mas ele tinha toda a razão. É um país de caridadezinha e do "faxavor".
Eu não quero ajuda. Eu quero triunfar por mim própria ou ser arrastada na lama por mim própria. Essa é a minha grande diferença.
Dir-me-ão: neste país não vais longe. E ainda bem que mo dizem porque finalmente percebem exactamente onde estamos.
Quem não pede "faxavor" não vai longe.
Não quero parecer ingrata a quem ofereceu ajuda. Mas isso vai completamente contra aquilo em que acredito. Isso vai contra aquilo em que eu tenho andado a martelar há meses. Está na altura de apostar no mérito. De desfazer a corrupção. Porque as cunhas e os favores são a base da corrupção.
Como desfazer esse monstro de sete cabeças? Esse monstro que engoliu os dois principais partidos da nossa democracia?
Quando Cavaco perdeu a mão ao monstro, fugiu.
Quando Guterres viu o monstro, fugiu.
Quando Durão Barroso se apercebeu que podia fazer mais contra o monstro lá fora do que cá dentro, aproveitou a oportunidade e fugiu.
O exemplo vem de cima.
Não me admira nada que se a coligação ganhar novamente as eleições o próprio Jorge Sampaio se demita.
Os que podem, os que têm oportunidade, fogem também, para o estrangeiro. Os estudantes de ciências que têm qualificação e mérito para isso põem-se a andar. Nunca ouviram falar na fuga de cérebros?
O próprio primeiro ministro se pôs a andar.
Ficaram os filhos da cunha.
E os irmãos Portas, que são independentes e não precisam de cunhas para nada. Como eles há poucos e são muito ricos e por isso estão geralmente do lado do sistema.
Chegámos ao cúmulo de neste país termos o partido da extrema direita a fazer frente aos grupos bancários. É realmente o cúmulo! É a total inversão de valores. A própria democracia deu uma cambalhota e porta-se de modo anómalo e inédito em todos países em que existe um sistema bipolarizado entre esquerda e direita.
De um lado temos um gajo que tem estaleca para ser presidente do Futebol Clube Unidos de Cima mas não vale mais.
De outro temos um intelectual que faz uma promessa nova e mirabolante todos os dias.
Os comunistas vivem em pleno PREC. Fossilizaram.
Restam dois partidos. Um tem trabalho feito, outro não tem.
Eu devia votar na esquerda mas como neste país a direita corta à esquerda e a esquerda é reaccionária, não me resta grande alternativa.
Vou votar num homem chamado Paulo Portas porque tem mérito e acredita no mérito. E se estou a ver a situação como deve ser, e já dei grandes voltas à cabeça, votar num não é também votar no outro. Santana há-de desistir como já desistiu de tudo em que se meteu. Santana é um palhaço que deixou de me fazer rir quando, por amiguismos e cunhas, chegou a primeiro ministro.
Foi o fundo do pântano. (Ou será que não, que ainda há mais lodo a sair da sargeta?)
Esta coligação não dura. Paulo Portas caiu numa armadilha e ficou preso na ratoeira mas o próprio queijo quer expulsar de lá o rato.
Típico.
Esta coligação não vai longe, com ou sem acordo. Queira Deus e Nossa Senhora de Fátima que não caia também o Presidente da República quando vir que o povo vota na nos amigos da bola porque afinal o Benfica - Sporting é que interessa ao país. Queira Deus que não lhe dê uma coisinha má.
Mas votar num já não é votar no outro.
Durante uns dias ainda ponderei votar no Sócrates. Mas não voto. Não merece.
E pronto, hoje já me diverti um bocadinho e deixei de pensar na minha vida triste.
Vou dar o mérito a quem o merece. Sei que não é muito, sei que não é nada, mas sei que fiz a minha parte.
