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domingo, 2 de setembro de 2012

“Astrologia Kármica”, por Sussuca Ferreira





Já há muito tempo que não vinha aqui com um livro mas este não pode escapar. “Astrologia Kármica, A Viagem da Pedra ao Diamante”, pela astróloga Sussuca Ferreira, edição Pergaminho, 2008, trata, como o próprio nome indica, de astrologia kármica.
Primeiro aviso, a astrologia kármica é uma matéria controversa até mesmo entre os astrólogos. De forma muito simples, a astrologia kármica tenta determinar, através da análise do mapa astral, nomeadamente pela posição do Nódulo Lunar Norte (ou Nó Lunar Norte, ou Cabeça de Dragão) nos signos e nas casas, nada mais nada menos do que o karma e as vidas passadas.
Leram perfeitamente bem. As vidas passadas! Quem não acredita em vidas passadas não pode compreender a importância do que vou dizer mas poderá ficar a saber que, para alguns de nós, conhecer as vidas passadas é como encontrar o Santo Graal.
Logo a primeira crítica que se pode apontar a esta forma de determinar o karma é que o karma é geracional. Isto é, por exemplo, todas as pessoas nascidas entre 16 de Outubro de 1970 e 5 de Maio de 1972 têm o Nó Lunar Norte em Aquário e partilham o mesmo karma. Numa segunda análise, porém, até faz sentido. Pois esta geração vai definitivamente estar sujeita a acontecimentos e situações e adversidades e oportunidades que nenhuma outra vai experimentar. Noutras palavras, pode ser a altura exacta para este grupo de pessoas reencarnarem de modo a expiarem esse karma. (Exactamente assim: é ao lote.)
Para quem leva isto a sério esta não é questão para brincadeiras.
Neste “lote”, contudo, porque não há dois indivíduos iguais, existem diferenças, vestígios de um karma que só pode ser dessa pessoa e de mais ninguém. Alguns astrólogos, e eu concordo, apontam, por exemplo, a importância da análise de Lilith no karma individual. Eu, pessoalmente, até chamo a Lilith “a maldição”. Todos temos uma.
Voltando ao livro, que trata precisamente do karma e vidas passadas, não é um livro que eu aconselhe a toda a gente, e muito menos a quem percebe pouco ou nada de astrologia. Até se pode ler, nada o proíbe, mas há muita coisa que um “leigo” não vai entender porque a linguagem não é para principiantes. Seria como tentar entender a equação da relatividade de Einstein sem saber a tabuada. Por outro lado, poderá despertar a curiosidade para ir estudar o básico de modo a compreender o complexo.
Todavia, é um livro para iniciados. Para estes, e especialmente aos que se questionam quanto ao karma e vidas passadas, falarei agora. Sussuca Ferreira compilou uma série de teorias interessantíssimas, muito mais do que o simples “Nó Lunar Norte em Capricórnio significa que é destino da pessoa dedicar-se à carreira profissional” que costumamos ler por aí. São teorias que nos fazem reflectir, embora por vezes considere que possam ser demasiado fantasiosas. Seja como for, é a melhor interpretação de astrologia kármica que já li até hoje e aconselho vivamente.





Não resisto sem deixar aqui algumas notas deste livro sobre o meu próprio karma, a que se chama o Karma da Maturidade. Devo dizer que não me surpreendeu. E àqueles que acompanham o espírito que preside este blog não deve também surpreender. Pelo contrário, até explica muita coisa.
“Este ser vivia a verdade da alma e, por este motivo, nunca conseguiu ser vencido pela personalidade humana. Viveu sempre com dificuldade em aceitar as manobras emocionais dos adultos que, geralmente, falavam de uma maneira e pensavam de outra.
O nosso nativo, que nunca se esquece de nada, lembra-se muito bem do seu passado. Assim, ainda hoje não consegue lidar com a hipocrisia, a mentira e a falsidade.
(…)
Este nativo não cresceu realmente. No passado, sempre que lhe exigiam qualquer coisa (…) ele gerava, inconscientemente, a sua própria morte. (…)
O nosso nativo tinha tanto medo de perder a sua ligação com a sua alma que preferia partir. Actualmente designa-se por Karma do Suicida, pois sabe exactamente como aliviar uma pessoa do seu sofrimento. (…)
Este karma tem a obrigação de ficar vivo (…) pois é o único karma que não tem tempo para desencarnar, morrendo quando fica desmotivado.
Desta maneira, é fundamental que tenha sempre ideais, sonhos e planos para o seu futuro, dado que é uma pessoa que necessita de motivação interior para viver.
(…)
Estes nativos não suportavam a vida quando era vista pelo seu lado feio, e então preferiam partir.”


As questões existenciais que se colocam são imensas e profundas.
Em suma, este karma encarna para aprender a amar a vida. Está-se aqui a partir do pressuposto de que o ser, por ter morrido em criança ou por ter optado pelo suicídio, não teve tempo de aprender a amar a vida.
Como se o universo ache que o ser, vivendo muitos anos, acabe por amar a vida. Que o ser tem obrigação de amar a vida, porque o universo acha que a vida é muito bonita e que todas as criaturas devem concordar com o universo.
E se o ser, por mil anos que viva, nunca amar a vida?
E se o ser decidir não fazer parte da pantomima criada pelo universo, por não gostar do enredo?
Continuo a fazer a pergunta que sempre fiz desde que me conheço: quem é que pode possivelmente julgar que todas as criaturas têm a obrigação de estar contentes e felizes por estar vivas?
É uma pergunta retórica. Sei a resposta mas não vou responder. Já arranjei sarilhos suficientes com o universo para uma miríade de vidas.

sábado, 27 de outubro de 2007

Lilith em Escorpião

Esta Lua revela uma predisposição para as crises existenciais, para a depressão e angústia, ou mesmo tendências autodestrutivas. (...) Predispõe ainda o indivíduo à obsessão pela morte, mas, curiosamente, sem medos nem rejeições: sente um estranho fascínio por essa "viagem", que considera como uma espécie de caminho de iniciação espiritual.

In "Boa Estrela", Setembro

Se isto não é a definição da alma gótica, daquele "sentir" que inspirou artistas e assombrou infelizes desde que o mundo é mundo, muito antes da música, muito antes das roupas e do que somos hoje, então não sei o que é. Para mim, ser uma alma gótica é ser isto.