sábado, 23 de outubro de 2004

Dias curtos, vida longa

Comentário:
precisa-se de textos inteligentes na blogosfera :s..


Querida fairy_morgaine, neste momento não consigo escrever um texto, quanto mais um texto inteligente!
Mas obrigada pelas vossas palavras (a todos). De vez em quando venho aqui ler o que escrevem.
Talvez quando o temporal passar eu possa voltar e relatar de forma mais ou menos coerente o que se passa comigo. Por enquanto apanho os fios de seda mas não consigo construir a teia.
Não consigo responsabilizar-me por este blog mais do que por mim própria. Este blog é um espelho de mim.

Estou tentada a escrever aos meus amigos (aqueles que me conhecem há anos) e perdir-lhes: "Por amor de Deus, digam-me coisas boas a meu respeito porque preciso de as ouvir".
Mas não. Não quero metê-los nisto. Os amigos preocupam-se. E nada podem fazer. Não, não os vou meter nisto.


Entretanto, deixo-vos com um pensamento do dia que li algures e um poema que entretanto me foi sussurado pela musa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2004

Escondida debaixo da cama

Como já devem ter reparado, estou escondida debaixo da cama.
Saírei, quando os monstros se forem embora.
Peço desculpa por esta pequena interrupção. A vida segue quando for possível.

segunda-feira, 11 de outubro de 2004

The Doors
When The Music's Over

Yeah, c'mon

When the music's over
When the music's over, yeah
When the music's over
Turn out the lights
Turn out the lights
Turn out the lights, yeah

When the music's over
When the music's over
When the music's over
Turn out the lights
Turn out the lights
Turn out the lights

For the music is your special friend
Dance on fire as it intends
Music is your only friend
Until the end
Until the end
Until the end

Cancel my subscription to the Resurrection
Send my credentials to the House of Detention
I got some friends inside

The face in the mirror won't stop
The girl in the window won't drop
A feast of friends
"Alive!" she cried
Waitin' for me
Outside!

Before I sink
Into the big sleep
I want to hear
I want to hear
The scream of the butterfly

Come back, baby
Back into my arm
We're gettin' tired of hangin' around
Waitin' around with our heads to the ground

I hear a very gentle sound
Very near yet very far
Very soft, yeah, very clear
Come today, come today

What have they done to the earth?
What have they done to our fair sister?
Ravaged and plundered and ripped her and bit her
Stuck her with knives in the side of the dawn
And tied her with fences and dragged her down

I hear a very gentle sound
With your ear down to the ground
We want the world and we want it...
We want the world and we want it...
Now
Now?
Now!

Persian night, babe
See the light, babe
Save us!
Jesus!
Save us!

So when the music's over
When the music's over, yeah
When the music's over
Turn out the lights
Turn out the lights
Turn out the lights

Well the music is your special friend
Dance on fire as it intends
Music is your only friend
Until the end
Until the end
Until the end!

Terror

Não, não estou deprimida. Estou aterrorizada. Nem nunca foi outra coisa. É fácil dizer que se está deprimido. Assim as pessoas entendem sem mais explicações. O que é uma grande treta que se conta às pessoas.
A verdade é que tudo começa no medo. Não há medo que não dê em ódio. O ódio impotente resulta à força na inacção. Quando não há nada a fazer, resta ficar a um canto e esperar pela morte. Therefore, lá está, a tal "depressão".
Não é depressão coisa nenhuma.
Tenho pavor de acabar a viver na rua.

Eh bien...

terça-feira, 5 de outubro de 2004

Estou deprimida

Sim, e o que é que é novidade?
Estou deprimida a ponto de estar doente.
Chama-se doença de viver.


