quinta-feira, 16 de dezembro de 2004

Para acabar de vez com o Natal

How the Goth Stole Christmas (Como o Gótico roubou o Natal)

Cumprimentos não natalícios.
ODEIO O NATAL.

Apadrinhanço

Palavras de Klatuu Nictus (com autorização para publicar):


Conheço um gózinho q nutre uma certa admiração, quase filial, por mim. É um puto expedito e esperto, extremamente simpático e nada deprimido (deve ser um híbrido!) q, vá-se lá saber porquê, tem uma ganda panca pelo Ozzy! Ele é Ozzy práqui e Ozzy práli, etc! Uma noite destas, estava ele (o puto) a falar com três amiguinhas, gózinhas, claro, q esta merda é cada vez mais rebanho! e o grande tema da noite é q o rapaz tinha feito uma descoberta entusiasmante! Tinha feito o descarregamento de uns mp3s, onde sacou meia dúzia de temas dos 2 primeiros álbuns de uma banda desconhecida: Black Sabbath! Acrescente-se q o vestidinho de preto tem 15 aninhos e é daqueles q nunca deve ter comprado um CD!... vem tudo à toa da Dona Mamã Net! E qual era o entusiasmo do petiz? É q tava a curtir bué daquela velha banda, principalmente pq a voz do gajo q cantava era uma beca parecida com a do Ozzy! Bah! decidi ficar calado, distraí-me a olhar para a roupa das gózinhas, para as mãos, os olhos, os cabelos, uns «pentagramas» dos hippies chungas da Rua Augusta e de Carcavelos, etc.
Passadas duas noites, o petiz, com as amiguinhas anteriores e uma outra q fez questão de me apresentar com um orgulho de jardim-escola, cruzaram-se comigo a caminho do Bairro... E aí ñ resisti: «Então, pá, ainda tás a curtir a voz do gajo dos Black Sabbath??». E responde o puto: «Ya, agora muito mais!». e faz a expressão semi-envergonhada e malandra mais bela q eu vi num rosto humano, nos últimos anos. Lindo menino, dá-lhe puto!

P.S. Se por hipótese há por aí alguma malta em silêncio e a apanhar do ar... deixem-me esclarecer-vos q o Ozzy Osbourne foi o vocalista da formação originária dos Black Sabbath!


A minha resposta:

POR AMOR DE DEUS, Klatuu, dá-me permissão para publicar isto no blog! Isto é do melhor gótico que já li! Nem eu fazia melhor! Isto tem que ser lido!
É tão típico, tão típico, a frescura do puto, a tua condescendência, a Dona Mamã Net, e o "Lindo menino, dá-lhe puto!"


E cá está.

Pensamento do dia

Aqueles que dançam são julgados loucos por quem não ouve a música.

Anónimo

sábado, 11 de dezembro de 2004

splendour in the grass, glory in the flower

What though the radiance which was once so bright
Be now for ever taken from my sight,
Though nothing can bring back the hour
Of splendour in the grass, of glory in the flower;
We will grieve not, rather find
Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring
Out of human suffering;
In the faith that looks through death,
In years that bring the philosophic mind.



Ode, On Intimations Of Immortality
William Wordsworth


Ode, On Intimations Of Immortality, William Wordsworth

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Hoje, tentativa de chat online no MSN, às 23h30

Eu vou esperar uma hora até que apareçam.


http://groups.msn.com/GotikaBlog

O dia depois de amanhã (The day after tomorrow)



O efeito de estufa do planeta faz com que os glaciares derretam, libertando água doce para o oceano. O equilíbrio milenar de água doce/água salgada faz com que as correntes oceânicas se mantenham estáveis e perpetuem o clima equilibrado que existe no planeta. A partir do momento em que há um desíquilibro, estas correntes modificam-se e o planeta regressa a uma nova Idade do Gelo. No filme, tudo isto acontece numa questão de dias.
É um dos melhores filmes catástrofe e de ficção científica que tenho visto nos últimos tempos.
É também um alerta, como o seu predecessor (?) "O dia seguinte" ("The Day After"), que dramatizava o futuro após o holocausto nuclear. Os mais velhos devem recordar-se. (Assim como do filme de origem britânica "A Teia".) Talvez a escolha do nome ("O dia depois de amanhã") não seja inocente de todo.
Talvez "O dia seguinte" tenha projectado nas mentes mais alheadas o que seria o horror do inverno nuclear. Talvez até tenha mudado o mundo. Pretende-se o mesmo com este "O dia depois de amanhã". Não importando se está extraordinariamente bem feito, mas até está, o que se salienta é que à semelhança de "O dia seguinte" é a estupidez do Homem que provoca a sua extinção.
A cena que escolhi para ilustrar o filme (a estátua da Liberdade coberta de neve na nova Idade do Gelo) também não é original e remete-nos para o clássico "O Planeta dos Macacos" em que Charlton Heston, na sua tentativa desesperada de encontrar a nave que o fizesse regressar à terra, se depara com a praia de Nova Iorque onde jazia, quebrada, a mesma estátua da Liberdade, e onde o herói percebe que afinal nunca deixou o seu planeta mas que o seu planeta já não lhe pertencia.
Histórias de aviso. Histórias de alerta.
Espero que este filme ajude a mudar o mundo, mais uma vez.

15 em 20. Altamente recomendado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2004

Adeus, adeus

POST COMEMORATIVO

Vai-te!



Que já vais tarde.