E também já decidi deixar de me queixar. Às minhas lágrimas, no entanto, eu tenho todo o direito e ninguém me vai dizer que as cale. Vou chorar tudo o que me apeteça. Vou chorar em público também por aqueles que riem e não sabem que deviam chorar. Os que estão enterrados na lama e acham bom porque nunca conheceram outra coisa. Os que estão cegos e acham bom porque nunca viram a luz (se bem que tiveram oportunidade de estudar Platão e a Alegoria da Caverna, mas estavam distraídos). E pelos muitos que nunca tiveram oportunidade de ver a Alegoria, nem Platão, nem a luz, nem coisa nenhuma.
PS: (a ironia deste PS, já repararam?) Muitos leitores devem achar estranho que eu admire um homem como Paulo Portas. Deve ser para muitos um choque. Mas não é. É que ele não desiste. Eu desisto. Ele é forte, eu não valho um chavo. Ele é optimista, eu choro nos intervalos. Mas não é por eu desistir, não é por eu não valer um chavo, não é por eu chorar pelos cantos que vou deixar de admirar um homem que é tudo o contrário mas que é brilhante. Diferente, lá com umas ideias esquisitas que eu não engulo, mas simplesmente brilhante. Um homem que diz "faz-se" e "faz-se" mesmo. Um homem que ataca a preguiça nacional e que faz qualquer coisa. O que neste país, é obra. Fazer qualquer coisa é obra. Ser suficientemente determinado e independente e patriótico para não desistir, é uma grande obra.
Um dia ser-lhe-á dado o devido valor.
Por enquanto não, porque de facto o homem tem obrigado alguém a mexer-se e a fazer qualquer coisa, e isso não é popular. E isso até faz rolar cabeças, o que é sempre chato.
Se é triste que o exemplo venha da nossa direita mais à direita, sim é triste, mas o monstro engoliu tudo e apenas poucos escaparam.
Seja como for, ao contrário do que o pintam, Paulo Portas não é um fascista. Tem umas ideias esquisitas, é verdade, mas guarda-as lá para ele. Em privado, my home is my castle.
Apresentem-me um socialista que faça coisas e eu voto nele. Não me apresentem mais ninguém que diz que vai fazer coisas e depois foge do monstro.
Tenho esperança que o homem não desista se bem que de vez em quando lhe deva dar uma grande vontade de fugir também. "Que fazer, que fazer?", deve-se perguntar, "Para ganhar votos sem promessas falsas?". Ele e todos. Mas até ao momento, foi o único que teve a sensatez de apresentar uma equipa em vez de fazer promessas que não se podem cumprir. Podia largar isto tudo e ir dirigir uma empresa de um dos amigos. Já pensaram? Ele podia muito bem arranjar um daqueles cargos de fachada em que só se vai assinar quando não se está no estrangeiro e estar-se completamente nas tintas para o país. Ele não precisa de ver a sua cara em cartazes onde lhe foi pespegado um balão vermelho ao nariz para lhe chamar palhaço (isto vi eu em Lisboa, esta semana, ao lado do cartaz onde estava o verdadeiro palhaço, sem balão vermelho). Que necessidade tem um menino bem de se andar a cansar com estas merdas? Podia estar tão melhor na vida e não se ralar!
Mas ele fica. Ele não desiste.
Como eu gostava de ser assim! Não o invejo. Já aqui disse que a inveja não é um mal que me atormente, mas como eu gostava de ser assim determinada!
Enfim, perdi-me.
PS2: Eu também não desisto de ir dizendo as coisas, mesmo quando só me apetece desistir e não escrever mais uma palavra neste blog. Apercebi-me agora desse pormenor. Estou a escrever, não estou? E apetece-me escrever? Não, não me apetece nada. Apetecia-me mais estar a apanhar uma bebedeira. Mas sinto esta coisa do dever moral que é uma chatice!!!
Silêncio
Posso estar ausente por um tempo.
Estou a ter um período "aterrorizada; escondida debaixo da cama".
Acontece-me cada vez mais.
Estar debaixo da cama, no entanto, proporciona pensamentos interessantes.
Estou a ter um período "aterrorizada; escondida debaixo da cama".
Acontece-me cada vez mais.