Penso que é genético. Não me parece que seja um vírus, senão transmitia-se. Não se transmite.

segunda-feira, 4 de outubro de 2004

"Lost Souls", Poppy Z. Brite [actualizado]




Serviu este pequeno teste para me criar vergonha e escrever finalmente uma pequena crítica a "Lost Souls", de Poppy Z. Brite.
Ghost é um personagem do livro. É um puto novo, vocalista de uma banda, que passa a história pedrado, a dormir no carro, no lugar do morto. Deve ser por esta sua última faceta que me calhou a mim a sorte. Mas esqueçam. Ghost não é assim tão importante. Nem sequer é um vampiro.
Depois de lerem esta pequena crítica, podem ir fazer o teste e no fim escolher a opção "ver todos os resultados possíveis" para conhecerem melhor as personagens. Serviu para me refrescar a memória porque eu já não me lembrava.
 

Poppy Z. Brite é considerada a nova Anne Rice. Mas aqui entre nós, é como comparar Dead Can Dance com Enigma. Parece, mas não é. E, no entanto, não deixa de ser interessante. Mas que não haja dúvida, Poppy escreve para góticos e escreve suficientemente bem para lhes atingir as carteiras.
É "curioso" que os últimos livros de Anne Rice também acabem por seduzir a mesma camada juvenil. Quando o próprio Lestat o diz... “You could call me a Goth, I think” ...
O bom predador conhece os hábitos da presa.

"Lost Souls"
É uma história de vampiros. Os vampiros de Poppy Z. Brite são um pouco mais humanos do que os de Anne Rice. Por exemplo, reproduzem-se sexualmente e não através do sangue. Só que ao nascerem, os pequenos vampiros causam a morte da sua mãe por hemorragia fatal.
De resto, tudo começa em New Orleans (olha a novidade) quando um grupo de três vampiros, um deles mais velho e por isso o chefe (Zilla), visita o bar de outro vampiro, ainda mais velho, de nome Christian.
Aí conhecem uma jovem (gótica, obviamente) com quem Zilla se envolve. Desse encontro resulta a gravidez da jovem. Christian sabe que essa gravidez será o fim da rapariga mas mesmo assim, ou talvez por isso mesmo, decide acolhê-la em sua casa.
Efectivamente, ela morre ao dar à luz o pequeno vampiro, a quem Christian baptiza de Nothing. Contudo, Christian decide dar à criança a oportunidade de viver uma vida humana e vai propositadamente abandoná-la à porta de um casal estéril ao acaso, muito longe de New Orleans.
A história recomeça quando Nothing, já um adolescente, descobre que os seus pais são adoptivos e parte à procura da sua verdadeira natureza, algures em New Orleans, algures perto de Christian. Antes mesmo de encontrar o seu protector, depara-se sem querer com o verdadeiro pai e os seus dois amigos. Zilla recebe-o como companheiro e amante, sem fazer ideia de que é o seu filho. O desfecho é dramático.

Semelhanças com os vampiros Riceanos: a cidade de New Orleans, a beleza e juventude eternas, o sono diurno e a vida nocturna.
Diferenças: o modo de reprodução (o vampiro desenvolve-se num útero, nasce e cresce como o humano, mas causa a morte da mãe durante o parto), a vida sexual activa, a capacidade de ingerir certos alimentos e álcool (que vai desaparecendo à medida que o vampiro envelhece), a possibilidade de passar por humano toda a vida até ao momento em que descobre o gosto do sangue e deixa de conseguir escapar à sua verdadeira natureza.

Não existe em Poppy Z. Brite uma verdadeira mitologia. Em "Lost Sousls", não se explica a origem do vampirismo. Simplesmente se conta uma história.
Pessoalmente, penso que a autora exagera nas alusões sexuais que são muito, mas MUITO, explícitas.
Mas, resumindo e concluindo, acho que qualquer amante do vampirismo não se vai arrepender de ler a história. Não esperem muito. Esperem apenas uma boa história.

What religion are you?

Como é que eles adivinharam, com o tipo de respostas que eu dei? Hmmm... Experimentem e digam-me se os resultados são aleatórios.


Christianity
Christianity: Christians range in their beliefs, but some strong truths bind them together. They believe that the sinless Christ came to sacrifice himself for the forgiveness and redemption of mankind, and in both the Old and New Testaments. Those who accept achieve the kingdom of heaven. They tend to focus on hope, forgiveness, and the love of the Creator for the created.


What Religion are You?
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