Estar debaixo da cama, no entanto, proporciona pensamentos interessantes.
terça-feira, 18 de janeiro de 2005
Intervalo
Hoje, durante o meu curto e cronometrado intervalo, saí para a rua e chorei.
Não tive tempo de chorar tudo. Como eu disse, o intervalo é muito curto. Quem pára para chorar é despedido. É por isso que eu também chorava.
Desde a infância que não me sentia tão frustrada, tão amordaçada, de mãos tão atadas.
Mas agora tenho de pôr uma cara de gente grande e fingir que não choro. Olhos vermelhos dá mau aspecto. Tudo pode ser causa para se ser despedido. Sem recurso.
Neste país há muitas pessoas a chorar assim mas não têm um blog onde o dizer porque não têm acesso à internet. Lembrem-se disto. Lembrem-se das minhas palavras enquanto posso dizê-las.
Não tive tempo de chorar tudo. Como eu disse, o intervalo é muito curto. Quem pára para chorar é despedido. É por isso que eu também chorava.
Desde a infância que não me sentia tão frustrada, tão amordaçada, de mãos tão atadas.
Mas agora tenho de pôr uma cara de gente grande e fingir que não choro. Olhos vermelhos dá mau aspecto. Tudo pode ser causa para se ser despedido. Sem recurso.
Neste país há muitas pessoas a chorar assim mas não têm um blog onde o dizer porque não têm acesso à internet. Lembrem-se disto. Lembrem-se das minhas palavras enquanto posso dizê-las.
A amizade sai cara
Quem tem amigos tem que sair com eles. Gastar dinheiro.
Telefonar aos amigos. Gastar dinheiro.
Mandar mensagens aos amigos. Gastar dinheiro.
Não tenho dinheiro. Lamento.
Telefonar aos amigos. Gastar dinheiro.
Mandar mensagens aos amigos. Gastar dinheiro.
Não tenho dinheiro. Lamento.
Comentário sobre a avareza
Atenção, que a avareza, no seu sentido lato, também é ganância e, acima de tudo, egoísmo.
Sei que a maior parte das pessoas nunca foi à catequese mas não viram o filme? Para quem não sabe qual é o filme, é o "Seven" (Brad Pitt, Gwyneth Paltrow, Morgan Freeman, Kevin Spacey; Se faltavam razões para ver o filme...)
Sei que a maior parte das pessoas nunca foi à catequese mas não viram o filme? Para quem não sabe qual é o filme, é o "Seven" (Brad Pitt, Gwyneth Paltrow, Morgan Freeman, Kevin Spacey; Se faltavam razões para ver o filme...)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2005
Dificuldades em comentar no Haloscan
Alguém me explica o que isto significa?
Aconteceu-me quando estava a comentar no meu blog e no Tapornumporco. Primeiro diz "Your IP was found in the OPM blacklist and will not be allowed to post" e depois pede que introduzamos manualmente uma palavra para desbloquear a restrição.
Será alguma medida para limitar o número de comentários por IP?
Está a acontecer a mais alguém?
Your IP was found in the OPM blacklist and will not be allowed to post
Open proxy lookup
Performing a lookup on the IP address xxx.xx.xxx.xxx.
Although the IP address xxx.xx.xxx.xxx has at some point been in our OPM blacklist it is no longer marked as active, this means that the listing has been manually removed or automatically expired, it was removed from the list at 2005-01-13 00:03:59 GMT. If you have recently secured the proxy please be prepared to wait several hours for the removal to propagate. If you are still banned after that time please contact the service that you are trying to connect to for further help. If this website says that you are no longer blacklisted, we are unable to make things happen any faster.
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Aconteceu-me quando estava a comentar no meu blog e no Tapornumporco. Primeiro diz "Your IP was found in the OPM blacklist and will not be allowed to post" e depois pede que introduzamos manualmente uma palavra para desbloquear a restrição.
Será alguma medida para limitar o número de comentários por IP?
Está a acontecer a mais alguém?
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